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A epidemia Zika vírus alertou para graves riscos que podem ser transmitidos. Saiba mais no documentário.

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Neste vídeo-dica do Saúde Brasil, saiba mais sobre a Osteoporose.

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Conscientização da importância da vacinação contra a pneumonia pneumocócica em pessoas acima de 50 anos.

Nova técnica de fertilização permite nascimento do primeiro bebê com 3 “pais”

Abrahim Hassan nasceu saudável em 6 de abril de 2016, mas somente esta semana foi revelado que seu DNA foi originado a partir de três pessoas. Divulgada na revista científica New Scientist, a inovação poderia revolucionar a ciência e evitar a transmissão de doenças genéticas como existe hoje.

 

O procedimento foi aprovado somente no Reino Unido, único país do mundo onde há regulamentação própria sobre o assunto desde fevereiro de 2015. No Brasil, é proibido pela Lei de Biossegurança. Entretanto, no México, onde a operação foi realizada, não há regras ou leis que impeçam a técnica. Os pais do bebê, que são da Jordânia, viajaram e obtiveram supervisão do médico norte-americano John Zhang, que liderou sua equipe no Centro de Fertilidade New Hope em Nova York.

 

O objetivo do tratamento era impedir que a criança nascesse com herança genética de uma doença degenerativa fatal que afeta as mitocôndrias, transmitidas exclusivamente da mãe para o feto. A mãe de Abrahim é portadora da síndrome de Leigh, que danifica o sistema nervoso em desenvolvimento. Os dois primeiros filhos do mesmo casal já haviam herdado a doença e morrido precocemente. O procedimento é criticado e causa diversas polêmicas sobre ética e regulamentação, mas, para o médico Zhang, “salvar vidas é a coisa mais ética a ser feita”.

 

Apesar de serem utilizadas 3 fontes de DNA, 99% do código genético do bebê é formado dos pais “originais”. A mãe com a doença mitocondrial teve seu óvulo manipulado, retirando seu núcleo e o implantado na célula saudável de uma doadora. Posteriormente, o óvulo foi fertilizado em laboratório com o material do pai e o embrião foi implantado no útero da mãe. Por isso, as características da criança como cor dos olhos e cabelos não serão provenientes da mulher doadora, e sim de seus pais.

 

Para cientistas e especialistas, a aprovação da técnica em outros países é muito importante em casos como o de Abrahim, em que mulheres têm problemas mitocondriais e não querem transmitir para seus bebês. A proibição acaba prejudicando os casais que não podem ter filhos sem que estes herdem a graves doenças genéticas.

 

Por Saúde Brasil

Imagem: New Scientist

44,8% das mulheres não informam aos médicos que consomem bebidas alcoólicas na gravidez

Desinformação aumenta o risco de Síndrome Alcoólica Fetal

 

Pesquisa inédita realizada pela Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), com apoio da Marjan Farma, conclui que 22,7% dos médicos pré-natalistas entrevistados aceitam a ingestão de até uma taça de vinho por gestante. No caso dos drinques com teor alcoólico mais elevado, 4,5% não contraindicam, desde que no limite de duas doses. Tal postura evidencia a desinformação quanto aos riscos da exposição pré-natal a qualquer tipo e quantidade de bebida alcoólica, podendo acarretar a Síndrome Alcoólica Fetal (SAF).

 

O levantamento ainda aponta outro sério problema na relação médico-paciente, considerando que 44,8% dos especialistas alegam que as mulheres não os informam se estão consumindo álcool durante a gestação.

 

Estudo divulgado em 23 de setembro, durante ação da Campanha #gravidezsemalcool, confirma a pertinência de um processo intenso e permanente de conscientização à sociedade e aos médicos.

 

Este é, aliás, o mote da iniciativa da SPSP, que visa alertar às futuras mães sobre os riscos da ingestão de álcool durante a gravidez para o feto e à criança. Entre as manifestações, podem ocorrer malformações congênitas faciais, neurológicas, cardíacas e renais, além de alterações comportamentais.

 

Ao todo, foram ouvidos 1.115 médicos pré-natalistas, atuantes nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, entre 25 de abril e 20 de maio de 2016. Ginecologia-obstetrícia é a principal área de atuação dos entrevistados (92,5%); quanto ao sistema em que trabalham, a maioria pertence à rede privada (49,8%) – apenas 3,4% dedicam-se somente à saúde pública; 46,8% estão presentes em ambos.

