São Paulo
13º

Documentários

Dor de Cabeça ou Cefaléia (nome cientifico que se dá para a dor de cabeça), um mal que aflige milhões de

Vídeo Dicas

Saiba o que são os produtos naturais neste vídeo-dica do Saúde Brasil.

Mais Vídeos

Vacina de HPV é ampliada para meninos de 11 a 15 anos incompletos

A partir de agora, a vacina contra HPV passa a ser ofertada para os meninos de 11 até 15 anos incompletos (14 anos, 11 meses e 29 dias). A ampliação da faixa etária pelo Ministério da Saúde já foi comunicada às secretarias estaduais de saúde de todo o país, e tem como objetivo aumentar a cobertura vacinal nos adolescentes do sexo masculino. A vacina contra o HPV para os meninos passou a ser disponibilizada no Sistema Único de Saúde (SUS) em janeiro deste ano, contemplando os meninos de 12 até 13 anos. Até o ano passado, era feita apenas em meninas.

Confira a apresentação

Com a inclusão desse público, equivalente a 3,3 milhões de adolescentes, a meta para 2017 é vacinar 80% dos 7,1 milhões de meninos de 11 a 15 anos e 4,3 milhões de meninas de 9 a 15 anos. Também terão direito a vacina, a partir de agora, homens e mulheres transplantados e oncológicos em uso de quimioterapia e radioterapia. Além disso, cerca 200 mil crianças e jovens, de ambos os sexos, de 9 a 26 anos vivendo com HIV/aids, também podem se vacinar contra HPV. O anúncio das mudanças foi feito nesta terça-feira (20) pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, em coletiva de imprensa.

Durante o anúncio, o ministro Ricardo Barros explicou que o objetivo principal da ampliação é aumentar a cobertura vacinal do HPV. Segundo Barros, uma das principais ações para alcançar essa meta é o Programa Saúde na Escola, parceria do Ministério da Saúde com o Ministério da Educação. “É um de nossos grandes aliados nessa frente. Com esse projeto, estamos convocando toda a comunidade escolar, pais e educadores, a atualizarem as cadernetas de vacinação destes jovens”, afirmou o ministro. Como exemplo bem sucedido desta iniciativa, o ministro citou o Estado de Santa Catarina e o município de Niterói que conseguiram, por meio de uma ampla mobilização nas escolares, ampliarem as coberturas vacinais contra o HPV.

Para conscientizar os meninos na busca da vacina, o Ministério da Saúde planeja, para o próximo mês de julho, período de férias escolares, campanha direcionada a este público, com o intuito de aumentar a cobertura nessa população. Além disso, a vacina de HPV também fará parte do elenco de vacinas a serem ofertadas na Campanha de multivacinação que acontecerá no período de 11 a 22 de setembro. O Dia D da campanha de vacinação será dia 16 de setembro.

VALIDADE - Dos estoques nacionais da vacina HPV, não existem doses com vencimento em 2017 nem em 2018. Desde o início da vacinação em 2014, o Ministério da Saúde distribuiu 26,3 milhões de doses da vacina a todos estados do país e DF. Destes, cerca de 1 milhão foram encaminhados neste ano.

Atualmente, existem 2,1 mil doses nos estados e municípios para vencerem em junho e 231 mil doses com vencimento em agosto deste ano. No mês de setembro, o estoque de vacinas por vencer é de 233,7 mil doses. Outras 1,1 milhão de doses têm a validade de vencimento no primeiro semestre de 2018, totalizando 1,6 milhão de doses a vencer até esse período.

O Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde considera aceitável que aja uma perda de até 5% das vacinas distribuídas nos postos de vacinação em função de condições logísticas e operacionais. Para combater a perda de estoque de vacinas, o Ministério da Saúde encaminha regularmente informes aos estados em relação às coberturas vacinais, solicitando empenho na melhoria dos índices, especificamente em relação ao HPV.

A coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Carla Domingues, disse que, embora uma perda de 5% de vacinas seja considerada aceitável, o Ministério da Saúde trabalha para que não haja qualquer desperdício. “Queremos que as doses atuais nos estoques sejam utilizadas no mais curto espaço de tempo possível, não apenas para que não se percam, mas, principalmente, para que os jovens abaixo de 15 anos se imunizem contra o HPV, evitando, assim, uma série de complicações, principalmente os vários de tipos de cânceres” destacou a coordenadora.  

COBERTURA VACINAL - Desde o inicio da vacinação em 2014, até 02 de junho deste ano, foram aplicadas 17,5 milhões de doses na população feminina de todo o país. Na faixa etária de 9 a 15 anos, no mesmo período, foram imunizadas com a primeira dose 8,6 milhões de meninas, o que corresponde a 72,45% do total de brasileiras nesta faixa etária. Receberam o esquema vacinal completo, de duas doses, recomendado pelo Ministério da Saúde, 5,3 milhões de meninas, o que corresponde a 45,1% do público-alvo.

Já em relação aos meninos, de janeiro a 02 de junho deste ano, 594,8 mil adolescentes de 12 a 13 anos se vacinaram com a primeira dose da vacina de HPV, o que corresponde a 16,5% dos 3,6 milhões de meninos nessa faixa etária que devem se imunizar.

Outra novidade já anunciada este ano foi a inclusão das meninas que chegaram aos 14 anos sem tomar a vacina ou que não completaram as duas doses indicadas. A estimativa é de que 500 mil adolescentes estejam nessa situação.

