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O aleitamento materno é muito mais que um ato de nutrição. Além da questão de saúde pública, o aleitament

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Into começa as cirurgias ortopédicas 3D pelo SUS

Uma impressora que gera moldes e guias em 3D para a implantação mais precisa de próteses e a substituição de membros amputados está revolucionando o centro cirúrgico do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (Into), unidade do Ministério da Saúde no Rio de Janeiro. Os primeiros beneficiados são os pacientes com artroses de ombro do instituto, referência no Sistema Único de Saúde (SUS) que, no ano passado, realizou 9.159 cirurgias de todas as especialidades. Ao tornar mais precisas e ágeis as cirurgias, o Into prevê a redução mais rápida da espera cirúrgica.

A cirurgia de ombro é um tipo de procedimento no qual o paciente fica de lado na mesa cirúrgica, posição mais incômoda, e esta tecnologia passa a substituir o olho humano na implantação de próteses que exigem precisão milimétrica. “A precisão desta cirurgia faz com que seja mais rápida, menos agressiva para o paciente e tenha os melhores resultados para a sua recuperação. Esta é uma grande evolução porque, pelo desgaste dos ossos, esses pacientes são submetidos normalmente na mesma cirurgia a um transplante ósseo (o fragmento de osso é retirado do próprio paciente ou obtido no nosso Banco Multitecidos do Into). Ou seja, agora calculamos milimetricamente os blocos de ossos necessários, além do tamanho da prótese sintética”, ressalta Geraldo Motta, cirurgião-chefe do Into.

Especialistas do Into já se preparam para substituir também braços, pernas e pés amputados, inclusive de crianças. O equipamento que permite essa evolução foi doado ao Into por um profissional ligado à Nasa, agência espacial dos Estados Unidos. No caso das cirurgias de artrose – degeneração das articulações surgidas especialmente com o envelhecimento da população –, a impressora em 3D gera ‘guias’ em material plástico que possibilitam a implantação dos parafusos no tamanho e na precisa localização para segurar as próteses no corpo. Nos casos de amputações, são gerados membros inteiros a serem implantados.

“A ideia é realizar esta cirurgia em larga escala e, a partir daí, extrapolar para outras articulações, como coluna e quadril”, conta o cirurgião Marcus Vinicius, que realizou as primeiras cirurgias em 3D no Into. “Na verdade, quando se faz uma cirurgia de ombro, por exemplo, sequelas e complicações podem chegar até 30% dos pacientes. À medida em que se consegue precisar melhor a colocação do novo implante, reconstruindo de forma mais anatômica a articulação, reduzimos as complicações, temos um procedimento mais seguro. Ao final, se dá tranquilidade para o paciente se recuperar melhor”.

No procedimento habitual, não só no Into como em todo o mundo, o cirugião perde muito tempo procurando o melhor ponto de inserção e fixação das próteses, além de correr o risco de atingir estruturas como nervos e grandes vasos sanguíneos. As artroses, primeiro problema ortopédico que começa a ser solucionado com a tecnologia 3D no Into, geram dores intensas e respondem pela maior demanda cirúrgica atualmente no instituto.

“Estou aqui rindo à toa”, diverte-se Marlene Coelho da Costa, 84 anos, a primeira paciente a se beneficiar da nova tecnologia. Ela entrou em cirurgia no último dia 2. Nesta terça-feira (15/08), retirou pontos e fez avaliação médica. Passou com louvor. “Agora vou levantar meu braço de novo até a cabeça!”, promete.

REDUÇÃO DA FILA – A fila do Into é dinâmica, na qual todos os dias ingressam novos pacientes via sistemas estadual (SER) e municipal de regulação (Sisreg), além da Central Nacional de Regulação de Alta Complexidade (CNRAC). Ainda assim, em cinco anos, o instituto ampliou a sede e reduziu a fila cirúrgica de 22 mil para 11.123 cirurgias em espera (dado de 15/08). No 1º semestre deste ano, realizou 4.323 cirurgias. No período, foram 108.389 consultas ambulatoriais.