 

“Os dados obtidos apontam à necessidade de investirmos continuamente na ampla divulgação entre especialistas, ação já realizada pela SPSP e a Associação de Ginecologia e Obstetrícia do Estado de São Paulo (SOGESP), uma das parceiras na Campanha #gravidezsemalcool. Para corroborar com esta empreitada, também precisamos da aprovação de leis que institucionalizem campanhas permanentes de esclarecimento e informação a respeito ingestão de qualquer dose de álcool durante a gravidez”, afirma Claudio Barsanti, presidente da SPSP.

 

A Campanha #gravidezsemalcool conta com apoio institucional da Marjan Farma, com cooperação da SOGESP, Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo, Academia Brasileira de Neurologia, Associação Paulista de Medicina e Associação Brasileira das Mulheres Médicas- Seção São Paulo.

 

Sobre a SAF

 

A exposição pré-natal a qualquer tipo e quantidade de bebida alcoólica pode acarretar problemas graves e irreversíveis ao bebê. Eles podem revelar-se logo ao nascimento ou mais tardiamente e perpetuam-se pelo resto da vida.

 

Contabiliza, mundialmente, de 1 a 3 casos por 1000 nascidos vivos. No Brasil não há dados oficiais do que ocorre de norte a sul sobre a afecção; entretanto, existem números de universos específicos.

 

Para ter uma ideia, no Maternidade Escola de Vila Nova Cachoeirinha, um estudo com 2 mil futuras mamães apontou que 33% bebiam mesmo esperando um bebê. O mais grave: 22% consumiram álcool até o dia de dar à luz.

 

“É fundamental ressaltar que o melhor caminho é realmente a prevenção” completa a Dra. Conceição Aparecida de Mattos Ségre, coordenadora do Grupo de Prevenção dos Efeitos do Álcool na Gestante, no Feto e no Recém-Nascido da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP). “Não há qualquer comprovação de uma quantidade segura de bebida alcoólica que proteja a criança de qualquer risco. Neste caso, a gestante ou a mulher que pretende engravidar deve optar por tolerância zero à bebida alcoólica”.

 

Características

 

O conjunto de efeitos decorrentes do consumo de álcool, em qualquer dosagem ou período da gravidez, é chamado de “espectro de distúrbios fetais relacionados ao álcool”, que inclui a SAF. A frequência dessas complicações varia conforme estado nutricional da gestante, genética e até mesmo a quantidade ingerida. Isso não significa que todos os bebês expostos serão afetados, mas a probabilidade é alta.

 

“Bebês com SAF têm alterações bastantes características na face, as chamadas dismorfias faciais. Além disso, faz parte do quadro o baixo peso ao nascer devido à restrição de crescimento intrauterino, e o comprometimento do sistema nervoso central. Essas são as características básicas para o diagnóstico no período neonatal”, comenta o presidente da SPSP.

 

No decorrer do desenvolvimento infantil, o dismorfismo facial atenua-se, o que dificulta o diagnóstico tardio. Permanece o retardo mental (QI médio varia de 60 a 70), problemas motores, de aprendizagem (principalmente matemática), memória, fala, transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, entre outros. Adolescentes e adultos demonstram problemas de saúde mental em 95% dos casos, como pendências com a lei (60%); comportamento sexual inadequado (52%) e dificuldades com o emprego (70%).

 

Diagnóstico e Tratamento

 

Em São Paulo, o Grupo da SPSP cria ações para conscientizar os pediatras, com distribuição de material em eventos científicos, publicações disponíveis na internet aos associados da SPSP e cursos voltados para equipes multidisciplinares de capacitação para reconhecimento e condutas nesses casos.

 

Nos Estados Unidos e Canadá, existe um teste que identifica produtos do álcool no mecônio ou cabelo do recém-nascido. É uma técnica de alto custo, que ainda não está disponível no Brasil.

 

“Vale lembrar que os efeitos do álcool ocasionados pela ingestão materna de bebidas alcoólicas durante a gestação não têm cura, por isso vale a máxima: o quanto antes parar, melhor para o bebê, sua família e a sociedade. O diagnóstico precoce da doença e a instituição de tratamento multidisciplinar ainda na primeira infância podem abrandar suas manifestações”, completa a Dra. Conceição.

