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Em São Paulo, 31,1% do público-alvo se vacinou contra gripe até o momento

Faltando menos de 20 dias do fim da 19ª Campanha Nacional de Vacinação Contra Gripe, apenas 3,1 milhões de brasileiros procuraram os postos de saúde no estado de São Paulo. O número representa 31,5% do público-alvo do estado, formado por 9 milhões de pessoas consideradas mais vulneráveis para complicações da gripe. Em todo o país, apenas 13,5 milhões de pessoas foram vacinadas, o que representa 27,5% do público-alvo, formado por 54,2 milhões de pessoas. A meta, neste ano, é vacinar 90% desse público até o dia 26 de maio, quando termina a campanha. O Dia D de mobilização nacional para vacinação ocorrerá no sábado, dia 13 de maio.

O Ministério da Saúde adquiriu 60 milhões de doses da vacina, garantindo estoque suficiente para a vacinação em todo o país. A coordenadora Nacional do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Carla Domingues, alerta sobre a importância do público-alvo se imunizar dentro do prazo de vacinação para evitar a gripe e seus possíveis agravamentos. “É de fundamental importância que a população-alvo busque, o quanto antes, os postos de vacinação para garantir a proteção contra a influenza, principalmente neste período, que antecede o inverno”, destacou.  

Entre os públicos-alvo no estado de São Paulo, os trabalhadores de saúde registraram a maior cobertura vacinal, com 461 mil doses aplicadas, o que representa 43,3% deste público, seguido pelos idosos (40,5%) e indígenas (34,2%). Os grupos que menos se vacinaram são os professores (3,1%), crianças (14,7%), gestantes (21,5%) e puérperas (30,7%). Entre as regiões do país, o Sul presentou o melhor desempenho em relação à cobertura vacinal contra a influenza, com 48,5%, seguida pelas regiões Sudeste (28,3%); Centro-Oeste (23,2%); Nordeste (19,5%) e Norte (16%).

Desde o dia 17 de abril, a vacina contra a gripe está disponível nos postos de vacinação a crianças de seis meses a menores de cinco anos; pessoas com 60 anos ou mais; trabalhadores de saúde; povos indígenas; gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto); população privada de liberdade; funcionários do sistema prisional, pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis ou com outras condições clínicas especiais, além dos professores que são a novidade deste ano.

Os portadores de doenças crônicas não transmissíveis, que inclui pessoas com deficiências específicas devem apresentar prescrição médica no ato da vacinação. Pacientes cadastrados em programas de controle das doenças crônicas do Sistema Único de Saúde (SUS) deverão se dirigir aos postos em que estão registrados para receber a vacina, sem a necessidade de prescrição médica. A escolha dos grupos prioritários segue recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS). Essa definição também é respaldada por estudos epidemiológicos e pela observação do comportamento das infecções respiratórias, que têm como principal agente os vírus da gripe. São priorizados os grupos mais suscetíveis ao agravamento de doenças respiratórias. 

VACINAÇÃO NAS ESCOLAS – O Ministério da Saúde está incentivando os estados e municípios a vacinarem os professores contra a gripe no ambiente escolar. A ideia é que os educadores sirvam de exemplo para os alunos e reforcem a importância da vacinação como medida de prevenção de doenças.

Este é o primeiro ano que os professores, tanto da rede pública como privada, passam a fazer parte do público-alvo da Campanha Nacional de Vacinação Contra a Influenza. Cerca de 2,3 milhões de profissionais da educação poderão se vacinar contra a gripe, sendo 30 mil no Distrito Federal. Para a mobilização nacional, no mês de abril, foram enviadas cartas ao Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) e ao Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS) convidando os gestores a estimularem a participação das escolas na vacinação tantos dos professores contra a gripe quanto das crianças e adolescentes contra HPV e Meningite C.
 
A medida reforça a importância do profissional de educação na estratégia de imunização, já que os professores têm contato diário com dezenas de pessoas e assumem papel de destaque ao proteger sua própria saúde, servindo de exemplo para seus alunos e a comunidade escolar. O município que aderir a essa mobilização poderá garantir ainda mais altas coberturas vacinais na sua cidade, evitando doenças e possibilitando uma vida mais saudável para a população.

PREVENÇÃO - A transmissão dos vírus influenza acontece por meio do contato com secreções das vias respiratórias, eliminadas pela pessoa contaminada ao falar, tossir ou espirrar. Também ocorre por meio das mãos e objetos contaminados, quando entram em contato com mucosas (boca, olhos, nariz). À população em geral, o Ministério da Saúde orienta a adoção de cuidados simples como medida de prevenção para evitar a doença, como: lavar as mãos várias vezes ao dia; cobrir o nariz e a boca ao tossir e espirrar; evitar tocar o rosto; não compartilhar objetos de uso pessoal; além de evitar locais com aglomeração de pessoas.