Doenças infecciosas ou parasitárias não são contraindicação ao aleitamento materno, informa a Socied

Documento científico lançado na última terça-feira (1º) pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) derruba por terra um mito para pacientes e até profissionais da saúde: o de que todas as mulheres com quadros de doenças bacterianas, parasitárias ou virais devem interromper a amamentação para não contaminar o filho. De acordo com os especialistas do Departamento de Aleitamento Materno da SBP, pensar dessa forma é um erro, sendo que cada caso deve ser avaliado em função de suas características.

ACESSE AQUI A ÍNTEGRA DO DOCUMENTO

A divulgação faz parte de um pacote de ações coordenadas pela SBP com o objetivo de marcar as comemorações do Agosto Dourado, um período de 31 dias, no qual a entidade quer sensibilizar médicos e a população para os benefícios do aleitamento materno para mães e bebês. Além desse trabalho, outros três estudos científicos serão lançados no período. Para a presidente da SBP, dra Luciana Rodrigues Silva, é um tempo de mobilização.

“Convocamos os médicos brasileiros e todos que defendem uma saúde de qualidade para crianças e adolescentes a apoiarem o aleitamento materno. Diariamente, durante o Agosto Dourado, a SBP reforçará essa mensagem. Mas nossas ações em favor do aleitamento não se limitarão a esses dias. Faremos muito mais, todos os meses, pelo bem-estar de nossos bebês e das famílias”, exortou.

INFECÇÕES - O trabalho “Doenças maternas infecciosas e amamentação” mostra que a maioria das doenças infecciosas bacterianas maternas não contraindica o aleitamento materno. Por exemplo, quadros de mastite e de abcesso mamário não são considerados de infecções invasivas e, por isso, não impedem a prática do aleitamento, que poderá ser mantido se o tratamento com antibióticos for instituído e material drenado do abcesso não tiver contato direto com a boca da criança. Já infecções mais graves, como meningite, osteomielite e septicemia, exigem a interrupção temporária da amamentação por um curto período (de 24 a 96 horas) após o início do tratamento.

Muitas mães quando estão com doenças diarreicas suspendem a amamentação, o que não precisa ser feito, segundo o Departamento de Aleitamento da SBP. A presidente do DC, dra Elsa Giulianni, explica que, na verdade, os agentes que causam diarreias nas mães podem ser importantes contaminantes externos, principalmente do leite materno ordenhado. Ela acrescenta que doenças parasitárias, de maneira geral, também não configuram impedimento à amamentação, pois não há transmissão de parasita pelo leite humano.

Neste caso, a exceção conhecida ocorre na doença de Chagas, quando o parasita pode contaminar o leite humano. Para o Departamento, há evidências, entretanto, de que a infecção aguda no lactente parece ter evolução benigna e a descrição de sequelas é rara. Logo, informam os especialistas, a contraindicação da amamentação deve ser aplicada apenas na fase aguda da doença.

TUBERCULOSE E HANSENIASE - Em pacientes com tuberculose, se a mãe foi tratada por duas ou mais semanas antes do nascimento do filho pode amamentar sem qualquer restrição, mas a criança deve receber a vacina BCG logo após o nascimento. Contudo, se a mãe for portadora da tuberculosa multidroga resistente, que é uma forma mais grave da doença, a separação da criança do contato da mãe deve ocorrer para evitar contaminação. Só que leite materno pode ser ordenhado e oferecido à criança até a mãe estar curada.

Mesmo a hanseníase, doença que assusta as pessoas, não indica necessariamente o desmame, dizem os especialistas. Se a doença não estiver em fase contagiosa, não há contraindicação para a amamentação. No entanto, o a criança de uma mãe infectada pela doença deve ser submetida periodicamente a exames clínicos para detectar precocemente possíveis sinais da doença, uma vez que é transmitida por meio de secreções nasais e da pele. 

DOENÇAS VIRAIS - Por sua vez, as doenças virais apresentam peculiaridades quanto à amamentação. As mais comuns - como febre amarela, Influenza e infecção por herpes - não requerem o desmame. Diante desses diagnósticos, as mães podem estar debilitadas e, neste caso, recomenda-se a ordenha. Já no caso das hepatites A, B e C as precauções variam.