 

Informações: Agência Acontece Comunicação e Notícias

Imagem: gravidezsemalcool.org.br

Novo medicamento para tratamento da Aids será distribuído no Brasil

O Ministério da Saúde anunciou na última semana que incorporou ao Sistema Único de Saúde (SUS) mais um remédio para tratar Aids/HIV: o Dolutegravir. O medicamento é considerado o mais eficaz e moderno no mercado, indicado pela Organização Mundial de Saúde, e será associado aos antirretrovirais Tenofovir e Lamivudina, substituindo o atual Efavirenz.

 

O Dolutegravir, fabricado pela empresa GSK, será oferecido pelo governo a partir de janeiro de 2017, tempo suficiente para que a empresa possa se adaptar à produção e atender à demanda. Inicialmente, será entregue para pacientes que começaram recentemente o tratamento e para quem já apresenta resistência a outros remédios anteriores. A adesão é feita apenas com um comprimido diário, e, segundo o ministério, traz menos efeitos adversos.

 

A expectativa é que as unidades de Dolutegravir sejam distribuídas para até 100 mil pacientes ao final de um ano de incorporação. Com dados do Portal da Saúde, os registros de casos notificados de Aids no Brasil diminuíram substancialmente ao longo dos anos, sendo 10,9% menor em 2014 do que foi em 2003. Desde 1980 até 2015, foram 798.366 portadores do vírus HIV registrados. O número de pessoas aderidas ao tratamento hoje é de 483 mil.

 

Para o ministro Ricardo Barros, o novo tratamento é o melhor possível com o menor custo. Com um desconto de 70% a partir de negociações, cada comprimido irá custar US$ 1,5. O medicamento já é usado em outros países como Portugal e Espanha, onde os valores também poderão ser negociados devido ao preço no Brasil.

 

Por Saúde Brasil

Imagem: Ministério da Saúde/Portal da Saúde

Médicos e grafiteiros juntos contra o consumo de álcool na gravidez

Painel gigante será grafitado na Câmara Municipal de São Paulo, em 23 de setembro, para alertar sobre os riscos a que as crianças são expostas quando há ingestão de bebidas alcoólicas na gestação. Também será apresentada pesquisa inédita sobre o tema

 

O início da Primavera será marcado por um dia de conscientização sobre os riscos a que as crianças são expostas quando há ingestão de bebidas alcoólicas durante a gestação. Em 23 de setembro, a partir das 10h, a Câmara Municipal de São Paulo receberá uma ação da campanha #gravidezsemalcool, da Sociedade de Pediatria de São Paulo, cujo objetivo principal é alertar a comunidade, e em especial as futuras mães, a respeito de um problema que se agrava a cada ano: a Síndrome Alcoólica Fetal (SAF).

 

Pediatras e grafiteiros famosos estarão unidos a fim de transmitir conhecimento de forma lúdica, porém assertiva. Sob o mote “Gravidez sem álcool: trabalhando por um futuro melhor”, Binho Ribeiro, um dos pioneiros do street art na América Latina, ilustrará um mural de 9 metros quadrados. Binho, cujos desenhos espalham-se por quase todos os estados brasileiros e por diversos países do mundo, coordenará um grupo de mães grafiteiras, que o auxiliarão na elaboração da obra.

 

Além de conferir o trabalho do renomado artista, os presentes poderão esclarecer todas as dúvidas acerca da Síndrome Alcoólica Fetal e dos riscos que a bebida alcoólica acarreta no desenvolvimento a curto e longo prazo da criança. Médicos estarão à disposição da população, para dirimir eventuais dúvidas e orientar.

 

Pesquisa inédita

 

Reforçando o objetivo de tornar a Campanha uma multiplicadora de informações acerca da doença, também haverá panfletagem, com folders contendo dados fundamentais para compreender a SAF. Aliás, para dar dimensão ao problema, será divulgada pesquisa inédita, com entrevistas de 1115 médicos pré-natalistas, Traça um panorama sobre a posição dos profissionais e das pacientes quanto à Síndrome, revelando quantos sabem sobre a SAF e qual o percentual de gestantes que consomem bebidas alcoólicas recebem no consultório.