ESQUEMA VACINAL - Meninos e meninas devem tomar duas doses da vacina HPV, com intervalo de seis meses entre elas. Para as pessoas que vivem com HIV, a faixa etária é mais ampla (9 a 26 anos) e o esquema vacinal é de três doses (intervalo de 0, 2 e 6 meses). No caso dos portadores de HIV, é necessário apresentar prescrição médica.

A vacina disponibilizada no SUS é a quadrivalente e já é ofertada, desde 2014, para as meninas. Confere proteção contra quatro subtipos do vírus HPV (6, 11, 16 e 18), com 98% de eficácia para quem segue corretamente o esquema vacinal.

Para os meninos, a estratégia tem como objetivo proteger contra os cânceres de pênis, garganta e ânus, doenças que estão diretamente relacionadas ao HPV. A definição da faixa etária para a vacinação visa proteger meninos e meninas antes do início da vida sexual e, portanto, antes do contato com o vírus. Vale ressaltar que os cânceres de garganta e de boca são o 6º tipo de câncer no mundo, com 400 mil casos ao ano e 230 mil mortes. Além disso, mais de 90% dos casos de câncer anal e orofaringe são atribuíveis à infecção pelo HPV.

Nas meninas, o principal foco da vacinação é proteger contra o câncer de colo do útero, vulva, vaginal e anal; lesões pré-cancerosas; verrugas genitais e infecções causadas pelo vírus. O HPV é transmitido pelo contato direto com pele ou mucosas infectadas por meio de relação sexual. Também pode ser transmitido da mãe para filho no momento do parto.

VACINAÇÃO NAS ESCOLAS - Para incentivar a vacinação de crianças e adolescentes, os ministérios da Saúde e da Educação possuem ações voltadas à prevenção e promoção da saúde nas salas de aula por meio do Programa Saúde na Escola. A partir do programa, as escolas vão atuar junto com as equipes de atenção básica para a vacinação dos estudantes. Uma das propostas é que os estudantes apresentem, já na matrícula, a caderneta de vacinação e as escolas comuniquem o sistema de saúde sobre as doses prioritárias.

O Ministério da Saúde considera de fundamental importância participação das escolas para reforçar a adesão dos jovens à vacinação e já enviou ao Ministério da Educação material informativo sobre as doenças. “Temos observado que, além da sensibilizar as escolas para a vacinação, os municípios também precisam mobilizar as unidades e as equipes de saúde da família para a atualização das cadernetas de vacinação de crianças e adolescentes”, afirmou o presidente do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasens), Mauro Junqueira.

O Brasil é o primeiro país da América do Sul e o sétimo do mundo a oferecer a vacina contra o HPV para meninos em programas nacionais de imunizações.

PESQUISA - Estudos internacionais recentes apontam o impacto da vacinação na redução da infecção pelo HPV. Pesquisa realizada nos Estados Unidos, onde há vacinação desde 2006, apontou redução de 88% da infecção oral por HPV. Outro estudo, realizado com homens de 18 a70 anos do Brasil, México e Estados Unidos, aponta que os brasileiros tem mais infecção por HPV que os mexicanos e norte americanos (Brasil 72%, México 62% e USA 61%) e que a incidência de câncer do pênis no país é 3 vezes que dos norte-americanos.
 

Quantitativo distribuído aos estados de 2014 a 2017

UF

2014

2015

2016

2017

RO

99.360

77.110

43.510

42.050

AC

57.810

41.523

22.410

14.000

AM

235.320

177.880

144.110

55.300

RR

38.821

26.282

16.950

9.600

PA

539.440

329.149

426.080

0

AP

52.670

38.170

48.804

1.000

TO

91.920

65.650

49.740

21.000

NORTE

1.115.341

755.764

751.604

142.950

MA

465.440

355.641

240.210

15.000

PI

195.940

125.543

132.860

30.000

CE

540.850

438.465

256.860

160.000

RN

186.460

118.705

83.730

0

PB

220.260

150.726

98.460

38.800

PE

537.850

450.710

283.710

80.000

AL

216.610

167.941

121.420

10.000

SE

135.140

108.715

47.760

16.000

BA

845.120

569.899

619.860

50.000

NORDESTE

3.343.670

2.486.345

1.884.870

399.800

MG

1.069.390

797.723

582.290

250.000

ES

143.810

171.541

88.120

0

RJ

833.700

538.367

593.230

0

SP

2.155.770

1.654.184

1.193.150

160.000

SUDESTE

4.202.670

3.161.815

2.456.790

410.000

PR

578.800

361.776

315.950

60.000

SC

336.960

258.647

208.470

20.000

RS

572.870

414.131

205.650

0

SUL

1.488.630

1.034.554

730.070

80.000

MS

145.598

111.097

123.410

6.000

MT

180.230

111.097

103.410

45.000

GO

342.970

251.342

70.800

112.000

DF

189.840

0

256.860

0

C.OESTE

858.638

473.536

554.480

163.000

BRASIL

11.008.949

7.912.014

6.377.814

1.195.750

Total Geral

26.494.527


Vacina HPV no estoque central (SIES) das unidades federada segundo validade a vencer
 

