São Paulo

Dr. Fábio Ancona: apoiar sem interferir

Por Fábio Ancona Lopez

O pediatra convida avós e mães a refletir sobre situações de desgaste afetivo que podem trazer prejuízo ao desenvolvimento infantil

 

Palavra de especialista: aprender com um bom exemplo

 

Avó, mãe e neto formam uma cadeia de relações que podem consistir desde uma paz completas até uma tempestade quase destruidora de relações. apoiar

Entram em cena as questões do passado vivido entre a avó e sua filha (a mãe), intermediado pela presença de um ser amado e disputado pelas duas, o neto. Quando este passado foi tranquilo, amoroso, acolhedor, o presente é mais fácil, desde que mantido o mesmo clima.

Quando sobraram questões mal resolvidas, como diferentes visões da vida sem a devida aceitação bilateral, mágoas por incompreensões não superadas, má aceitação da gravidez da filha ou de seu casamento, a existência da figura do neto pode vir a ser desencadeadora de conflitos sérios, principalmente quando, pela condição de avó, existe a necessidade de participação da mesma na criação do neto.

 

Diálogo com mãe e avó apoiar

 

Para conseguir uma posição mais definitiva consultei uma avó e sua filha, que tem estreita convivência pelo fato de morarem praticamente juntas. São duas netas, de 4 e de 11 anos, respectivamente. Disse a avó:

– “Agregar valores é a base todas as relações e a confiança é a mais importante. Você tem que saber que fez seu melhor, não o perfeito, e acreditar que seus filhos te entenderam.”

– “É importante dar apoio aos filhos, mesmo se o estilo de vida deles é diferente do seu, assim como dar apoio às filhas que não trabalham para serem mães em tempo integral.”

– “E vamos aproveitar destas crianças para com elas sorrir, gargalhar, dançar e viver.”

Quero crer que há muita sabedoria nestas palavras: confiança, fazer o seu melhor, apoio e aproveitar a felicidade de ser avó para viver mais feliz!

Da filha, mãe das netas dessa avó, recebi a seguinte mensagem:

– “É bom saber que você está fazendo bem o seu papel de mãe porque ela te mostrou primeiro como é ser mãe”.

– “A mãe deve ser a certeza de um porto seguro, a certeza de que você pode voltar na hora que quiser ou precisar e que ela vai estar lá para te dar um colinho”.

– “Ter a mãe-vovó por perto é a certeza da família cheia de amor, daquele que transborda”.

 

Bom exemplo apoiar

 

Nesta colocação podemos ver o resultado do que disse a avó quanto a apoio, confiança e satisfação com a sua condição!

Vamos ficar com este bom exemplo de apoio sem interferência, para pensar nas situações em que isto não se dá.

Competição, disputa por espaço, imposição de hábitos, duplo comando da criança são todas situações que vão resultar inevitavelmente em desgaste afetivo e prejuízo ao desenvolvimento infantil. Convidamos avós e mães a refletir sobre isso.

Voltaremos ao tema.

 

Créditos: Portal Avosidade

10 informações sobre a mistura de álcool e medicamentos

Neste período de Carnaval, o CRF-SP chama atenção para a essa combinação que pode ser perigosa e nociva à saúde

 

É fato que o consumo de bebida alcoólica tende a aumentar durante a época do Carnaval. Diante disso, o Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo (CRF-SP) lança um alerta à população sobre os riscos à saúde que a perigosa combinação entre álcool e medicamentos pode acarretar. Confira:

 

1. COM CALMANTES – A ação do álcool com os medicamentos que agem no sistema nervoso central (SNC), como os barbitúricos e benzodiazepínicos pode acarretar o aumento do efeito sedativo, possibilidade de coma e insuficiência respiratória.

 

2. COM ANTIBIÓTICOS – Dependendo do antibiótico, essa combinação pode levar a efeitos graves do tipo antabuse, como taquicardia, rubor, sensação de formigamento, náusea e vômito. Há a recomendação, inclusive, de que se deve aguardar por três dias após tratamento com metronidazol para voltar a beber álcool. Outros antibióticos que podem potencializar o efeito de hepatotoxicidade quando se ingere álcool são a eritromicina, rifampicina, nitrofurantoína.

 

3. COM ANTICONVULSIVANTES – Mais efeitos colaterais e risco de intoxicação. Também há risco de diminuição na eficácia contra as crises de epilepsia.

 

4. COM ANTI-INFLAMATÓRIOS NÃO ESTEROIDAIS – Aumentam o risco de úlcera gástrica e sangramentos como, por exemplo, o ácido acetilsalicílico, ibuprofeno e diclofenacos. Recomenda-se atenção máxima quando se constatar fezes escurecidas (sangrentas), tosse com sangue ou vômito que aparente borra de café. Devem procurar o serviço médico pois esses podem indicar hemorragia no estômago.

 

5. COM ANTI-HIPERTENSIVO – Com substâncias como o atenolol, pode ter efeitos aditivos em diminuir a pressão arterial. O indivíduo pode sentir dor de cabeça, tonturas, vertigens, desmaios e/ou alterações no pulso ou frequência cardíaca. Esses efeitos secundários são mais susceptíveis de serem vistos no início do tratamento, após um aumento da dose, ou quando o tratamento é reiniciado depois de uma interrupção.

 

6. COM ANTIALÉRGICOS – Aumenta o efeito sedativo e pode causar tonturas e desequilíbrio. Anti-histamínicos e álcool podem gerar efeitos indesejáveis como, por exemplo, no caso do uso de dextrometorfano e prometazina, que pode aumentar os efeitos secundários do sistema nervoso, como tonturas, sonolência e dificuldade de concentração. Algumas pessoas também podem sofrer confusão e prejuízo na capacidade de julgamento, bem como comprometimento na coordenação motora. Portanto, deve-se evitar ou limitar o uso de álcool durante tratamento com dextrometorfano.

 

7. COM ANTIDIABÉTICOS -- Também pode causar efeito antabuse (náuseas entre outros). Uso agudo de etanol prolonga os efeitos enquanto que o uso crônico inibe os antidiabéticos.

 

8. COM PARACETAMOL – Pode causar sérios efeitos colaterais que afetam o fígado. Deve-se procurar o serviço médico imediatamente se sentir febre, calafrios, dor nas articulações ou inchaço, cansaço excessivo ou fraqueza, sangramento anormal ou hematomas, erupção cutânea ou prurido, perda de apetite, náuseas, vómitos ou amarelecimento da pele ou da parte branca dos olhos.

 

9. CAFEÍNA – A cafeína também é um diurético e o seu abuso em conjunto com o álcool pode levar a desidratação e piorar os sintomas da ressaca no dia seguinte.

 

10. QUANTO TEMPO ESPERAR – O fígado leva, aproximadamente, uma hora para metabolizar uma simples taça de vinho, chope ou ainda um daqueles copos bem pequenos de destilado. O CRF-SP recomenda que se espere, no mínimo, uma hora para cada dose de bebida alcóolica ingerida antes de tomar o medicamento.

 

Fonte: CRF-SP