 

Movimentação política

 

Os médicos irão participar de uma audiência com o presidente da Câmara, Antonio Donato (PT), para reivindicar a aprovação imediata do Projeto de Lei 33/2014, do vereador Gilberto Natalini (PV), que visa, por meio de campanha permanente, levar à população informação adequada quanto aos riscos da ingestão de bebida alcoólica durante a gestação.

 

A campanha #gravidezsemalcool contra a Síndrome Alcoólica Fetal (SAF),

promovida pela Sociedade de Pediatria de São Paulo, com apoio institucional da

Marjan Farma, e cooperação da Associação de Ginecologia e Obstetrícia do

Estado de São Paulo SOGESP, Conselho Regional de Medicina do

Estado de São Paulo, Academia Brasileira de Neurologia, Associação Paulista

de Medicina e Associação Brasileira das Mulheres Médicas.

 

Sobre a SAF

 

A exposição pré-natal a qualquer tipo e quantidade de bebida alcoólica pode acarretar problemas graves e irreversíveis ao bebê. Eles podem revelar-se logo ao nascimento ou mais tardiamente e perpetuam-se pelo resto da vida. A Síndrome Alcoólica Fetal (SAF) apresenta diversas manifestações, desde malformações congênitas faciais, neurológicas, cardíacas e renais, mas as alterações comportamentais estão sempre presentes. Contabiliza, mundialmente, de 1 a 3 casos por 1000 nascidos vivos. No Brasil não há dados oficiais do que ocorre de norte a sul sobre a afecção; entretanto, existem números de universos específicos.

 

Para ter uma ideia, no Hospital Cachoeirinha, um estudo com 2 mil futuras mamães apontou que 33% bebiam mesmo esperando um bebê. O mais grave: 22% consumiram álcool até o dia de dar à luz.

 

“É fundamental ressaltar que o melhor caminho é realmente a prevenção” completa a Dra. Conceição Aparecida de Mattos Ségre, do Grupo de Prevenção dos Efeitos do Álcool na Gestante, no Feto e no Recém-Nascido da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP). “Não há qualquer comprovação de uma quantidade segura de bebida alcoólica que proteja a criança de qualquer risco. Neste caso, a gestante ou a mulher que pretende engravidar deve optar por tolerância zero à bebida alcoólica”.

 

Características

 

O conjunto de efeitos decorrentes do consumo de álcool, em qualquer dosagem ou período da gravidez, é chamado de “espectro de distúrbios fetais relacionados ao álcool”, que inclui a SAF. A frequência dessas implicações varia conforme etnia, genética e até mesmo a quantidade ingerida. Isso não significa que todos os bebês expostos serão afetados, mas a probabilidade é alta.

 

“Bebês com SAF têm alterações bastantes características na face, as chamadas dismorfias faciais. Além disso, faz parte do quadro o baixo peso ao nascer devido à restrição de crescimento intrauterino, e o comprometimento do sistema nervoso central. Essas são as características básicas para o diagnóstico no período neonatal”, comenta Claudio Barsanti, presidente da SPSP.

 

No decorrer do desenvolvimento infantil, o dismorfismo facial atenua-se, o que dificulta o diagnóstico tardio. Permanece o retardo mental (QI médio varia de 60 a 70), problemas motores, de aprendizagem (principalmente matemática), memória, fala, transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, entre outros. Adolescentes e adultos demonstram problemas de saúde mental em 95% dos casos, como pendências com a lei (60%); comportamento sexual inadequado (52%) e dificuldades com o emprego (70%).

 

Diagnóstico e Tratamento

 

Em São Paulo, o Grupo da SPSP cria ações para conscientizar os pediatras, com distribuição de material em eventos científicos, publicações disponíveis na internet aos associados da SPSP e cursos voltados para equipes multidisciplinares de capacitação para reconhecimento e condutas nesses casos.

 

Nos Estados Unidos e Canadá, existe um teste que identifica produtos do álcool no mecônio ou cabelo do recém-nascido. É uma técnica de alto custo, que ainda não está disponível no Brasil.

 

“Vale lembrar que os efeitos do álcool ocasionados pela ingestão materna de bebidas alcoólicas durante a gestação não têm cura, por isso vale a máxima: o quanto antes parar, melhor para o bebê, sua família e a sociedade. O diagnóstico precoce da doença e a instituição de tratamento multidisciplinar ainda na primeira infância podem abrandar suas manifestações”, completa a Dra. Conceição.