Unidade Federada

Junho

Julho

Agosto

Setembro

2018

Total

Rondônia

0

0

8

300

30820

31128

Acre

0

0

0

0

0

0

Amazonas

0

0

8397

10300

30600

49297

Roraima

0

0

42

50

7480

7572

Pará

0

0

0

133941

0

133941

Amapá

0

0

0

7361

13450

20811

Tocantins

0

0

0

5

9600

9605

Maranhão

0

0

0

8

44530

44538

Piauí

0

0

0

18595

20000

38595

Ceará

0

0

0

819

88178

88997

Rio Grande do Norte

0

0

0

0

33062

33062

Paraíba

0

0

0

5449

18800

24249

Pernambuco

0

0

0

543

82500

83043

Alagoas

0

0

19265

0

39000

58265

Sergipe

0

0

0

0

27060

27060

Bahia

0

0

11508

0

131861

143369

Minas Gerais

0

0

0

0

164366

164366

Espírito Santo

0

0

0

28750

0

28750

Rio de Janeiro

100

0

110699

0

212700

323499

São Paulo

0

0

0

0

19900

19900

Paraná

0

0

0

0

66673

66673

Santa Catarina

0

0

0

0

52490

52490

Rio Grande do Sul

0

0

80920

0

0

80920

Mato Grosso do Sul

2000

0

0

4740

0

6740

Mato Grosso

0

0

0

0

43495

43495

Goiás

0

0

0

0

35730

35730

Distrito Federal

0

0

0

22803

0

22803

Total

2100

0

231.019

233.704

1.174.415

1.641.238

Fonte: SIES. Dados coletados em 02/05/2017.

 

 

HOSPITAL SÍRIO-LIBANÊS PROMOVE CAMPANHA PELA DOAÇÃO DE SANGUE

No mês em que o foco em saúde se volta para a conscientização sobre a importância da doação de sangue, o Hospital Sírio-Libanês adere à campanha Junho Vermelho. Assim como acontece em outros monumentos da cidade de São Paulo, a instituição iluminou a fachada histórica de sua unidade da Bela Vista com a cor do movimento. Também vai homenagear os seus doadores mais assíduos, em um evento marcado para a próxima quarta-feira (14), no anfiteatro do Instituto Sírio-Libanês de Ensino e Pesquisa (IEP).

O objetivo é reforçar a importância do aumento das doações no período de outono-inverno, período em que, historicamente, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), ocorre uma redução no movimento dos bancos de sangue da ordem de 30%. Segundo a entidade, os doadores no Brasil correspondem a apenas 1,9% da população, quando o percentual recomendado fica entre 3% e 5%.

O Hospital Sírio-Libanês recebeu aproximadamente 8 mil doações de sangue em 2016, sendo 6.400 bolsas de sangue total e 1.650 de doações automatizadas. “Desses números, em média, 80% são pessoas que já têm a doação como hábito. Por isso, essas campanhas são importantes para atrair mais doadores esporádicos e também para que essa boa ação se transforme em rotina entre mais pessoas”, explica o Dr. Silvano Wendel, diretor do Banco de Sangue do Hospital Sírio-Libanês.

Reconhecimento aos doadores

Em evento nesta quarta-feira (14), o Banco de Sangue do Hospital Sírio-Libanês vai receber os seus doadores mais assíduos. Serão homenageados com uma placa de agradecimento aqueles que já completaram 25, 50, 75, 100, 125 e até 150 doações.

Durante a cerimônia, estão previstos os depoimentos de pacientes e doadores sobre a importância do ato, além da presença da Silvia Suriane, integrante da Diretoria da Sociedade Beneficente de Senhoras Hospital Sírio-Libanês, e dos Drs. Paulo Chapchap e Antonio Antonietto, respectivamente CEO e diretor de Governança Clínica do Hospital Sírio-Libanês.

Como funciona a doação

Para a doação de sangue, é preciso estar em boas condições de saúde e ter entre 16 e 69 anos. Menores de 18 anos devem estar acompanhados de pai e mãe, ambos portando documento oficial com foto, ou responsável legal. Para a primeira doação, são aceitos candidatos de no máximo 60 anos.

Também é preciso ter peso superior a 50 kg e evitar o consumo de bebida alcoólica no período anterior de 12h. O doador não deve estar em jejum, mas precisa aguardar três horas após o almoço. O processo da doação leva cerca de uma hora, sendo a coleta realizada no período de oito a dez minutos.

A doação de sangue total, ou convencional, retira entre 400 e 450 mililitros de sangue, de acordo com o peso e sexo do doador. Esse volume é rapidamente reposto com a ingestão de líquidos. Com uma alimentação saudável e rica em ferro, a taxa de hemoglobina retorna aos valores anteriores à doação em um prazo de um a dois meses.

Cada doação pode gerar de três a quatro hemocomponentes: concentrado de glóbulos vermelhos, concentrado de plaquetas, concentrado de plasma e concentrado de crioprecipitado. Cada um pode ser utilizado por até quatro pacientes.

Histórico do Banco de Sangue do Hospital Sírio-Libanês

Fundado em 1983, o Banco de Sangue do Hospital Sírio-Libanês é pioneiro no controle da qualidade do sangue transfundido aos pacientes, bem como na introdução dos testes sorológicos para os vírus da Aids, hepatites e outras doenças infecciosas. A incorporação de novos testes continuou sendo implementada no decorrer dos anos para garantir maior segurança do estoque de hemocomponentes.

O teste de Biologia Molecular (PCR), que diminui o intervalo de tempo entre a infecção e a produção de anticorpos contra o vírus no sangue (janela imunológica) começou a ser realizado na unidade em 1998 para hepatite C; em 2000, para HIV; e, em 2009, para hepatite B. A investigação de contaminação bacteriana dos hemocomponentes é realizada desde 1997. A pesquisa de anticorpos antiplaquetários foi introduzida posteriormente.