É importante lembrar que, mesmo pessoas vacinadas, ao apresentarem os sintomas da gripe - especialmente se são integrantes de grupos mais vulneráveis às complicações - devem procurar, imediatamente, o médico. Os sintomas da gripe são: febre, tosse ou dor na garganta, além de outros, como dor de cabeça, dor muscular e nas articulações. Já o agravamento pode ser identificado por falta de ar, febre por mais de três dias, piora de sintomas gastrointestinais, dor muscular intensa e prostração.

Após mobilização nacional, apenas 53% do público-alvo se vacinou contra a gripe em todo o país

A pouco mais de uma semana do término da 19ª Campanha Nacional de Vacinação Contra a Gripe, balanço do Ministério da Saúde mostra que até esta quarta (17) apenas 28,7 milhões de brasileiros procuraram os postos de saúde em todo o país. O número representa 53% do público-alvo, formado por 54,2 milhões de pessoas, consideradas mais vulneráveis para complicações da gripe. A meta, neste ano, é vacinar 90% desse público até o dia 26 de maio, quando termina a campanha. O Dia D de mobilização nacional para vacinação ocorreu no último sábado, dia 13 de maio.

Para a campanha deste ano, o Ministério da Saúde adquiriu 60 milhões de doses da vacina, garantindo estoque suficiente para a vacinação em todo o país. Os estados com a maior cobertura de vacinação no país, até o momento, são: Amapá (76%), Paraná (69,8%), Santa Catarina (68%), Rio Grande do Sul (67%), e Goiás (60,6%). Já os estados com menor cobertura são: Roraima (34,7%), Pará (35,8%), Rondônia (39,9%), Mato Grosso (41,7%), Piauí (43,2%) e Maranhão (43,8%).

Entre a população prioritária, os idosos registraram a maior cobertura vacinal, com 13 milhões de doses aplicadas, o que representa 62,3% deste público, seguido pelas puérperas (59,7%) e trabalhadores de saúde (54,7%). Os grupos que menos se vacinaram foram os indígenas (31,2%), crianças (39,6%), gestantes (44,6%) e professores (44,7%). Entre as regiões do país, o Sul apresentou o melhor desempenho em relação à cobertura vacinal contra a influenza, com 68,3%, seguida pelas regiões Centro-Oeste (53,1%), Sudeste (52,9%); Nordeste (47,8%) e Norte (43%).

A coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Carla Domingues, considera de fundamental importância que as pessoas se vacinem neste momento, para estarem protegidas no inverno, quando os vírus da Influenza começam a circular com maior intensidade. “A vacina demora cerca de 15 dias para fazer efeito após aplicada, por isso é necessário que as pessoas, integrantes do público-alvo, se conscientizem e procurem os postos de saúde para se vacinarem antes do período de inverno”, aconselhou a coordenadora. 

Desde o dia 17 de abril, a vacina contra a gripe está disponível nos postos de vacinação para crianças de seis meses a menores de cinco anos; pessoas com 60 anos ou mais; trabalhadores de saúde; povos indígenas; gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto); população privada de liberdade; funcionários do sistema prisional, pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis ou com outras condições clínicas especiais, além dos professores que são a novidade deste ano.

Os portadores de doenças crônicas não transmissíveis, que inclui pessoas com deficiências específicas, devem apresentar prescrição médica no ato da vacinação. Pacientes cadastrados em programas de controle das doenças crônicas do SUS deverão se dirigir aos postos em que estão registrados para receber a vacina, sem a necessidade de prescrição médica. A escolha dos grupos prioritários segue recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS). Essa definição também é respaldada por estudos epidemiológicos e pela observação do comportamento das infecções respiratórias, que têm como principal agente os vírus da gripe. São priorizados os grupos mais suscetíveis ao agravamento de doenças respiratórias. 

PREVENÇÃO - A transmissão dos vírus influenza acontece por meio do contato com secreções das vias respiratórias, eliminadas pela pessoa contaminada ao falar, tossir ou espirrar. Também ocorre por meio das mãos e objetos contaminados, quando entram em contato com mucosas (boca, olhos, nariz). À população em geral, o Ministério da Saúde orienta a adoção de cuidados simples como medida de prevenção para evitar a doença, como: lavar as mãos várias vezes ao dia; cobrir o nariz e a boca ao tossir e espirrar; evitar tocar o rosto; não compartilhar objetos de uso pessoal; além de evitar locais com aglomeração de pessoas.

É importante lembrar que, mesmo pessoas vacinadas, ao apresentarem os sintomas da gripe - especialmente se são integrantes de grupos mais vulneráveis às complicações - devem procurar, imediatamente, o médico. Os sintomas da gripe são: febre, tosse ou dor na garganta, além de outros, como dor de cabeça, dor muscular e nas articulações. Já o agravamento pode ser identificado por falta de ar, febre por mais de três dias, piora de sintomas gastrointestinais, dor muscular intensa e prostração. 