 

Manhã de Grafite na Câmara Municipal de São Paulo

Data: 23 de setembro

Horário: 10h às 13h

Local: Câmara Municipal de São Paulo – Auditório Freitas Nobre

Endereço: Palácio Anchieta - Viaduto Jacareí, 100 - Bela Vista, São Paulo - SP

 

 

 

Informações: Agência Acontece Comunicação e Notícias

Imagens: gravidezsemalcool.org.br

Incor alerta para a necessidade de diagnóstico e tratamento precoces da Hipercolesterolemia Familiar

Mais de meio milhão de brasileiros têm colesterol alto de origem familiar: metade deles tem risco elevado de morrer antes dos 50 anos

 

Cinquenta por cento dos 683 mil brasileiros que têm colesterol alto de origem genética (1 a cada 300) terão infarto ou AVC antes dos 50 anos de idade. Menos de 1% deles sabe que está doente

 

Incor alerta para a necessidade de diagnóstico e tratamento precoces da doença, em Campanha do Dia Mundial da Hipercolesterolemia Familiar, nesta sexta-feira (23/9), das 10h às 14h.

 

Cerca de 50% dos homens com hipercolesterolemia familiar (HF) serão vítimas de infarto antes dos 50 anos e, se isso não acontecer nessa faixa etária, com certeza quase todos eles terão infartado ao chegarem aos 70 anos. Entre as mulheres, o quadro também é alarmante: 12% delas sofrerão infarto em torno dos 50 anos, e quase a totalidade desse grupo (74%) terão esse mal ao chegarem aos 70 anos. Em casos extremos, ainda adolescentes, eles têm que ser submetidos à cirurgia de revascularização do miocárdio. São mais de 350 mil brasileiros nessa condição, sendo que menos de 3.500 deles sabem que possuem essa bomba-relógio no peito que precisa ser urgentemente desarmada com tratamento precoce, à base de medicamentoso e de estilo de vida.

 

O diagnóstico adequado da hipercolesterolemia familiar pode mudar a história das famílias que têm a alteração genética para a doença. “Com o tratamento correto, é possível retardar de 10 a 30 anos a mortalidade em pessoas com esse mal, com melhora substancial de sua qualidade de vida, já que elas terão menos eventos cardiovasculares ao longo dos anos”, explica o cardiologista do Incor Dr. Raul dos Santos Filho, diretor da Unidade Clínica de Lípides do Instituto do Coração.

 

Infelizmente, cerca de 614.000 brasileiros – aqueles 90% que sequer imaginam que têm a doença – não se beneficiarão dessa possibilidade que lhes abre um diagnóstico correto para a HF, por ignorarem a sua condição metabólica. É bem provável que uma parte deles passará anos indo de médico em médico sem ter solução para seu colesterol alto.

 

Nesse meio tempo, o processo de aterosclerose no seu organismo, acelerado desde o nascimento pela doença, irá evoluir mais rapidamente que o comum, aumentando de 10 a 20 vezes o risco de obstruções nas veias e artérias do coração (infarto) e do cérebro (acidente vascular cerebral).

 

Para alertar médicos e a população sobre a necessidade do diagnóstico e tratamento precoces da doença, o Instituto do Coração e a Associação Brasileira de Hipercolesterolemia Familiar – AHF (entidade formada por pessoas com HF e seus familiares) realiza nesta sexta-feira (23), das 10h às 14h, campanha aberta à população para a orientação e detecção precoce de colesterol alto de origem familiar. Não há restrição de idade para participar. Serão atendidas as primeiras 500 pessoas que chegarem, desde crianças até idosos, de ambos os sexos.

 

Haverá medição de colesterol e dicas de nutrição saudável e atividade física, por profissionais da saúde. A campanha se insere nas atividades do Hipercol Brasil, programa do Incor de rastreamento da hipercolesterolemia familiar que é o maior da América Latina.

 

EM SÃO PAULO E NO BRASIL TODO

A ação da equipe do Incor na campanha desta sexta-feira consistirá na medição do nível de colesterol total no sangue, cujo resultado sairá na hora, seguida de orientações de nutricionista e distribuição de folhetos educacionais para prevenção e controle do colesterol alto.