Em março deste ano, o Banco de Sangue do Hospital Sírio-Libanês se tornou a primeira instituição brasileira a utilizar o Sistema Sanguíneo INTERCEPT de forma rotineira, para o fornecimento de plaquetas com patógenos reduzidos. A novidade permite ampliar a utilização de plaquetas, mesmo com a identificação de patógenos como Zika, dengue, febre amarela e chikungunya, auxiliando na manutenção dos estoques do hemoderivado e sem comprometer a segurança dos pacientes. Isso é possível porque o Sistema inativa o DNA e o RNA das células, bloqueando o processo de replicação e impedindo que vírus, bactérias e parasitas sejam capazes de provocar doenças.

Campanha contra a gripe vacinou mais de 80% do público-alvo em todo o país

Balanço do Ministério da Saúde aponta que, até o final da campanha, 46 milhões de brasileiros foram vacinados em todo o país. Esse total considera todos os grupos com indicação para a vacina, incluindo população privada de liberdade, funcionários do sistema prisional e pessoas com comorbidades, além da população que não faz parte de nenhum desses públicos prioritários. O público-alvo da campanha, que não considera esses grupos, é de 54,2 milhões de pessoas. Desse total, 82,5% foram vacinados.

A 19ª Campanha Nacional de Vacinação Contra a Influenza terminou na última sexta-feira (9), após ser prorrogada em duas semanas. A vacina contra a gripe estava disponível na rede pública de saúde desde o dia 17 de abril, totalizando oito semanas de campanha. Neste ano, o Ministério da Saúde decidiu disponibilizar a vacina para toda a população durante a última semana da campanha para evitar desperdício, já que havia um estoque disponível de 10 milhões de doses. A medida era válida enquanto durassem os estoques da vacina nos estados.

No total, 1,8 milhão de pessoas que não faziam parte do público-alvo se vacinaram, o que significa 4% do total de doses aplicadas na campanha. A faixa etária que mais procurou a rede pública de saúde da população que não é alvo foi a de 30 a 39 anos, com 379,2 mil doses aplicadas (20,5%). Mesmo com a expansão do público para vacinação neste ano, a meta da campanha, que é de 90%, ainda não foi atingida. Os estados que ainda têm doses em estoque podem continuar vacinando a população.  

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, ressalta que a ampliação do público na última semana da campanha ocorreu porque ainda havia doses disponíveis. “Neste ano, tivemos poucos casos por influenza devido à baixa circulação do vírus. Em consequência disso, o público-alvo procurou menos os postos de saúde e havia ainda 10 milhões de doses disponíveis de um montante de 60 milhões adquiridas. Para que não haver desperdício, já que estas vacinas só valem por um ano, decidimos estender a todas as faixas etárias, enquanto durarem os estoques.”, destacou o ministro Ricardo Barros.

Apenas três estados do país atingiram a meta da campanha deste ano de vacinar 90% do público-alvo: Amapá (98,1%); Pernambuco (91,8%) e Paraná (90%). Outros estados estão próximos de atingir a meta, como Amazonas (89,8%), Goiás (88,2%), Maranhão (88,1%), Santa Catarina (88,1%) e Alagoas (87,9%). Entre as regiões do país, o Sul apresenta maior cobertura vacinal, com 87,3%, seguida pelas regiões Nordeste (84,2%), Centro-Oeste (83,1%); Norte (82,5%) e Sudeste (79,7%).

Apenas as puérperas e os indígenas atingiram a meta de vacinação, com 91,6% e 90,4% respectivamente. Outros públicos estão perto de atingir a meta, como os idosos (89,5%) e professores (86,3%). Os grupos que menos se vacinaram são as gestantes (69,5%), crianças (69,8%) e trabalhadores da saúde (81,9%). Além do grupo prioritário, também foram aplicadas 9,4 milhões de doses nos grupos de pessoas com comorbidades, população privada de liberdade e trabalhadores do sistema prisional.

PREVENÇÃO - A transmissão dos vírus influenza acontece por meio do contato com secreções das vias respiratórias, eliminadas pela pessoa contaminada ao falar, tossir ou espirrar. Também ocorre por meio das mãos e objetos contaminados, quando entram em contato com mucosas (boca, olhos, nariz). À população em geral, o Ministério da Saúde orienta a adoção de cuidados simples como medida de prevenção para evitar a doença, como: lavar as mãos várias vezes ao dia; cobrir o nariz e a boca ao tossir e espirrar; evitar tocar o rosto; não compartilhar objetos de uso pessoal; além de evitar locais com aglomeração de pessoas.

É importante lembrar que, mesmo pessoas vacinadas, ao apresentarem os sintomas da gripe - especialmente se são integrantes de grupos mais vulneráveis às complicações - devem procurar, imediatamente, o médico. Os sintomas da gripe são: febre, tosse ou dor na garganta, além de outros, como dor de cabeça, dor muscular e nas articulações. Já o agravamento pode ser identificado por falta de ar, febre por mais de três dias, piora de sintomas gastrointestinais, dor muscular intensa e prostração. 
 