Estado

Vacinação contra a gripe – até 17 de maio

População prioritária

Doses aplicadas

Cobertura vacinal (%)

RO

323.699

129.143

39,90

AC

189.009

84.649

44,79

AM

931.235

467.035

50,15

RR

166.021

57.682

34,74

PA

1.603.345

574.671

35,84

AP

154.717

117.624

76,03

TO

318.655

154.137

48,37

NORTE

3.686.681

1.584.941

42,99

MA

1.513.274

663.316

43,83

PI

699.689

302.262

43,20

CE

1.891.257

886.555

46,88

RN

719.521

366.788

50,98

PB

924.549

475.138

51,39

PE

2.000.443

1.045.323

52,25

AL

684.523

314.538

45,95

SE

438.746

210.076

47,88

BA

3.081.076

1.447.066

46,97

NORDESTE

11.953.078

5.711.062

47,78

MG

4.435.788

2.581.076

58,19

ES

800.243

459.410

57,41

RJ

3.829.644

1.751.623

45,74

SP

9.680.208

5.137.135

53,07

SUDESTE

18.745.883

9.929.244

52,97

PR

2.383.966

1.665.255

69,85

SC

1.371.033

932.335

68,00

RS

2.665.223

1.785.958

67,01

SUL

6.420.222

4.383.548

68,28

MS

635.704

298.417

46,94

MT

678.429

283.158

41,74

GO

1.301.156

788.367

60,59

DF

551.856

312.335

56,60

CENTRO-OESTE

3.167.145

1.682.277

53,12

TOTAL

43.973.009

23.291.072

53,00

 

Ministério da Saúde lança Campanha para Doação de Leite Humano

Com o slogan "Um pouquinho do que você doa, é tudo para quem precisa", a campanha aborda a necessidade do leite humano ao desenvolvimento dos bebês, como única fonte de alimento até os seis meses de idade

Com o objetivo de conscientizar a sociedade para a importância da doação de leite humano e incentivar a prática entre mães que amamentam, o Ministério da Saúde, em parceria com a Rede Global de Bancos de Leite Humano, lançou, nesta terça-feira (16), a Campanha Doe Leite Materno. A amamentação é o principal fator de redução da mortalidade na infância e, por isso, a campanha prevê o aumento do número de novas doadoras voluntárias, bem como do volume de leite humano coletado e distribuído aos recém-nascidos prematuros e de baixo peso, internados no Brasil.

Acesse a apresentação

Veja os vídeos:
- Nova campanha para Doação de Leite Humano

- Passo-a-passo para a Doação de Leite Materno

Durante o lançamento, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, destacou que o Brasil é referência mundial em doação de leite. “Este reconhecimento é mais uma conquista do SUS. O Ministério da Saúde continuará dando todo o apoio necessário para estimular cada vez mais a amamentação e a doação de leite entre as mães brasileiras, práticas que contribuíram para a redução da mortalidade infantil em todo o mundo. Espero que no próximo ano possamos comemorar um avanço no número de doações e bebês beneficiados. Doar leite humano é salvar vidas”, afirmou o ministro.

No evento, estiveram presentes, além do ministro da Saúde, Ricardo Barros, a atriz e embaixadora da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano, Maria Paula, o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, entre outras autoridades. Os ministros de Cabo Verde e Equador, países para quem o Brasil exporta técnicas de baixo custo para implantar bancos de leite, participaram dos seus países, por meio de conferência.

O governador Rodrigo Rollemberg destacou os resultados já alcançados no DF. “Tenho orgulho em dizer que o Distrito Federal é referência nacional em doações de leite materno. Conseguimos este resultado com o esforço de todos os profissionais, principalmente do Corpo de Bombeiros, que participa inteiramente do processo de coleta. Hoje, o DF possui 13 bancos de leite com o padrão ouro. Continuaremos com todo o empenho necessário para manter e ampliar este resultado”, destacou o governador.

A embaixadora Maria Paula reforçou a importância das mães doarem o leite materno. “A maternidade foi um divisor na minha vida. De artista, me transformei em ativista deste projeto tão maravilhoso que salva vidas. Doar leite materno possibilita que os bebês prematuros tenham sua vida preservada. Se todas as mães doarem um pouquinho do seu leite, a gente consegue mudar o mundo em apenas uma geração”, ressaltou Maria Paula.

Os Bancos de Leite Humano (BLH) são casas de apoio à amamentação que surgiram como uma estratégia de qualificação da assistência neonatal em termos de segurança alimentar e nutricional, com foco em ações que ajudam a reduzir a mortalidade infantil em instituições hospitalares. O trabalho é voltado a crianças que demandam cuidados especiais em unidades de terapia semi-intensiva e intensiva, ou seja, bebês que nasceram prematuros, com baixo peso. São  crianças que, pelas mais variadas razões, precisam de uma atenção especializada.

A estratégia de Bancos de Leites Humano (BLHs) do Brasil, desenvolvida há 32 anos pelo Ministério da Saúde, já beneficiou, entre os anos de 2009 e 2016, mais de 1,8 milhão de recém-nascidos. Contou com o apoio de mais de 1,3 milhão de mulheres doadoras, com aproximadamente, 1,4 milhão de litros de leite coletados. Em 2016, os BLHs do país, registraram mais de 300 atendimentos em grupos, 1,7 milhão de atendimentos individuais e aproximadamente, mais de 270 mil atendimentos domiciliares.

