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Conscientização da importância da vacinação contra a pneumonia pneumocócica em pessoas acima de 50 anos.

Confirmado chikungunya em bebê infectado durante a gravidez

Gestante provavelmente adoeceu no final da gravidez; alerta para proteção contra o mosquito é reforçado

 

Foi divulgado o que pode ser possivelmente o primeiro caso no Brasil de transmissão da febre chikungunya durante a gravidez, conforme afirmam especialistas. Recém-nascido de 12 dias em Campina Grande, na Paraíba, foi examinado após apresentar fortes convulsões e identificou-se a presença do vírus portador do vírus do mosquito Aedes aegypti no líquido amniótico. A pesquisa, realizada pelo grupo liderado pela obstetra Adriana Melo, foi feita na mãe e no bebê.

 

A pesquisadora Adriana Melo foi a primeira médica a investigar a relação entre o vírus zika e os casos de microcefalia em recém-nascidos, em agosto de 2015. A partir de exames, ela constatou que é possível transmitir o vírus da mãe para o feto através da placenta, confirmando assim a transmissão vertical. Agora, no caso mais recente, descobriu também a infecção da febre chikungunya durante a gravidez e comprovou que a preocupação vai além do zika e da malformação congênita.

 

Segundo o pesquisador Rivaldo Cunha, da Fundação Oswaldo Cruz, a transmissão de zika em uma gestação é mais provável de acontecer nos primeiros três meses da gravidez. Ocorre o contrário com o chikungunya, que tem mais chances de ser transmitido no último período. Em todos os casos, reforça-se a importância das mulheres grávidas se prevenirem contra a doença que tem afetado o país inteiro no último ano. A principal forma de proteção é acabar com a proliferação do mosquito Aedes aegypti que, além de zika e chikungunya, transmite ainda a dengue.

 

Casos de infecção contraída de mãe para feto já haviam sido relatados em outros países, em epidemia no Oceano Índico durante 2005 e 2006. A ocorrência em Campina Grande foi a primeira oficialmente registrada pelo Hospital Municipal da Criança e equipe de pesquisadores. O bebê não apresentou quadro de microcefalia, mas sim meningite que desencadeou as convulsões e febre alta. O vírus afeta o sistema nervoso, gerando problemas de saúde na vida da criança. O recém-nascido da Paraíba deverá permanecer em observação para acompanhar sua situação e possíveis sequelas.

 

Por Saúde Brasil

Imagem: Divulgação

Produtos integrais passarão a ser regulamentados pela Anvisa para não enganar consumidor

Grãos e cereais, mais ricos em nutrientes, são importantes em uma alimentação saudável

 

Determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) exige que as indústrias alimentícias classifiquem a partir de nova regulação seus produtos integrais. Muitas vezes, os rótulos das marcas vendem o alimento como integral, mas sua composição contraria as expectativas. Tecnicamente, ao fazer isso o fabricante não está cometendo nenhuma infração pois ainda não existiam normas específicas para esse caso. Entretanto, o consumidor nem sabe que na realidade está comprando alimento processado e paga a mais por isso.

 

Os alimentos classificados como integrais podem conter fibras e farinha integral em sua composição, mas nem sempre estão em maioria. Misturados com outros produtos refinados, eles não têm a mesma função esperada de alimentos totalmente integrais. A tabela nutricional estampada nas embalagens informam a quantidade de cada componente utilizado na fabricação do alimento. Os principais produtos estão listados no início da tabela, e consequentemente os menos utilizados são os últimos mencionados. Para saber o que realmente está sendo consumido, é importante ler as informações nutricionais.

 

O Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) realizou uma pesquisa que revelou um índice de produtos enganosos maior do que o esperado. Entre 14 alimentos analisados, apenas 3 realmente tinham como principal ingrediente o cereal integral, correspondendo com seu rótulo. Outros 5 alimentos não tinham nenhum tipo de produto em sua fabricação que o classificassem como integrais, e 6 deles apresentavam componentes processados em sua maioria. Os dados obtidos resultaram na decisão de regularizar os produtos, que agora deverão contar com as normas especificadas pela Anvisa para poderem ser rotulados como integrais.