Estado

Vacinação contra a gripe – até 12 de junho

População prioritária

Doses aplicadas

Cobertura vacinal (%)

RO

323.699

315.705

78,73

AC

189.009

175.916

75,70

AM

931.235

968.089

89,77

RR

166.021

129.303

70,01

PA

1.603.345

1.565.548

79,02

AP

154.717

181.989

98,13

TO

318.655

333.620

85,26

NORTE

3.686.681

3.670.170

82,48

MA

1.513.274

1.576.287

88,15

PI

699.689

707.867

81,83

CE

1.891.257

1.981.423

83,10

RN

719.521

779.471

83,24

PB

924.549

929.820

84,68

PE

2.000.443

2.268.025

91,83

AL

684.523

728.335

87,94

SE

438.746

424.547

78,70

BA

3.081.076

2.959.004

78,60

NORDESTE

11.953.078

12.354.779

84,21

MG

4.435.788

5.094.079

87,53

ES

800.243

869.846

87,11

RJ

3.829.644

3.443.276

73,01

SP

9.680.208

9.924.423

78,24

SUDESTE

18.745.883

19.331.624

79,75

PR

2.383.966

2.849.598

89,56

SC

1.371.033

1.697.534

88,07

RS

2.665.223

3.109.907

84,82

SUL

6.420.222

7.657.039

87,27

MS

635.704

583.712

75,96

MT

678.429

659.266

79,57

GO

1.301.156

1.444.582

88,22

DF

551.856

623.127

83,86

CENTRO-OESTE

3.167.145

3.310.687

83,14

TOTAL

43.973.009

46.324.299

82,53

Após mobilização nacional, apenas 53% do público-alvo se vacinou contra a gripe em todo o país

A pouco mais de uma semana do término da 19ª Campanha Nacional de Vacinação Contra a Gripe, balanço do Ministério da Saúde mostra que até esta quarta (17) apenas 28,7 milhões de brasileiros procuraram os postos de saúde em todo o país. O número representa 53% do público-alvo, formado por 54,2 milhões de pessoas, consideradas mais vulneráveis para complicações da gripe. A meta, neste ano, é vacinar 90% desse público até o dia 26 de maio, quando termina a campanha. O Dia D de mobilização nacional para vacinação ocorreu no último sábado, dia 13 de maio.

Para a campanha deste ano, o Ministério da Saúde adquiriu 60 milhões de doses da vacina, garantindo estoque suficiente para a vacinação em todo o país. Os estados com a maior cobertura de vacinação no país, até o momento, são: Amapá (76%), Paraná (69,8%), Santa Catarina (68%), Rio Grande do Sul (67%), e Goiás (60,6%). Já os estados com menor cobertura são: Roraima (34,7%), Pará (35,8%), Rondônia (39,9%), Mato Grosso (41,7%), Piauí (43,2%) e Maranhão (43,8%).

Entre a população prioritária, os idosos registraram a maior cobertura vacinal, com 13 milhões de doses aplicadas, o que representa 62,3% deste público, seguido pelas puérperas (59,7%) e trabalhadores de saúde (54,7%). Os grupos que menos se vacinaram foram os indígenas (31,2%), crianças (39,6%), gestantes (44,6%) e professores (44,7%). Entre as regiões do país, o Sul apresentou o melhor desempenho em relação à cobertura vacinal contra a influenza, com 68,3%, seguida pelas regiões Centro-Oeste (53,1%), Sudeste (52,9%); Nordeste (47,8%) e Norte (43%).

A coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Carla Domingues, considera de fundamental importância que as pessoas se vacinem neste momento, para estarem protegidas no inverno, quando os vírus da Influenza começam a circular com maior intensidade. “A vacina demora cerca de 15 dias para fazer efeito após aplicada, por isso é necessário que as pessoas, integrantes do público-alvo, se conscientizem e procurem os postos de saúde para se vacinarem antes do período de inverno”, aconselhou a coordenadora. 

Desde o dia 17 de abril, a vacina contra a gripe está disponível nos postos de vacinação para crianças de seis meses a menores de cinco anos; pessoas com 60 anos ou mais; trabalhadores de saúde; povos indígenas; gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto); população privada de liberdade; funcionários do sistema prisional, pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis ou com outras condições clínicas especiais, além dos professores que são a novidade deste ano.

Os portadores de doenças crônicas não transmissíveis, que inclui pessoas com deficiências específicas, devem apresentar prescrição médica no ato da vacinação. Pacientes cadastrados em programas de controle das doenças crônicas do SUS deverão se dirigir aos postos em que estão registrados para receber a vacina, sem a necessidade de prescrição médica. A escolha dos grupos prioritários segue recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS). Essa definição também é respaldada por estudos epidemiológicos e pela observação do comportamento das infecções respiratórias, que têm como principal agente os vírus da gripe. São priorizados os grupos mais suscetíveis ao agravamento de doenças respiratórias. 

PREVENÇÃO - A transmissão dos vírus influenza acontece por meio do contato com secreções das vias respiratórias, eliminadas pela pessoa contaminada ao falar, tossir ou espirrar. Também ocorre por meio das mãos e objetos contaminados, quando entram em contato com mucosas (boca, olhos, nariz). À população em geral, o Ministério da Saúde orienta a adoção de cuidados simples como medida de prevenção para evitar a doença, como: lavar as mãos várias vezes ao dia; cobrir o nariz e a boca ao tossir e espirrar; evitar tocar o rosto; não compartilhar objetos de uso pessoal; além de evitar locais com aglomeração de pessoas.

É importante lembrar que, mesmo pessoas vacinadas, ao apresentarem os sintomas da gripe - especialmente se são integrantes de grupos mais vulneráveis às complicações - devem procurar, imediatamente, o médico. Os sintomas da gripe são: febre, tosse ou dor na garganta, além de outros, como dor de cabeça, dor muscular e nas articulações. Já o agravamento pode ser identificado por falta de ar, febre por mais de três dias, piora de sintomas gastrointestinais, dor muscular intensa e prostração. 