Neste mesmo período, em todo o mundo, mais de 17,8 milhões de mulheres foram assistidas por BLH. Foram mais de 1,5 milhão de litros de leite doados por 1,8 milhão de mulheres doadoras e mais de 1,5 recém-nascidos beneficiados.

Para Gisele Bortolini, mãe da pequena Helena, o trabalho do Banco de Leite foi fundamental para o desenvolvimento da sua filha, que nasceu prematura, com 30 semanas. “A doação de leite humano realmente salva vidas. Tive uma gravidez complicada com diagnóstico de pré-eclampsia. Minha filha passou quatro meses no hospital e o banco de leite foi fundamental para o desenvolvimento dela. A amamentação é um momento muito importante para o bebê e um período de solidariedade entre as mães”, reforçou Gisele.

MAIOR REDE - O Brasil possui a maior e mais complexa rede de banco de leite do mundo. Hoje, existem no país 221 BLH, em todos os estados e Distrito Federal, e 186 Postos de Coleta, além da coleta domiciliar. O modelo brasileiro de bancos de leite humano é focado na promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno, exclusivo, até os seis meses e continuidade da amamentação por dois anos ou mais. Além de coletar e distribuir leite humano de qualidade a bebês prematuros e de baixo peso, contribuindo para a diminuição da mortalidade infantil.

Todo leite coletado nos bancos passa por um rigoroso controle de qualidade, antes de ser distribuído, e é fornecido de acordo com as necessidades de cada criança. No Brasil, nascem aproximadamente 3 milhões de bebês por ano, sendo que 332 mil são prematuros ou vêm ao mundo com baixo peso (menor de 2,5kg). Muitas dessas crianças precisam permanecer internadas assim que nascem até terem condições de ir para a casa. Esses bebês têm melhores chances de sobrevivência e recuperação, se a alimentação com leite humano for ofertada.

Apesar das mobilizações já realizadas, o número de doações de leite humano ainda é baixo em relação à demanda. Hoje, a Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano consegue suprir aproximadamente 60% da demanda para os recém-nascidos prematuros e de baixo peso internados nas UTI Neonatais do Brasil. Isso significa que cerca de 40% dos bebês internados que precisam não podem contar com o leite humano na sua alimentação. Por isso o Ministério da Saúde, em parceria com a rBLH, realiza todos os anos uma campanha, para estimular que amamentam a adotar a prática.

A doação de leite humano, além proporcionar o alimento mais completo que existe para bebês internados, também representa uma economia de R$ 180 milhões para o país com a diminuição da necessidade de compra de fórmulas artificiais para recém-nascidos prematuros nas maternidades do SUS.

A amamentação é a forma de proteção mais econômica e eficaz para redução da mortalidade infantil, pois permite grande impacto na saúde da criança, diminuindo a ocorrência de diarreias e infecções, principais causas de morte de recém-nascidos, ao mesmo tempo em que traz inúmeros benefícios à saúde da mulher, como a redução das chances de desenvolver câncer de mama e de útero. Estima-se que o aleitamento materno seja capaz de diminuir em até 13% a morte de crianças menores de 5 anos em todo o mundo por causas preveníveis. Nenhuma outra estratégia isolada alcança o impacto que a amamentação tem na redução das mortes de crianças nessa faixa etária.

COOPERAÇÃO INTERNACIONAL - O Brasil transfere os princípios utilizados na implantação do BLH, capaz de alinhar baixo custo com alta tecnologia, a 24 países ao redor do mundo: Angola, Argentina, Bolívia, Belize, Cabo Verde, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Equador, El Salvador, Espanha, Guatemala, Haiti, Honduras, México, Moçambique, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, Portugal, República Dominicana, Uruguai e Venezuela.

São acordos firmados de cooperação técnica para a implantação do banco de leite humano no país. Em todos os casos, são realizadas visitas exploratórias de técnicos de ambos os países para receber orientação e capacitação em banco de leite humano.

A cooperação internacional começou nos anos 80, quando os bancos de leite humano passaram a constituir uma Política de Saúde Pública no Brasil – país que lidera o movimento internacional em prol da amamentação e da doação de leite humano, por meio da Agência de Brasileira de Cooperação (ABC) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Desde então, os resultados positivos para o aprimoramento da atenção à gestante e a recém-nascidos internados em unidades neonatais – e a redução da mortalidade infantil no país – chamaram atenção da comunidade internacional para a estratégia nutricional praticada pelo Brasil.

Em 2001, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu a rBLH-BR como uma das ações que mais contribuíram para redução da mortalidade infantil no mundo, na década de 1990. De 1990 a 2012, a taxa de mortalidade infantil no Brasil reduziu 70,5%.