Enquanto a infecção pela hepatite A não indica desmame, a hepatite B requer maiores cuidados, uma vez que é transmitida pelo sangue, esperma, líquido amniótico, fluidos vaginais, sangue do cordão umbilical e pelo leite materno.  O Departamento explica em seu texto que o maior risco de transmissão ainda é pelo parto, quando a criança entra em contato com o sangue e secreções maternas infectadas. E alerta que tem sido discutido, inclusive, a realização do parto cesáreo eletivo para estes casos. Contudo, não há nenhuma recomendação oficial para uma cesárea quando a única razão for a contaminação por hepatite.

VIRUS HIV - Já no caso do vírus da imunodeficiência humana tipo 1 (HIV) é necessária cautela, porque pode ser transmitido de mãe para filho durante a gestação, no parto e através do leite materno. A amamentação está associada a um risco adicional de transmissão que pode chegar a 29% nos casos de infecção aguda.

As condutas em relação à amamentação de mães soropositivas para o HIV devem seguir as diretrizes de cada país. Desde 2010, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o aleitamento materno para todas as mulheres que vivem com HIV e fazem o uso de drogas antirretrovirais. Essa orientação se baseia em evidências científicas de que o uso destas drogas pode reduzir significativamente o risco de transmissão por meio do leite materno. Mas, no Brasil, é contraindicada a amamentação para as mães soropositivas. Neste caso, os recém-nascidos devem ser alimentados com fórmulas infantis. 

Ministério da Saúde vai disponibilizar software para controlar ações judiciais em saúde

O Ministério da Saúde vai ofertar aos estados e municípios a plataforma web S-Codes, sistema que vai permitir traçar o panorama real da judicialização em todo o país. A medida é uma resposta ao crescimento de ações judiciais em saúde. O S-Codes foi elaborado e implantado em 2005 pelo governo do Estado de São Paulo. Nesta quinta-feira (27), o Ministério da Saúde e Secretaria de Saúde de São Paulo assinaram um termo de cessão, que vai disponibilizar a ferramenta à União.

Na ocasião, também foi assinada uma resolução tripartite (governo federal, estados e municípios) para formalizar a distribuição da ferramenta para todo o país gratuitamente. Com a plataforma, o Ministério pretende estabelecer cooperação entre os entes para avaliar, controlar, detectar fraudes, assegurar o cumprimento de decisões e otimizar a aquisição e dispensação de medicamentos.

“O nosso interesse é que a judicialização sirva apenas de acesso aos cidadãos brasileiros como preconiza a constituição a saúde. E não a outros interesses. Nós teremos Estados, Municípios e a União integrados nesse sistema cedido pelo estado de São Paulo. Isso vai nos permitir analisar melhor os dados, esclarecer melhor aos senhores magistrados sobre essas demandas e usar com mais justiça os recursos da saúde. Uma sentença judicial não cria um dinheiro novo, ela desloca um dinheiro de uma ação programada da atenção básica, imunização, de média e alta complexidade para a judicialização. Portanto, desestrutura todo o orçamento da saúde que estava previsto e aprovado desde o Conselho Nacional de Saúde até o Congresso Nacional”, disse ministro Ricardo Barros.

A necessidade da ferramenta foi apontada durante as reuniões realizadas pelo Grupo de Trabalho (GT) de Judicialização, coordenado pela Consultoria Jurídica do Ministério da Saúde, em parceria com o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS) e o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS). O GT foi criado pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, com o objetivo de identificar as principais questões que envolvem a judicialização no Brasil. Entre os pontos em discussão, estava o impacto financeiro aos cofres públicos nas três esferas.

“Todos os gestores irão contribuir na utilização desse software para avançarmos nessa medida que vem ao encontro do desejo de todos nós que seria usar da melhor forma possível os recursos disponíveis do SUS para atender a população”, afirmou a coordenadora de planejamento de saúde do Estado de São Paulo, Silvany Lemos Cruvinel.

O S-Codes é um sistema de informações que visa controlar e gerenciar demandas judiciais e solicitações administrativas relativas aos serviços de saúde. A medida permitirá que o Ministério da Saúde, estados e municípios possam cruzar dados para identificar quem são os pacientes, médicos, prescritores e advogados que entram com ações judiciais, além dos juízes que emitem as sentenças. A ação vai possibilitar evitar possíveis fraudes relacionadas à judicialização em saúde.