Estado

Vacinação contra a gripe – até 17 de maio

População prioritária

Doses aplicadas

Cobertura vacinal (%)

RO

323.699

129.143

39,90

AC

189.009

84.649

44,79

AM

931.235

467.035

50,15

RR

166.021

57.682

34,74

PA

1.603.345

574.671

35,84

AP

154.717

117.624

76,03

TO

318.655

154.137

48,37

NORTE

3.686.681

1.584.941

42,99

MA

1.513.274

663.316

43,83

PI

699.689

302.262

43,20

CE

1.891.257

886.555

46,88

RN

719.521

366.788

50,98

PB

924.549

475.138

51,39

PE

2.000.443

1.045.323

52,25

AL

684.523

314.538

45,95

SE

438.746

210.076

47,88

BA

3.081.076

1.447.066

46,97

NORDESTE

11.953.078

5.711.062

47,78

MG

4.435.788

2.581.076

58,19

ES

800.243

459.410

57,41

RJ

3.829.644

1.751.623

45,74

SP

9.680.208

5.137.135

53,07

SUDESTE

18.745.883

9.929.244

52,97

PR

2.383.966

1.665.255

69,85

SC

1.371.033

932.335

68,00

RS

2.665.223

1.785.958

67,01

SUL

6.420.222

4.383.548

68,28

MS

635.704

298.417

46,94

MT

678.429

283.158

41,74

GO

1.301.156

788.367

60,59

DF

551.856

312.335

56,60

CENTRO-OESTE

3.167.145

1.682.277

53,12

TOTAL

43.973.009

23.291.072

53,00

 

Ministério da Saúde lança Campanha para Doação de Leite Humano

Com o slogan "Um pouquinho do que você doa, é tudo para quem precisa", a campanha aborda a necessidade do leite humano ao desenvolvimento dos bebês, como única fonte de alimento até os seis meses de idade

Com o objetivo de conscientizar a sociedade para a importância da doação de leite humano e incentivar a prática entre mães que amamentam, o Ministério da Saúde, em parceria com a Rede Global de Bancos de Leite Humano, lançou, nesta terça-feira (16), a Campanha Doe Leite Materno. A amamentação é o principal fator de redução da mortalidade na infância e, por isso, a campanha prevê o aumento do número de novas doadoras voluntárias, bem como do volume de leite humano coletado e distribuído aos recém-nascidos prematuros e de baixo peso, internados no Brasil.

Acesse a apresentação

Veja os vídeos:
- Nova campanha para Doação de Leite Humano

- Passo-a-passo para a Doação de Leite Materno

Durante o lançamento, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, destacou que o Brasil é referência mundial em doação de leite. “Este reconhecimento é mais uma conquista do SUS. O Ministério da Saúde continuará dando todo o apoio necessário para estimular cada vez mais a amamentação e a doação de leite entre as mães brasileiras, práticas que contribuíram para a redução da mortalidade infantil em todo o mundo. Espero que no próximo ano possamos comemorar um avanço no número de doações e bebês beneficiados. Doar leite humano é salvar vidas”, afirmou o ministro.

No evento, estiveram presentes, além do ministro da Saúde, Ricardo Barros, a atriz e embaixadora da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano, Maria Paula, o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, entre outras autoridades. Os ministros de Cabo Verde e Equador, países para quem o Brasil exporta técnicas de baixo custo para implantar bancos de leite, participaram dos seus países, por meio de conferência.

O governador Rodrigo Rollemberg destacou os resultados já alcançados no DF. “Tenho orgulho em dizer que o Distrito Federal é referência nacional em doações de leite materno. Conseguimos este resultado com o esforço de todos os profissionais, principalmente do Corpo de Bombeiros, que participa inteiramente do processo de coleta. Hoje, o DF possui 13 bancos de leite com o padrão ouro. Continuaremos com todo o empenho necessário para manter e ampliar este resultado”, destacou o governador.

A embaixadora Maria Paula reforçou a importância das mães doarem o leite materno. “A maternidade foi um divisor na minha vida. De artista, me transformei em ativista deste projeto tão maravilhoso que salva vidas. Doar leite materno possibilita que os bebês prematuros tenham sua vida preservada. Se todas as mães doarem um pouquinho do seu leite, a gente consegue mudar o mundo em apenas uma geração”, ressaltou Maria Paula.

Os Bancos de Leite Humano (BLH) são casas de apoio à amamentação que surgiram como uma estratégia de qualificação da assistência neonatal em termos de segurança alimentar e nutricional, com foco em ações que ajudam a reduzir a mortalidade infantil em instituições hospitalares. O trabalho é voltado a crianças que demandam cuidados especiais em unidades de terapia semi-intensiva e intensiva, ou seja, bebês que nasceram prematuros, com baixo peso. São  crianças que, pelas mais variadas razões, precisam de uma atenção especializada.

A estratégia de Bancos de Leites Humano (BLHs) do Brasil, desenvolvida há 32 anos pelo Ministério da Saúde, já beneficiou, entre os anos de 2009 e 2016, mais de 1,8 milhão de recém-nascidos. Contou com o apoio de mais de 1,3 milhão de mulheres doadoras, com aproximadamente, 1,4 milhão de litros de leite coletados. Em 2016, os BLHs do país, registraram mais de 300 atendimentos em grupos, 1,7 milhão de atendimentos individuais e aproximadamente, mais de 270 mil atendimentos domiciliares.

Neste mesmo período, em todo o mundo, mais de 17,8 milhões de mulheres foram assistidas por BLH. Foram mais de 1,5 milhão de litros de leite doados por 1,8 milhão de mulheres doadoras e mais de 1,5 recém-nascidos beneficiados.

Para Gisele Bortolini, mãe da pequena Helena, o trabalho do Banco de Leite foi fundamental para o desenvolvimento da sua filha, que nasceu prematura, com 30 semanas. “A doação de leite humano realmente salva vidas. Tive uma gravidez complicada com diagnóstico de pré-eclampsia. Minha filha passou quatro meses no hospital e o banco de leite foi fundamental para o desenvolvimento dela. A amamentação é um momento muito importante para o bebê e um período de solidariedade entre as mães”, reforçou Gisele.