SERVIÇO - Toda mulher que amamenta é uma possível doadora de leite humano, basta estar saudável e não tomar nenhum medicamento que interfira na amamentação. Por isso, quem estiver amamentado e quiser doar, basta procurar o banco de leite humano mais próximo ou ligar para o Disque Saúde, no número 136.

Não existe quantidade mínima para fazer a doação. Qualquer quantidade é importante. Um pote de 300 ml de leite humano, por exemplo, pode alimentar até 10 recém-nascidos internados. Por isso, a mulher não precisa se preocupar em encher o pote para fazer a doação. Todo leite doado é analisado, pasteurizado e submetido a rigoroso controle de qualidade pelos Bancos de Leite Humano antes de ser ofertado a uma criança.

Antes da coleta, é aconselhável que a doadora faça uma higiene pessoal, cobrindo os cabelos com lenço ou touca, usando pano ou máscara sobre o nariz e a boca, lavando bem as mãos e os braços, até o cotovelo, com bastante água e sabão. As mamas devem ser lavadas apenas com água e, em seguida, secadas com toalha limpa. O leite deve ser coletado em local limpo e tranquilo. O leite humano extraído para doação pode ficar no freezer ou no congelador da geladeira por até 10 dias. Nesse período, deverá ser transportado ao banco de leite humano mais próximo da sua casa. 

Cremesp e Sociedades de Pediatria e Ginecologia realizam campanha para conscientizar futuras mães so

Em homenagem ao Dia das Mães, o Conjunto Nacional recebe na próxima sexta-feira (12/5) uma blitz de conscientização sobre a Síndrome Alcoólica Fetal (SAF), doença grave e que não tem cura, decorrente da ingestão de álcool durante a gravidez. Das 11h às 15h, médicos do Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp), da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP) e da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (São Paulo) vão esclarecer os riscos do consumo de álcool na gravidez, que podem provocar sequelas irreversíveis aos bebês.

O evento oferecerá orientações às mulheres, gestantes e população em geral sobre a doença. Serão distribuídos panfletos educativos com informações relevantes para prevenção à SAF. Durante todo o período, as mães que passarem pelo Conjunto Nacional, serão presenteadas com flores em comemoração ao Dia das Mães, comemorado no domingo (14/5).

#GravidezSemÁlcool – Quem ama não bebe
A campanha #GravidezSemÁlcool alerta os brasileiros, em especial as gestantes e mulheres que desejem engravidar, sobre a Síndrome Alcoólica Fetal (SAF) e os efeitos do álcool no feto e no recém-nascido. A meta é conscientizar a população sobre os malefícios da exposição pré-natal a qualquer tipo e quantidade de bebida alcoólica em qualquer momento da gestação. Evidências médicas demonstram que um só gole pode acarretar problemas graves e irreversíveis ao bebê.

Trata-se de uma iniciativa da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), apoiada historicamente pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), contando também com a parceria da Sogesp, Sociedade Brasileira de Pediatria, Associação Paulista de Medicina, Academia de Medicina de São Paulo e Associação Brasileira das Mulheres Médicas.

Artistas do cinema e da televisão e personalidades diversas também têm se alinhado a essa importante causa de saúde pública, como Patrícia Abravanel, Glória Vanique, Barbara Borges, Deborah Secco, Fernanda Machado, a campeã mundial de vôlei Fofão, os elencos do Corinthians, Palmeiras e Santos, as atrizes Paloma Bernardi, Natália Rodrigues e Alinne Moraes entre outros.

Proposta de Lei Estadual
O Cremesp e a SPSP, juntamente com o Ministério Público de São Paulo, preparam um projeto de Lei para apresentar à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), que prevê que bares, restaurantes, mercados, entre outros estabelecimentos, divulguem sobre os riscos da SAF, afixando cartazes sobre o tema. A proposta nasceu de um encontro entre o presidente  do Cremesp, Mauro Aranha, o presidente da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), Cláudio Barsanti, e os promotores de Justiça Jairo Edward de Luca e Carlos Eduardo Brechani para discutir ações conjuntas de prevenção e combate à Síndrome Alcóolica Fetal.

“É um compromisso nosso com a população, com as gestantes e com as nossas crianças”, afirma Claudio Barsanti, presidente da SPSP. “Levamos essa bandeira adiante, pois pretendemos sensibilizar o poder público a tomar ações efetivas de esclarecimento e conscientização da sociedade. Falamos de um mal 100% passível de prevenção. Então, todos devem fazer sua parte”.

O presidente do Cremesp, Mauro Aranha, destaca que devido ao não
estabelecimento de quantidade segura de álcool durante a gravidez, vários
colegiados de especialistas do mundo recomendam que gestantes, e mesmo
as mulheres que planejam a gravidez, não consumam bebidas alcoólicas.
“Dessa forma, muito pode ser feito se as instituições desenvolverem
uma proposta conjunta sobre ações de enfrentamento da doença”, ponderou.