RECURSOS GASTOS – Em sete anos, foram destinados pela União R$ 4,5 bilhões para atender a determinações judiciais de compra de medicamentos, dietas, suplementos alimentares, além de depósitos judiciais, um aumento no gasto de 1.010%, entre 2010 e 2016. Em 2017, até maio, a cifra já chega a R$ 715 milhões. Do total, R$ 687 milhões foram destinados à compra de 494 itens. Entre os medicamentos mais caros, 12 remédios já custaram ao Ministério da Saúde R$ 656 milhões para atender as demandas judiciais. Entre eles, o medicamento Eculizumab (Soliris). Até o final deste ano, incluindo também estados e municípios, a perspectiva é de que o gasto com determinações judiciais, em 2017, chegue a R$ 7 bilhões.

AÇÕES – O Ministério da Saúde tem subsidiado o Judiciário com informações que visam contribuir para a compreensão da formatação constitucional e legal do SUS, bem como para os tratamentos oferecidos. O diálogo é mantido com todos os atores envolvidos na judicialização da Saúde - promotores, procuradores, advogados, juízes, desembargadores e ministros.

Em novembro de 2016, o Ministério da Saúde lançou uma ferramenta com subsídios técnicos para apoiar o judiciário nas decisões relacionadas à saúde em todo o país. Os subsídios serão baseados em evidências científicas para a solução das demandas analisadas pelos magistrados. A medida é resultado de uma parceria com o Hospital Sírio-Libanês, que irá criar documentos de apoio aos Núcleos de Avaliação Tecnológica do Ministério da Saúde e do Judiciário por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (PROADI). O termo também prevê apoio ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para a criação de uma base de dados e ferramentas de consulta, que permitirão maior eficiência na gestão dessas informações. 

ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA – Em 2016, o Ministério da Saúde investiu R$ 15,9 bilhões na compra de medicamentos, o que representa um aumento de mais de 100%, se comparado a 2010, quando foram gastos R$ 6,9 bilhões. A pasta distribui gratuitamente 14 medicamentos, sendo 11 para hipertensão e diabetes e três para asma.

A incorporação de novas tecnologias no SUS é feita a partir da análise da eficácia, efetividade e custo-benefício, sendo acompanhada de regras precisas quanto à indicação e forma de uso. Isso permite orientar adequadamente a conduta dos profissionais de Saúde, além de garantir a segurança dos pacientes. A análise é feita pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias do SUS (Conitec), criada em 2012 com o objetivo de assessorar o Ministério da Saúde na decisão de incorporação de novas tecnologias no SUS.

Tuberculose ainda afeta milhões de brasileiros

Com intuito de ratificar a tuberculose no Brasil, o Ministério da Saúde lançou, ontem (29), o Plano Nacional pelo Fim da Tuberculose. A tuberculose é uma doença infecciosa causada pelo Mycobacterium tuberculosis que afeta prioritariamente os pulmões, mas que também, pode atingir qualquer parte do corpo. De acordo com dados divulgados pelo órgão, no ano passado, em 2016, foram registrados 69,5 mil casos novos da doença no Brasil.

Conforme Raquel Xavier de Souza Saito, coordenadora da Pós-graduação em Saúde da Família, da Faculdade Santa Marcelina (FASM), a tuberculose é transmitida de pessoa para pessoa, pelo ar, quando o doente fala, tosse ou espirra, através das gotículas da saliva.

“Dentre os principais sintomas da doença estão: tosse, com ou sem catarro, febre baixa, geralmente à tarde, suor noturno, falta de apetite, perda de peso, cansaço, dor no peito e hemoptise (sangramento das vias respiratórias). Nas formas de tuberculose fora do pulmão (extrapulmonares), podem ocorrer fraqueza, emagrecimento, febre e sintomas relacionados com o órgão atingido” – explica.

O diagnóstico e tratamento da doença duram no mínimo seis meses e estão disponíveis na rede do Sistema Único de Saúde (SUS).  

O plano legitima o compromisso com a Organização Mundial da Saúde (OMS) de reduzir a incidência da doença na população mundial, que hoje é de 33,7 casos para cada 100 mil habitantes. A meta é chegar a menos de 10 casos por 100 mil habitantes até o ano de 2035. O Brasil também assume o compromisso de reduzir o coeficiente de mortalidade para menos de 1 óbito por 100 mil habitantes.