MAIOR REDE - O Brasil possui a maior e mais complexa rede de banco de leite do mundo. Hoje, existem no país 221 BLH, em todos os estados e Distrito Federal, e 186 Postos de Coleta, além da coleta domiciliar. O modelo brasileiro de bancos de leite humano é focado na promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno, exclusivo, até os seis meses e continuidade da amamentação por dois anos ou mais. Além de coletar e distribuir leite humano de qualidade a bebês prematuros e de baixo peso, contribuindo para a diminuição da mortalidade infantil.

Todo leite coletado nos bancos passa por um rigoroso controle de qualidade, antes de ser distribuído, e é fornecido de acordo com as necessidades de cada criança. No Brasil, nascem aproximadamente 3 milhões de bebês por ano, sendo que 332 mil são prematuros ou vêm ao mundo com baixo peso (menor de 2,5kg). Muitas dessas crianças precisam permanecer internadas assim que nascem até terem condições de ir para a casa. Esses bebês têm melhores chances de sobrevivência e recuperação, se a alimentação com leite humano for ofertada.

Apesar das mobilizações já realizadas, o número de doações de leite humano ainda é baixo em relação à demanda. Hoje, a Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano consegue suprir aproximadamente 60% da demanda para os recém-nascidos prematuros e de baixo peso internados nas UTI Neonatais do Brasil. Isso significa que cerca de 40% dos bebês internados que precisam não podem contar com o leite humano na sua alimentação. Por isso o Ministério da Saúde, em parceria com a rBLH, realiza todos os anos uma campanha, para estimular que amamentam a adotar a prática.

A doação de leite humano, além proporcionar o alimento mais completo que existe para bebês internados, também representa uma economia de R$ 180 milhões para o país com a diminuição da necessidade de compra de fórmulas artificiais para recém-nascidos prematuros nas maternidades do SUS.

A amamentação é a forma de proteção mais econômica e eficaz para redução da mortalidade infantil, pois permite grande impacto na saúde da criança, diminuindo a ocorrência de diarreias e infecções, principais causas de morte de recém-nascidos, ao mesmo tempo em que traz inúmeros benefícios à saúde da mulher, como a redução das chances de desenvolver câncer de mama e de útero. Estima-se que o aleitamento materno seja capaz de diminuir em até 13% a morte de crianças menores de 5 anos em todo o mundo por causas preveníveis. Nenhuma outra estratégia isolada alcança o impacto que a amamentação tem na redução das mortes de crianças nessa faixa etária.

COOPERAÇÃO INTERNACIONAL - O Brasil transfere os princípios utilizados na implantação do BLH, capaz de alinhar baixo custo com alta tecnologia, a 24 países ao redor do mundo: Angola, Argentina, Bolívia, Belize, Cabo Verde, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Equador, El Salvador, Espanha, Guatemala, Haiti, Honduras, México, Moçambique, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, Portugal, República Dominicana, Uruguai e Venezuela.

São acordos firmados de cooperação técnica para a implantação do banco de leite humano no país. Em todos os casos, são realizadas visitas exploratórias de técnicos de ambos os países para receber orientação e capacitação em banco de leite humano.

A cooperação internacional começou nos anos 80, quando os bancos de leite humano passaram a constituir uma Política de Saúde Pública no Brasil – país que lidera o movimento internacional em prol da amamentação e da doação de leite humano, por meio da Agência de Brasileira de Cooperação (ABC) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Desde então, os resultados positivos para o aprimoramento da atenção à gestante e a recém-nascidos internados em unidades neonatais – e a redução da mortalidade infantil no país – chamaram atenção da comunidade internacional para a estratégia nutricional praticada pelo Brasil.

Em 2001, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu a rBLH-BR como uma das ações que mais contribuíram para redução da mortalidade infantil no mundo, na década de 1990. De 1990 a 2012, a taxa de mortalidade infantil no Brasil reduziu 70,5%.

SERVIÇO - Toda mulher que amamenta é uma possível doadora de leite humano, basta estar saudável e não tomar nenhum medicamento que interfira na amamentação. Por isso, quem estiver amamentado e quiser doar, basta procurar o banco de leite humano mais próximo ou ligar para o Disque Saúde, no número 136.

Não existe quantidade mínima para fazer a doação. Qualquer quantidade é importante. Um pote de 300 ml de leite humano, por exemplo, pode alimentar até 10 recém-nascidos internados. Por isso, a mulher não precisa se preocupar em encher o pote para fazer a doação. Todo leite doado é analisado, pasteurizado e submetido a rigoroso controle de qualidade pelos Bancos de Leite Humano antes de ser ofertado a uma criança.

Antes da coleta, é aconselhável que a doadora faça uma higiene pessoal, cobrindo os cabelos com lenço ou touca, usando pano ou máscara sobre o nariz e a boca, lavando bem as mãos e os braços, até o cotovelo, com bastante água e sabão. As mamas devem ser lavadas apenas com água e, em seguida, secadas com toalha limpa. O leite deve ser coletado em local limpo e tranquilo. O leite humano extraído para doação pode ficar no freezer ou no congelador da geladeira por até 10 dias. Nesse período, deverá ser transportado ao banco de leite humano mais próximo da sua casa. 