 

Os alimentos integrais são considerados mais nutritivos por não terem sofrido nenhum processo de industrialização. Dessa forma, conservam suas fibras e vitaminas, propiciando uma alimentação saudável. É sempre recomendado, de qualquer forma, seguir orientações de nutricionistas pois cada pessoa possui um metabolismo próprio. A quantidade de alimentos integrais em excesso também pode fazer mal, visto que contêm açúcar e gordura.

 

Por Saúde Brasil

Surto de caxumba chega a 842 casos em São Paulo, maior registro desde 2008

Vacinação é o principal meio de evitar a doença; as duas doses são necessárias para garantir a imunidade

 

O Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) informou em 16 de junho o maior número de casos de caxumba em oito anos no estado de São Paulo. No mesmo período do ano passado, a doença havia sido registrada 64 vezes, e, segundo o último levantamento, 2016 já conta com 842 casos. O maior surto até então aconteceu em 2008, com 3.394 casos.

 

A doença se proliferou amplamente nos últimos meses, devido a fatores variados. Com a chegada do frio, é mais comum haver transmissão de vírus em aglomerações e ambientes fechados. Além disso, não houve imunização completa por parte da população. Para se prevenir totalmente, eram necessárias duas doses da vacina, e os pacientes podem não ter se tratado conforme o procedimento recomendado.

 

Entre 2009 e 2015, dados do CVE revelam que houve grande variação dos casos de caxumba. Enquanto em 2014 conferiu-se 118 ocorrências ao todo, no ano de 2015 foram 671 registros. Provavelmente, os números de 2016 ainda irão aumentar até o final do ano, considerando ainda que nem todos os casos de caxumba são informados pelos profissionais da saúde.

 

A prevenção deve ser feita a partir da vacinação que consiste em duas doses. Crianças são vacinadas aos 12 meses de idade, e depois aos 15 meses. Caso não tenham sido imunizadas, crianças e adolescentes entre 10 e 19 anos devem tomar duas doses da tríplice viral. Adultos de 20 a 49 anos são recomendados a receber uma dose da vacina.

 

A doença

 

A caxumba é uma infecção viral com transmissão altamente contagiosa. Pode ser adquirida através do contato com o vírus presente na saliva, ou seja, ao fazer uso de talheres, copos ou garrafas de pessoas infectadas. Os sintomas, como febre, dor de cabeça e dor no corpo, nem sempre são manifestados, podendo haver a transmissão antes mesmo de saber que se contraiu a caxumba.

 

A doença consiste na inflamação das glândulas salivares, um inchaço no rosto durante alguns dias ou semanas, podendo se manifestar em um ou dois lados do pescoço. No caso da caxumba, o tratamento deve ser feito com repouso, hidratação, analgésicos e anti-inflamatórios recomendados pelo médico. Deve-se evitar frequentar locais públicos para não transmitir a doença para as outras pessoas.

 

Consulte sempre a opinião de um médico para solucionar suas dúvidas.

 

Por Saúde Brasil

Imagem: Divulgação

Refrigerantes das marcas Coca-Cola, Ambev e PepsiCo não serão vendidos em escolas

Hidratação e nutrição são os objetivos pretendidos pelas companhias de bebidas

 

A decisão partiu das empresas produtoras dos refrigerantes, que visam a saúde das crianças que consomem os produtos vendidos nas cantinas escolares. Segundo comunicado feito pela Coca-Cola, Ambev e PepsiCo, as escolas que tem maioria de alunos mais novos que 12 anos não terão refrigerantes à venda a partir de agosto. A recomendação agora é oferecer somente água, suco natural, água de coco e achocolatados.