Sobre a SAF e os efeitos do álcool no feto e no recém-nascido
A Síndrome Alcoólica Fetal (SAF) é uma doença grave decorrente da ingestão de álcool durante a gestação. A SAF não tem cura e pode causar danos irreversíveis à saúde da criança, sendo considerada uma importante causa de retardo mental não hereditário. 

Entre os principais danos que a doença pode causar à saúde da criança estão alterações na face, malformações em órgãos como o coração, sistema musculoesquelético e articular, vértebras e rins, dificuldades na aprendizagem, problemas de motricidade, fala e memória, transtorno do déficit de atenção e hiperatividade, desordens auditivas, dificuldades no relacionamento com outras pessoas, problemas de saúde mental na fase adulta.

A doença contabiliza, no mundo, de 1 a 3 casos por 1.000 nascidos vivos. No Brasil, não há dados oficiais do que ocorre de norte a sul sobre a SAF. Entretanto, existem números preocupantes, de universos específicos, que indicam que a questão ainda é desconhecida e negligenciada. Um estudo realizado no Hospital Cachoeirinha, com quase 2 mil futuras mamães, apontou que 33% bebiam mesmo esperando um bebê. O mais grave: 22% consumiram álcool até o dia de dar à luz.

Não há cura para a SAF. Para atenuar os sintomas da doença, crianças
diagnosticadas com SAF necessitam de atendimentos médico, psicológico
e terapêutico, que se prolongarão por toda a vida.  Não há níveis seguros
de ingestão de álcool durante a gravidez. Portanto, a gestante deve
optar por tolerância zero em relação à bebida alcoólica

Primeiro passo
Graças à campanha e ao empenho de todos os parceiros, em 7 de novembro de 2016, foi sancionada na cidade de São Paulo lei do vereador Gilberto Natalini criando uma campanha permanente de esclarecimento sobre a Síndrome Alcoólica Fetal (SAF). Publicada no Diário Oficial, a normativa possibilitará ao Município e à Secretaria de Saúde da cidade de São Paulo desenvolver iniciativas visando conscientizar a população a respeito dos riscos, às crianças, do consumo de álcool durante a gravidez.

Gravidez na adolescência tem queda de 17% no Brasil

A gravidez na adolescência teve uma queda de 17% no Brasil segundo dados preliminares do Sinasc (Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos) do Ministério da Saúde. Em números absolutos a redução foi de 661.290 nascidos vivos de mães entre 10 e 19 anos em 2004 para 546.529 em 2015. A região com mais filhos de mães adolescentes é o Nordeste (180.072 – 32%), seguido da região Sudeste (179.213 – 32%). A região Norte vem em terceiro lugar com 81.427 (14%) nascidos vivos de mães entre 10 e 19 anos, seguido da região Sul (62.475 – 11%) e Centro Oeste (43.342 – 8%).

A queda no número de adolescentes grávidas está relacionada a vários fatores como, “expansão do programa Saúde da Família, que aproxima os adolescentes dos profissionais de saúde, mais acesso a métodos contraceptivos e ao programa Saúde na Escola que oferece informação de educação em saúde”, destacou a diretora do Departamento de Ações Programáticas Estratégicas (DAPES), Thereza de Lamare.

O número de crianças nascidas, de mães adolescentes nessa faixa etária, representa 18% dos 3 milhões de nascidos vivos no país em 2015. O Ministério da Saúde tem implementado ações para reduzir ainda mais esse percentual, com a divulgação de ações em educação sexual e direitos reprodutivos. Hoje 66% das gravidezes em adolescentes são indesejadas. Para reduzir os casos de gravidez não planejada, o Ministério da Saúde investe em políticas de educação em saúde e em ações para o planejamento reprodutivo. Uma das iniciativas é a distribuição das Caderneta de Saúde de Adolescentes (CSA), com as versões masculina e feminina. A caderneta contém os subsídios que orientam o atendimento integral dos jovens, com linguagem acessível, possibilitando ao adolescente ser o protagonista do seu desenvolvimento.

Para prevenção da gravidez, o Ministério da Saúde distribui a Pílula Combinada, Anticoncepção de Emergência, mini-pílula, anticoncepcional injetável mensal e trimestral, e diafragma, assim como preservativo feminino e masculino. Recentemente, a pasta anunciou a oferta de DIU de Cobre em todas as maternidades brasileiras, o que inclui as adolescentes dentro desse público a ser beneficiado. Pois é uma alternativa a mais para a adolescente que já teve uma gravidez precoce. “O DIU é um método que dura 10 anos, de longa duração e não precisa da adolescente ficar lembrando, o que é um fator importante para evitar a gravidez”, explica Thereza de Lamare.

SAÚDE BRASIL - Além da redução do percentual de filhos de mães adolescentes, a pesquisa Saúde Brasil (capítulo Descrição da atenção recebida durante o período gravídico-puerperal e do perfil de fecundidade e mortalidade dos adolescentes brasileiros) mostra que o uso das boas práticas no que se refere ao parto foram ampliadas. O estudo aponta um aumento de 15% de parto normal entre mães adolescentes. Cerca de 70% das adolescentes, entre 10 e 19 anos de idade no ano de 2014, tiveram seus filhos por parto normal, enquanto em 2013 esse percentual foi de 55%.