 

Importante:

Atenção: Tosse por três semanas ou mais, com ou sem secreção, pode ser tuberculose. Procure imediatamente uma Unidade de Saúde próxima de sua residência. 

Vacina de HPV é ampliada para meninos de 11 a 15 anos incompletos

A partir de agora, a vacina contra HPV passa a ser ofertada para os meninos de 11 até 15 anos incompletos (14 anos, 11 meses e 29 dias). A ampliação da faixa etária pelo Ministério da Saúde já foi comunicada às secretarias estaduais de saúde de todo o país, e tem como objetivo aumentar a cobertura vacinal nos adolescentes do sexo masculino. A vacina contra o HPV para os meninos passou a ser disponibilizada no Sistema Único de Saúde (SUS) em janeiro deste ano, contemplando os meninos de 12 até 13 anos. Até o ano passado, era feita apenas em meninas.

Confira a apresentação

Com a inclusão desse público, equivalente a 3,3 milhões de adolescentes, a meta para 2017 é vacinar 80% dos 7,1 milhões de meninos de 11 a 15 anos e 4,3 milhões de meninas de 9 a 15 anos. Também terão direito a vacina, a partir de agora, homens e mulheres transplantados e oncológicos em uso de quimioterapia e radioterapia. Além disso, cerca 200 mil crianças e jovens, de ambos os sexos, de 9 a 26 anos vivendo com HIV/aids, também podem se vacinar contra HPV. O anúncio das mudanças foi feito nesta terça-feira (20) pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, em coletiva de imprensa.

Durante o anúncio, o ministro Ricardo Barros explicou que o objetivo principal da ampliação é aumentar a cobertura vacinal do HPV. Segundo Barros, uma das principais ações para alcançar essa meta é o Programa Saúde na Escola, parceria do Ministério da Saúde com o Ministério da Educação. “É um de nossos grandes aliados nessa frente. Com esse projeto, estamos convocando toda a comunidade escolar, pais e educadores, a atualizarem as cadernetas de vacinação destes jovens”, afirmou o ministro. Como exemplo bem sucedido desta iniciativa, o ministro citou o Estado de Santa Catarina e o município de Niterói que conseguiram, por meio de uma ampla mobilização nas escolares, ampliarem as coberturas vacinais contra o HPV.

Para conscientizar os meninos na busca da vacina, o Ministério da Saúde planeja, para o próximo mês de julho, período de férias escolares, campanha direcionada a este público, com o intuito de aumentar a cobertura nessa população. Além disso, a vacina de HPV também fará parte do elenco de vacinas a serem ofertadas na Campanha de multivacinação que acontecerá no período de 11 a 22 de setembro. O Dia D da campanha de vacinação será dia 16 de setembro.

VALIDADE - Dos estoques nacionais da vacina HPV, não existem doses com vencimento em 2017 nem em 2018. Desde o início da vacinação em 2014, o Ministério da Saúde distribuiu 26,3 milhões de doses da vacina a todos estados do país e DF. Destes, cerca de 1 milhão foram encaminhados neste ano.

Atualmente, existem 2,1 mil doses nos estados e municípios para vencerem em junho e 231 mil doses com vencimento em agosto deste ano. No mês de setembro, o estoque de vacinas por vencer é de 233,7 mil doses. Outras 1,1 milhão de doses têm a validade de vencimento no primeiro semestre de 2018, totalizando 1,6 milhão de doses a vencer até esse período.

O Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde considera aceitável que aja uma perda de até 5% das vacinas distribuídas nos postos de vacinação em função de condições logísticas e operacionais. Para combater a perda de estoque de vacinas, o Ministério da Saúde encaminha regularmente informes aos estados em relação às coberturas vacinais, solicitando empenho na melhoria dos índices, especificamente em relação ao HPV.

A coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Carla Domingues, disse que, embora uma perda de 5% de vacinas seja considerada aceitável, o Ministério da Saúde trabalha para que não haja qualquer desperdício. “Queremos que as doses atuais nos estoques sejam utilizadas no mais curto espaço de tempo possível, não apenas para que não se percam, mas, principalmente, para que os jovens abaixo de 15 anos se imunizem contra o HPV, evitando, assim, uma série de complicações, principalmente os vários de tipos de cânceres” destacou a coordenadora.  