 

Com essa medida em prática, espera-se que um novo hábito na vida das crianças seja adquirido como resultado. A diminuição no consumo dos refrigerantes é importante a longo prazo, priorizando qualidade de vida com a redução de taxas de obesidade e preservação dos ossos, muitas vezes prejudicado pela acidez presente nas bebidas. Segundo especialistas, a faixa etária em discussão não tem consciência de quais produtos são melhores para consumo e quais afetam mais a saúde se ingeridos diariamente.

 

A nova implementação funcionará com as cantinas que compram dos fabricantes em questão ou de seus distribuidores. Para as que compram em outros pontos de venda, como em supermercados, deverá valer uma sensibilização por parte dos comerciantes. Não existe uma lei que deverá ser respeitada, mas sim a conscientização das empresas envolvidas priorizando a saúde das crianças.

 

Por Saúde Brasil

Imagem: Divulgação

Nova norma permite partos cesarianos somente a partir da 39ª semana de gestação

Bebês prematuros e com riscos para o desenvolvimento preocupam especialistas. Direito de escolha da mulher deve ser valorizado

 

O Conselho Federal de Medicina (CFM) estabeleceu na última segunda-feira, dia 20, nova regra para a autorização de cesáreas. Antes, a cirurgia que podia ser feita após a 37ª semana de gestação, agora terá duas semanas a mais para poder concluir o prazo. Se for necessária a cirurgia, médico só estará autorizado a fazer cesáreas após 39 semanas. A norma entra em vigor durante os próximos dias, quando for divulgada no Diário Oficial da União.

 

Visando a segurança do feto e a saúde da gestante, a indicação do CFM é esperar até que o bebê tenha atingido sua formação completa para não realizar o parto antes da hora. Estudos indicam que os órgãos do corpo humano ainda estão em formação nas últimas semanas da gestação, portanto o nascimento prematuro acarretaria em problemas ligados ao pulmão, fígado ou cérebro. Caso a gestante opte pelo parto cesariano, além de ser realizado após 39 semanas, a regra agora exige um termo por escrito contendo o pedido pela cirurgia.

 

No Brasil, 84% dos partos em rede privada são cesáreas, segundo dados do Ministério da Saúde. Na rede pública, os números são inferiores, com 40% de cirurgias, porém a tendência é de aumento. O indicadores de bebês prematuros estão diretamente relacionados com o alto registro de cesáreas, afirma estudo da Universidade Federal de Pelotas, e isso é consequência da pouca divulgação dos possíveis riscos no desenvolvimento do feto. Não se sabe ao certo porque tantos casos de partos cesarianos são realizados no Brasil, sendo na realidade um conjunto dos fatores mal explicados e distorcidos sobre o procedimento do parto normal.  

 

O prazo só poderá ser violado caso o médico entenda que o procedimento cirúrgico seja melhor para a saúde da mãe e de seu filho. Seguindo o comportamento ético, os profissionais devem esclarecer desde o exame pré-natal sobre os prós e os contras do parto normal e da cesárea. O que acontece atualmente é a falta de informação e consequentemente a falta de escolhas, e informar sobre cada caso é uma nova forma de buscar maior autonomia e respeito ao direito da mulher.

 

Por Saúde Brasil

Imagem: Divulgação

Crianças com menos de 2 anos não se alimentam direito, segundo pesquisa do Ministério da Saúde

Faixa etária pesquisada é a que mais precisa de cuidados na alimentação saudável

 

Os dados divulgados pelo Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional são preocupantes e alarmam para o mau desenvolvimento da criança, caso a situação não seja revertida. Na maioria dos casos analisados, bebês de 6 a 23 meses de idade são alimentados diariamente por comidas processadas e deixam de ser amamentados antes do tempo recomendado. Os resultados refletem a situação geral e alertam para os riscos da má nutrição das crianças, que pode levar a doenças como diabetes e resultar em obesidade nos próximos anos.