A pesquisa mostra ainda que enquanto em 2013, apenas 11% das mães se alimentaram durante o trabalho de parto, em 2014 esse percentual subiu para 16%. Também aumentou o percentual de mães que foram orientadas a ter filho em outras posições além de deitada, de 10% para 15% no mesmo período. Outro percentual que melhorou foi a presença do acompanhante da escolha da mãe que passou de 37% para 47% e o do uso do chuveiro como método para alívio da dor, que aumentou de 27% para 35%. Os dados corroboram com as orientações das Diretrizes do Parto Normal, divulgada no mês de março pelo Ministério da Saúde.

Entre outros achados do estudo Saúde Brasil, cerca de 55% das jovens disseram ter se movimentado durante o trabalho de parto, enquanto em 2013 esse percentual era de 45%, o que também vai de encontro com as diretrizes do parto normal. Para realização da pesquisa, foram entrevistadas adolescentes de 10 a 19 anos. Mais da metade delas são solteiras, negras, não possuem planos de saúde e possuem renda familiar menor que dois salários mínimos.

Os dados também servem como alerta, pois mostram que durante o parto algumas práticas que devem ser evitadas segundo as diretrizes do Parto Normal, ainda estão sendo utilizadas. Uma delas é a manobra de Kristeller - quando o útero da mulher é pressionado para tentar auxiliar a expulsão que teve incidência de 28% em 2014 e a episiotomia (corte no períneo) que teve incidência de 37% no mesmo ano.

A pesquisa também demonstra que a lei nº 11.108/2005, que garante às mulheres o direito à presença de acompanhante durante o trabalho de parto, parto e pós-parto não têm sido respeitada pelos serviços de saúde, embora o dado tenha apontado melhora. Em 2013, 33% das adolescentes não tiveram acompanhante na hora do parto. Em 2014, esse percentual caiu para 26%.

DIRETRIZES - É a primeira vez que o Ministério da Saúde constrói um documento com essa finalidade baseado em evidências científicas e que serve de consulta para os profissionais de saúde e gestantes. A partir de agora, toda mulher terá direito e definir o seu plano de parto que trará informações como local onde será realizado, orientações e benefícios do parto normal. Essas medidas visam o respeito no acolhimento e mais informações para o empoderamento da mulher no processo de decisão ao qual tem o direito. Assim, o parto deixa ser tratado como um conjunto de técnicas, e sim como um momento fundamental entre mãe e filho.

As diretrizes do parto normal foram elaboradas por um grupo multidisciplinar, composto por médicos obstetras, médicos de família, clínicos gerais, médico neonatologista, médico anestesiologista e enfermeiras obstétricas, convidados pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (CONITEC) e pela coordenação de Saúde da Mulher.  Foram recebidas 396 contribuições, sendo a maioria (84%) foi feita por mulheres.

Ministério da Saúde lança mês de vacinação dos povos indígenas

O Ministério da Saúde lança neste sábado (6/05) o Mês de Vacinação dos Povos Indígenas (MVPI) 2017. A ação se estenderá até o dia 21 de maio e tem como objetivo reforçar a imunização dessas populações, alcançando aldeias, áreas de difícil acesso e com baixa cobertura vacinal. Serão ofertadas 180 mil doses de vacina contra diversas doenças, como hepatite B, paralisia infantil, difteria, tétano, coqueluche, meningite, influenza, caxumba, febre amarela, HPV entre outras. Para realizar a mobilização, que acontece em lugares de difícil acesso, o Ministério da Saúde está investindo mais de R$ 4,5 milhões, incluindo despesas com logística, transporte e imunobiológicos.

A cerimônia de abertura ocorrerá concomitantemente ao lançamento do 15º Mês de Vacinação das Américas, evento coordenado pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) em diversos países da América Latina. Para este ano, o local escolhido foi a Aldeia Linha 9 Amaral, localizada no DSEI Vilhena, município de Cacoal (RO), no Brasil. Está confirmada a participação das lideranças indígenas das etnias Suruí, Cinta-Larga e Rikbatsa, além do secretário Especial de Saúde Indígena, Marco Toccolini, corpo técnico da Secretaria de Vigilância em Saúde, o oficial de família, gênero e curso de vida, da OPAS/OMS, Bernardino Vitoy.

Os 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs) do país receberão uma força-tarefa, com a missão de imunizar 114 mil indígenas aldeados em todas as regiões do país, abrangendo 82 Polos Base, 1.012 aldeias e 138 etnias. O Mês de Vacinação dos Povos Indígenas é uma ação organizada anualmente pela Secretaria Especial de Saúde Indígena, que visa fortalecer a vigilância epidemiológica das doenças imunopreveníveis nas aldeias e intensificar atividades de rotina para completar esquemas de vacinação.