COBERTURA VACINAL - Desde o inicio da vacinação em 2014, até 02 de junho deste ano, foram aplicadas 17,5 milhões de doses na população feminina de todo o país. Na faixa etária de 9 a 15 anos, no mesmo período, foram imunizadas com a primeira dose 8,6 milhões de meninas, o que corresponde a 72,45% do total de brasileiras nesta faixa etária. Receberam o esquema vacinal completo, de duas doses, recomendado pelo Ministério da Saúde, 5,3 milhões de meninas, o que corresponde a 45,1% do público-alvo.

Já em relação aos meninos, de janeiro a 02 de junho deste ano, 594,8 mil adolescentes de 12 a 13 anos se vacinaram com a primeira dose da vacina de HPV, o que corresponde a 16,5% dos 3,6 milhões de meninos nessa faixa etária que devem se imunizar.

Outra novidade já anunciada este ano foi a inclusão das meninas que chegaram aos 14 anos sem tomar a vacina ou que não completaram as duas doses indicadas. A estimativa é de que 500 mil adolescentes estejam nessa situação.

ESQUEMA VACINAL - Meninos e meninas devem tomar duas doses da vacina HPV, com intervalo de seis meses entre elas. Para as pessoas que vivem com HIV, a faixa etária é mais ampla (9 a 26 anos) e o esquema vacinal é de três doses (intervalo de 0, 2 e 6 meses). No caso dos portadores de HIV, é necessário apresentar prescrição médica.

A vacina disponibilizada no SUS é a quadrivalente e já é ofertada, desde 2014, para as meninas. Confere proteção contra quatro subtipos do vírus HPV (6, 11, 16 e 18), com 98% de eficácia para quem segue corretamente o esquema vacinal.

Para os meninos, a estratégia tem como objetivo proteger contra os cânceres de pênis, garganta e ânus, doenças que estão diretamente relacionadas ao HPV. A definição da faixa etária para a vacinação visa proteger meninos e meninas antes do início da vida sexual e, portanto, antes do contato com o vírus. Vale ressaltar que os cânceres de garganta e de boca são o 6º tipo de câncer no mundo, com 400 mil casos ao ano e 230 mil mortes. Além disso, mais de 90% dos casos de câncer anal e orofaringe são atribuíveis à infecção pelo HPV.

Nas meninas, o principal foco da vacinação é proteger contra o câncer de colo do útero, vulva, vaginal e anal; lesões pré-cancerosas; verrugas genitais e infecções causadas pelo vírus. O HPV é transmitido pelo contato direto com pele ou mucosas infectadas por meio de relação sexual. Também pode ser transmitido da mãe para filho no momento do parto.

VACINAÇÃO NAS ESCOLAS - Para incentivar a vacinação de crianças e adolescentes, os ministérios da Saúde e da Educação possuem ações voltadas à prevenção e promoção da saúde nas salas de aula por meio do Programa Saúde na Escola. A partir do programa, as escolas vão atuar junto com as equipes de atenção básica para a vacinação dos estudantes. Uma das propostas é que os estudantes apresentem, já na matrícula, a caderneta de vacinação e as escolas comuniquem o sistema de saúde sobre as doses prioritárias.

O Ministério da Saúde considera de fundamental importância participação das escolas para reforçar a adesão dos jovens à vacinação e já enviou ao Ministério da Educação material informativo sobre as doenças. “Temos observado que, além da sensibilizar as escolas para a vacinação, os municípios também precisam mobilizar as unidades e as equipes de saúde da família para a atualização das cadernetas de vacinação de crianças e adolescentes”, afirmou o presidente do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasens), Mauro Junqueira.

O Brasil é o primeiro país da América do Sul e o sétimo do mundo a oferecer a vacina contra o HPV para meninos em programas nacionais de imunizações.

PESQUISA - Estudos internacionais recentes apontam o impacto da vacinação na redução da infecção pelo HPV. Pesquisa realizada nos Estados Unidos, onde há vacinação desde 2006, apontou redução de 88% da infecção oral por HPV. Outro estudo, realizado com homens de 18 a70 anos do Brasil, México e Estados Unidos, aponta que os brasileiros tem mais infecção por HPV que os mexicanos e norte americanos (Brasil 72%, México 62% e USA 61%) e que a incidência de câncer do pênis no país é 3 vezes que dos norte-americanos.
 