 

O consumo de alimentos ricos em ferro foi registrado em somente 14% dos casos, um nutriente essencial no combate à anemia. Comidas industrializadas estão em 56% dos registros, um número muito alto, ainda mais quando nos referimos à alimentação de crianças com menos de 2 anos de idade. Com 63% de seu consumo, o melhor índice da pesquisa foi o da Vitamina A, importante na saúde da visão, da pele, no crescimento dos ossos e desenvolvimento do sistema imunológico. Nessa categoria, se encontram o tomate, o mamão, a cenoura, a batata-doce, entre outros.

 

Uma das grandes preocupações apresentadas refere-se ao aleitamento materno. Segundo a pesquisa, 53% dos bebês haviam sido amamentados recentemente. O exigido por todos os médicos para o bom desenvolvimento e a prevenção de doenças é que todas as crianças se alimentem do leite materno até os 2 anos de vida ou mais, complementando com outros nutrientes a partir dos 6 meses. O aleitamento materno é a melhor forma do bebê adquirir todos os nutrientes necessários e, conforme os dados da pesquisa indicam, apenas pouco mais da metade das mães valorizam o ato e estão conscientes de sua importância.

 

Outro número que chama a atenção é o de consumo de bebidas adoçadas. Em 40% das respostas, a alimentação dos bebês contém adição de açúcar nos líquidos, o que não é necessário e pode ser prejudicial. O consumo excessivo de açúcares deve ser evitado até os primeiros dois anos de vida, com o risco de desenvolver diabetes, obesidade, alto nível de glicemia no sangue, etc. Além do acréscimo de açúcar nas bebidas ser desnecessário, é preciso controlar o açúcar dos alimentos industrializados como os sucos de caixinha e bolachas recheadas.

 

Quanto mais natural for a alimentação do bebê, melhor para seu desenvolvimento. Alimentos provenientes da natureza, como frutas e vegetais, sempre devem fazer parte da dieta. Consulte a opinião de seu médico ou nutricionista para saber mais sobre como ter uma alimentação saudável.

 

Por Saúde Brasil

Imagem: Divulgação

Café é estudado e retirado do grupo de possíveis cancerígenos

A possível relação com o câncer não está no produto, mas sim em sua temperatura

 

A Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (IARC, extensão da Organização Mundial de Saúde) reavaliou os efeitos da ingestão de café e concluiu que não se pode dizer se a substância é uma causa para o câncer. Para a conclusão, foram feitos mais de mil estudos em animais e humanos. Anteriormente, o produto fazia parte da classificação dos possíveis cancerígenos por 25 anos (grupo 2B) e após os novos resultados caiu para o grupo 3, em que não são classificados como causadores de câncer em humanos. Entretanto, os pesquisadores relacionaram o consumo de bebidas muito quentes como um possível fator de risco (grupo 2B).

 

Para os especialistas, a ingestão de bebidas em temperaturas acima de 65º C provavelmente causa o câncer de esôfago. A pesquisa serve também para outras bebidas além do café, como chá, mate, e até mesmo água. Em países como China, Irã, Turquia e outros da América do Sul, o costume de beber líquidos quentes faz parte do cotidiano. Estudos realizados nesses lugares apontaram aumento no índice de câncer de esôfago conforme aumentava a temperatura em que se consomem as bebidas. Os tumores seriam causados por queimaduras decorrentes da ingestão dos líquidos muito quentes, resultando em alterações das células do esôfago.

 

Em avaliação anterior, o café era considerado possivelmente cancerígeno pela IARC, classificado como um provável causador do câncer de bexiga. Entretanto, sob análises mais aprofundadas e focadas, as indicações são de que não há riscos para o câncer de pâncreas, câncer de próstata e câncer de mama, além de ter risco reduzido para o câncer de fígado e do endométrio. O café e o mate, em temperaturas frias ou mornas, não representam risco para a saúde.

 

Para prevenir-se, evitar o consumo de bebidas em temperaturas muito quentes é uma nova recomendação.

 

Por Saúde Brasil

Imagem: Divulgação