Mais de 3 mil profissionais já estão envolvidos na ação e mais da metade (50,5%) são Agentes Indígenas de Saúde (AIS) e de Saneamento (AISAN). Também compõem a equipe médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem, cirurgiões dentistas e auxiliares de saúde bucal, que integram as Equipes Multidisciplinares de Saúde Indígena (EMSI). A logística dessa vacinação é diferenciada, levando em consideração as especificidades dessa população e as necessidades de transporte das equipes e insumos até as aldeias, seja por carro, barco, helicóptero ou avião.

Para realizar a mobilização em lugares distantes dos grandes centros e muitas vezes isolados, o Ministério da Saúde está investindo mais de R$ 4,5 milhões, incluindo despesas com logística, transporte e imunobiológicos. O Mês de Vacinação dos Povos Indígenas teve início em 2005 e faz parte da Semana de Vacinação nas Américas, liderada pela OPAS. No Brasil, a ação acontece no mesmo período da campanha de vacinação contra a gripe, realizada nos meses de abril e maio.

IMUNIZAÇÃO - A vacinação indígena é uma ação universal, tendo em vista que abrange toda a população e está disponível em todos os DSEIs. Sua operacionalização nas áreas de difícil acesso é complexa, não apenas devido a fatores como diversidade cultural e dispersão geográfica, mas também à necessidade de acondicionamento, conservação e transporte, em condições especiais, dos imunobiológicos.  Com duração de um mês, a ação ofertará doses de vacinas contra infecções bacterianas graves que fazem parte do Calendário Nacional de Vacinação dos Povos Indígenas.

A ideia é intensificar a imunização da população mais vulnerável, como crianças de até quatro anos, mulheres em idade fértil e idosos, que vivem em áreas de difícil acesso e onde há baixa cobertura vacinal. Os Distritos Sanitários Especiais Indígenas também definirão quais as áreas prioritárias de suas regiões. Além da imunização, os DSEIs aproveitarão a oportunidade para realizar várias atividades durante a ação, estre elas: avaliação nutricional, atendimento odontológico, testes rápidos de HIV/Hepatites/Sífilis, consultas de pré-natal e exames laboratoriais e clínicos, aplicação de vitamina A, palestras educativas, entre outras coisas.

DSEIs - Parte da estrutura da Sesai e do Ministério da Saúde, os Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs) são unidades gestoras descentralizadas do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS).  Os Distritos respondem regionalmente pela execução de ações de atenção à saúde nas aldeias, de saneamento ambiental e edificações de saúde em áreas indígenas. Essas unidades estão divididas por critérios territoriais, tendo como base a ocupação geográfica das comunidades indígenas, muitas vezes abrangendo mais de um município e, em alguns casos, mais de um estado. Cada distrito abriga um grupo de Polos-Base, unidades de apoio aos DSEIs e às Equipes Multidisciplinares de Saúde Indígena (EMSI) que atuam nas aldeias.

Violência explode nos consultórios, clínicas e hospitais

Os dados são oficiais, da própria Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP).
Em pesquisa respondida por 345 de seus associados, 7,5% da amostra
questionada, foi registrado que 64,64% já sofreram algum tipo de agressão
durante o exercício da medicina.

A sondagem foi realizada entre novembro e fevereiro últimos, por meio de questionário estruturado, enviado via on-line, com consolidação eletrônica. A violência se manifesta das mais diversas formas: psicológica (57,39%), seguida de física (6,38%), cyberbullyng (1,45%) e assédio sexual (1,16%). 

“O quadro requer atenção máxima e atitude das autoridades da Segurança Pública e da Saúde”, pondera Claudio Barsanti, presidente da SPSP. “Chamo atenção a um índice que, a princípio parece menor, mas não é: cyberbullyng. Os episódios têm aumentado demais nos últimos anos e pautados em inverdades e destemperos. São situações que podem destruir a carreira de um profissional, pois as redes sociais admitem tudo e ainda não possuem regulação adequada para coibir abusos. A Sociedade de Pediatria lutará pela segurança e para resguardar os pediatras de São Paulo”.

Outro fato preocupante é que 75,65% dos pediatras já presenciaram cenas de violência contra profissionais da saúde, sendo que 38,26% deles afirmaram ter acompanhado agressões simultâneas a mais de um.

A despeito dos números alarmantes, 54,20% dos pediatras não reportaram às diretorias clínica ou técnica a agressão sofrida ou presenciada. Sobre aqueles que deram queixa, 82,61% relatam não terem recebido apoio efetivo, o que, claramente, desmotiva outros médicos a denunciarem.
 
Com foco ainda nas denúncias, 83,19% dizem não ter feito queixa para a Polícia
ou em órgãos públicos. Aliás, 93,33% dos pesquisados desacreditam que tais autoridades estejam empenhadas em resolver o problema da violência
sofrida pelos profissionais da saúde.
 
Por fim, quase 97, 7% dos pediatras creem que a violência contra o profissional da saúde vem aumentando nos últimos anos.