Quantitativo distribuído aos estados de 2014 a 2017

UF

2014

2015

2016

2017

RO

99.360

77.110

43.510

42.050

AC

57.810

41.523

22.410

14.000

AM

235.320

177.880

144.110

55.300

RR

38.821

26.282

16.950

9.600

PA

539.440

329.149

426.080

0

AP

52.670

38.170

48.804

1.000

TO

91.920

65.650

49.740

21.000

NORTE

1.115.341

755.764

751.604

142.950

MA

465.440

355.641

240.210

15.000

PI

195.940

125.543

132.860

30.000

CE

540.850

438.465

256.860

160.000

RN

186.460

118.705

83.730

0

PB

220.260

150.726

98.460

38.800

PE

537.850

450.710

283.710

80.000

AL

216.610

167.941

121.420

10.000

SE

135.140

108.715

47.760

16.000

BA

845.120

569.899

619.860

50.000

NORDESTE

3.343.670

2.486.345

1.884.870

399.800

MG

1.069.390

797.723

582.290

250.000

ES

143.810

171.541

88.120

0

RJ

833.700

538.367

593.230

0

SP

2.155.770

1.654.184

1.193.150

160.000

SUDESTE

4.202.670

3.161.815

2.456.790

410.000

PR

578.800

361.776

315.950

60.000

SC

336.960

258.647

208.470

20.000

RS

572.870

414.131

205.650

0

SUL

1.488.630

1.034.554

730.070

80.000

MS

145.598

111.097

123.410

6.000

MT

180.230

111.097

103.410

45.000

GO

342.970

251.342

70.800

112.000

DF

189.840

0

256.860

0

C.OESTE

858.638

473.536

554.480

163.000

BRASIL

11.008.949

7.912.014

6.377.814

1.195.750

Total Geral

26.494.527


Vacina HPV no estoque central (SIES) das unidades federada segundo validade a vencer
 

Unidade Federada

Junho

Julho

Agosto

Setembro

2018

Total

Rondônia

0

0

8

300

30820

31128

Acre

0

0

0

0

0

0

Amazonas

0

0

8397

10300

30600

49297

Roraima

0

0

42

50

7480

7572

Pará

0

0

0

133941

0

133941

Amapá

0

0

0

7361

13450

20811

Tocantins

0

0

0

5

9600

9605

Maranhão

0

0

0

8

44530

44538

Piauí

0

0

0

18595

20000

38595

Ceará

0

0

0

819

88178

88997

Rio Grande do Norte

0

0

0

0

33062

33062

Paraíba

0

0

0

5449

18800

24249

Pernambuco

0

0

0

543

82500

83043

Alagoas

0

0

19265

0

39000

58265

Sergipe

0

0

0

0

27060

27060

Bahia

0

0

11508

0

131861

143369

Minas Gerais

0

0

0

0

164366

164366

Espírito Santo

0

0

0

28750

0

28750

Rio de Janeiro

100

0

110699

0

212700

323499

São Paulo

0

0

0

0

19900

19900

Paraná

0

0

0

0

66673

66673

Santa Catarina

0

0

0

0

52490

52490

Rio Grande do Sul

0

0

80920

0

0

80920

Mato Grosso do Sul

2000

0

0

4740

0

6740

Mato Grosso

0

0

0

0

43495

43495

Goiás

0

0

0

0

35730

35730

Distrito Federal

0

0

0

22803

0

22803

Total

2100

0

231.019

233.704

1.174.415

1.641.238

Fonte: SIES. Dados coletados em 02/05/2017.

 

 

HOSPITAL SÍRIO-LIBANÊS PROMOVE CAMPANHA PELA DOAÇÃO DE SANGUE

No mês em que o foco em saúde se volta para a conscientização sobre a importância da doação de sangue, o Hospital Sírio-Libanês adere à campanha Junho Vermelho. Assim como acontece em outros monumentos da cidade de São Paulo, a instituição iluminou a fachada histórica de sua unidade da Bela Vista com a cor do movimento. Também vai homenagear os seus doadores mais assíduos, em um evento marcado para a próxima quarta-feira (14), no anfiteatro do Instituto Sírio-Libanês de Ensino e Pesquisa (IEP).