Cremesp e Sociedades de Pediatria e Ginecologia realizam campanha para conscientizar futuras mães so

Em homenagem ao Dia das Mães, o Conjunto Nacional recebe na próxima sexta-feira (12/5) uma blitz de conscientização sobre a Síndrome Alcoólica Fetal (SAF), doença grave e que não tem cura, decorrente da ingestão de álcool durante a gravidez. Das 11h às 15h, médicos do Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp), da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP) e da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (São Paulo) vão esclarecer os riscos do consumo de álcool na gravidez, que podem provocar sequelas irreversíveis aos bebês.

O evento oferecerá orientações às mulheres, gestantes e população em geral sobre a doença. Serão distribuídos panfletos educativos com informações relevantes para prevenção à SAF. Durante todo o período, as mães que passarem pelo Conjunto Nacional, serão presenteadas com flores em comemoração ao Dia das Mães, comemorado no domingo (14/5).

#GravidezSemÁlcool – Quem ama não bebe
A campanha #GravidezSemÁlcool alerta os brasileiros, em especial as gestantes e mulheres que desejem engravidar, sobre a Síndrome Alcoólica Fetal (SAF) e os efeitos do álcool no feto e no recém-nascido. A meta é conscientizar a população sobre os malefícios da exposição pré-natal a qualquer tipo e quantidade de bebida alcoólica em qualquer momento da gestação. Evidências médicas demonstram que um só gole pode acarretar problemas graves e irreversíveis ao bebê.

Trata-se de uma iniciativa da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), apoiada historicamente pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), contando também com a parceria da Sogesp, Sociedade Brasileira de Pediatria, Associação Paulista de Medicina, Academia de Medicina de São Paulo e Associação Brasileira das Mulheres Médicas.

Artistas do cinema e da televisão e personalidades diversas também têm se alinhado a essa importante causa de saúde pública, como Patrícia Abravanel, Glória Vanique, Barbara Borges, Deborah Secco, Fernanda Machado, a campeã mundial de vôlei Fofão, os elencos do Corinthians, Palmeiras e Santos, as atrizes Paloma Bernardi, Natália Rodrigues e Alinne Moraes entre outros.

Proposta de Lei Estadual
O Cremesp e a SPSP, juntamente com o Ministério Público de São Paulo, preparam um projeto de Lei para apresentar à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), que prevê que bares, restaurantes, mercados, entre outros estabelecimentos, divulguem sobre os riscos da SAF, afixando cartazes sobre o tema. A proposta nasceu de um encontro entre o presidente  do Cremesp, Mauro Aranha, o presidente da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), Cláudio Barsanti, e os promotores de Justiça Jairo Edward de Luca e Carlos Eduardo Brechani para discutir ações conjuntas de prevenção e combate à Síndrome Alcóolica Fetal.

“É um compromisso nosso com a população, com as gestantes e com as nossas crianças”, afirma Claudio Barsanti, presidente da SPSP. “Levamos essa bandeira adiante, pois pretendemos sensibilizar o poder público a tomar ações efetivas de esclarecimento e conscientização da sociedade. Falamos de um mal 100% passível de prevenção. Então, todos devem fazer sua parte”.

O presidente do Cremesp, Mauro Aranha, destaca que devido ao não
estabelecimento de quantidade segura de álcool durante a gravidez, vários
colegiados de especialistas do mundo recomendam que gestantes, e mesmo
as mulheres que planejam a gravidez, não consumam bebidas alcoólicas.
“Dessa forma, muito pode ser feito se as instituições desenvolverem
uma proposta conjunta sobre ações de enfrentamento da doença”, ponderou.

Sobre a SAF e os efeitos do álcool no feto e no recém-nascido
A Síndrome Alcoólica Fetal (SAF) é uma doença grave decorrente da ingestão de álcool durante a gestação. A SAF não tem cura e pode causar danos irreversíveis à saúde da criança, sendo considerada uma importante causa de retardo mental não hereditário. 

Entre os principais danos que a doença pode causar à saúde da criança estão alterações na face, malformações em órgãos como o coração, sistema musculoesquelético e articular, vértebras e rins, dificuldades na aprendizagem, problemas de motricidade, fala e memória, transtorno do déficit de atenção e hiperatividade, desordens auditivas, dificuldades no relacionamento com outras pessoas, problemas de saúde mental na fase adulta.

A doença contabiliza, no mundo, de 1 a 3 casos por 1.000 nascidos vivos. No Brasil, não há dados oficiais do que ocorre de norte a sul sobre a SAF. Entretanto, existem números preocupantes, de universos específicos, que indicam que a questão ainda é desconhecida e negligenciada. Um estudo realizado no Hospital Cachoeirinha, com quase 2 mil futuras mamães, apontou que 33% bebiam mesmo esperando um bebê. O mais grave: 22% consumiram álcool até o dia de dar à luz.

Não há cura para a SAF. Para atenuar os sintomas da doença, crianças
diagnosticadas com SAF necessitam de atendimentos médico, psicológico
e terapêutico, que se prolongarão por toda a vida.  Não há níveis seguros
de ingestão de álcool durante a gravidez. Portanto, a gestante deve
optar por tolerância zero em relação à bebida alcoólica

Primeiro passo
Graças à campanha e ao empenho de todos os parceiros, em 7 de novembro de 2016, foi sancionada na cidade de São Paulo lei do vereador Gilberto Natalini criando uma campanha permanente de esclarecimento sobre a Síndrome Alcoólica Fetal (SAF). Publicada no Diário Oficial, a normativa possibilitará ao Município e à Secretaria de Saúde da cidade de São Paulo desenvolver iniciativas visando conscientizar a população a respeito dos riscos, às crianças, do consumo de álcool durante a gravidez.