O objetivo é reforçar a importância do aumento das doações no período de outono-inverno, período em que, historicamente, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), ocorre uma redução no movimento dos bancos de sangue da ordem de 30%. Segundo a entidade, os doadores no Brasil correspondem a apenas 1,9% da população, quando o percentual recomendado fica entre 3% e 5%.

O Hospital Sírio-Libanês recebeu aproximadamente 8 mil doações de sangue em 2016, sendo 6.400 bolsas de sangue total e 1.650 de doações automatizadas. “Desses números, em média, 80% são pessoas que já têm a doação como hábito. Por isso, essas campanhas são importantes para atrair mais doadores esporádicos e também para que essa boa ação se transforme em rotina entre mais pessoas”, explica o Dr. Silvano Wendel, diretor do Banco de Sangue do Hospital Sírio-Libanês.

Reconhecimento aos doadores

Em evento nesta quarta-feira (14), o Banco de Sangue do Hospital Sírio-Libanês vai receber os seus doadores mais assíduos. Serão homenageados com uma placa de agradecimento aqueles que já completaram 25, 50, 75, 100, 125 e até 150 doações.

Durante a cerimônia, estão previstos os depoimentos de pacientes e doadores sobre a importância do ato, além da presença da Silvia Suriane, integrante da Diretoria da Sociedade Beneficente de Senhoras Hospital Sírio-Libanês, e dos Drs. Paulo Chapchap e Antonio Antonietto, respectivamente CEO e diretor de Governança Clínica do Hospital Sírio-Libanês.

Como funciona a doação

Para a doação de sangue, é preciso estar em boas condições de saúde e ter entre 16 e 69 anos. Menores de 18 anos devem estar acompanhados de pai e mãe, ambos portando documento oficial com foto, ou responsável legal. Para a primeira doação, são aceitos candidatos de no máximo 60 anos.

Também é preciso ter peso superior a 50 kg e evitar o consumo de bebida alcoólica no período anterior de 12h. O doador não deve estar em jejum, mas precisa aguardar três horas após o almoço. O processo da doação leva cerca de uma hora, sendo a coleta realizada no período de oito a dez minutos.

A doação de sangue total, ou convencional, retira entre 400 e 450 mililitros de sangue, de acordo com o peso e sexo do doador. Esse volume é rapidamente reposto com a ingestão de líquidos. Com uma alimentação saudável e rica em ferro, a taxa de hemoglobina retorna aos valores anteriores à doação em um prazo de um a dois meses.

Cada doação pode gerar de três a quatro hemocomponentes: concentrado de glóbulos vermelhos, concentrado de plaquetas, concentrado de plasma e concentrado de crioprecipitado. Cada um pode ser utilizado por até quatro pacientes.

Histórico do Banco de Sangue do Hospital Sírio-Libanês

Fundado em 1983, o Banco de Sangue do Hospital Sírio-Libanês é pioneiro no controle da qualidade do sangue transfundido aos pacientes, bem como na introdução dos testes sorológicos para os vírus da Aids, hepatites e outras doenças infecciosas. A incorporação de novos testes continuou sendo implementada no decorrer dos anos para garantir maior segurança do estoque de hemocomponentes.

O teste de Biologia Molecular (PCR), que diminui o intervalo de tempo entre a infecção e a produção de anticorpos contra o vírus no sangue (janela imunológica) começou a ser realizado na unidade em 1998 para hepatite C; em 2000, para HIV; e, em 2009, para hepatite B. A investigação de contaminação bacteriana dos hemocomponentes é realizada desde 1997. A pesquisa de anticorpos antiplaquetários foi introduzida posteriormente.

Em março deste ano, o Banco de Sangue do Hospital Sírio-Libanês se tornou a primeira instituição brasileira a utilizar o Sistema Sanguíneo INTERCEPT de forma rotineira, para o fornecimento de plaquetas com patógenos reduzidos. A novidade permite ampliar a utilização de plaquetas, mesmo com a identificação de patógenos como Zika, dengue, febre amarela e chikungunya, auxiliando na manutenção dos estoques do hemoderivado e sem comprometer a segurança dos pacientes. Isso é possível porque o Sistema inativa o DNA e o RNA das células, bloqueando o processo de replicação e impedindo que vírus, bactérias e parasitas sejam capazes de provocar doenças.