 

Durante a campanha, pessoas que forem diagnosticadas com nível de colesterol compatível com hipercolesterolemia familiar (colesterol total acima de 300 mg/dl) serão encaminhadas para a rede pública para exame de medição de colesterol fracionado (colesterol total, LDL, HDL, triglicérides).

 

Aqueles cujo exame constatar LDL acima de 210 mg/dl serão convidados a realizar o exame genético no Instituto do Coração. Em caso positivo, iniciarão o tratamento no próprio Incor. A equipe do Hipercol também convidará seus familiares para a realização do exame, já que o risco da incidência da doença em outros membros da família é de 50%.

 

HIPERCOL BRASIL

O Hipercol Brasil foi criado em 2009, com a ambiciosa meta de diagnosticar, direta ou indiretamente, toda a população brasileira vítima da hipercolesterolemia familiar, mal que acomete 1 em cada 300 habitantes.

 

O programa mantém um site para a população (www.hipercolesterolemia.com.br) com informações sobre como identificar a hipercolesterolemia familiar e contato com a equipe do Incor no hipercolbrasil@incor.usp.br e no telefone 11- 2661-5329.

 

O Hipercol Incor tem apoio financeiro do Hospital Samaritano, através do Proadi-SUS do Ministério da Saúde. Em âmbito internacional, mantêm cooperação com outros dos poucos centros que são referência em HF no mundo, como a Fundación Hipercolesterolemia Familiar, na Espanha; e organismos internacionais da especialidade (International FH Foundation) e o Iberoamericano (Red Iberoamericana de Hipercolesterolemia Familiar).

 

O Laboratório de Genética e Cardiologia Molecular do Incor é o único do País a realizar diagnóstico genético com rastreamento em cascata da hipercolesterolemia em famílias.

 

COMO TRATAR O COLESTEROL

O colesterol alto está comumente associado a maus hábitos alimentares, à falta de atividade física e a fatores diversos, como disfunção hormonal e obesidade. Nesses casos, geralmente a administração de estatinas (em média, 10 a 20 mg), associada à dieta de baixo colesterol e à prática de atividade física costuma equilibrar os níveis de colesterol no sangue.

 

Na hipercolesterolemia familiar, contudo, o tratamento medicamentoso tem que ser mais agressivo para dar resultado. A terapia clássica nesses casos inclui estatinas em doses maiores (40 mg ou mais) associadas a outro medicamento, a ezetimiba. A adesão à dieta alimentar de baixo colesterol e a prática de atividades físicas regulares são fundamentais no tratamento da doença.

 

SERVIÇO

CAMPANHA INCOR DE PREVENÇÃO E CONTROLE DA HIPERCOLESTORELEMIA

Sexta-feira, dia 23 de setembro, das 10h às 14h

Local: Saguão de entrada do Incor – Av. Dr. Enéas de Carvalho Aguiar, 44

Capacidade: 500 atendimentos

Informações adicionais

hipercolbrasil@incor.usp.br

 

Informações: Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da FMUSP

Campanha de multivacinação do Ministério da Saúde é lançada

No dia 13 de setembro, o governo brasileiro lançou a Campanha Nacional de Multivacinação 2016. As ações sociais têm como objetivo incentivar pais ou responsáveis a manter atualizada a caderneta de vacinação das crianças e dos adolescentes.  Com o slogan “Todo mundo unido fica mais protegido”, a campanha terá início oficialmente na próxima segunda-feira, dia 19, encerrando-se no dia 30.

 

A imunização é importante em todas as idades. Diferentemente dos anos anteriores, a campanha atual incluiu uma nova faixa etária como grupo de atenção. Em 2016, o foco está voltado para crianças menores de cinco anos, e crianças ou adolescentes entre nove e 15 anos incompletos. Ou seja, todos desta categoria são aconselhados a manter suas carteiras de vacinação atualizadas, por isso é importante a divulgação da campanha que irá durar até o final do mês.

 

O sábado de 24 de setembro foi anunciado como o Dia D da vacinação. Neste dia, espera-se uma mobilização nacional da sociedade em busca do maior número de vacinações em crianças e adolescentes. Em todo o país, foram enviadas 19,2 milhões de doses extras de 14 tipos diferentes de vacinas para os postos de saúde. Os números do governo são de cerca de 36 mil postos fixos de vacinação e 350 mil profissionais de saúde envolvidos nos 12 dias de mobilização.

 

Segundo o Ministério da Saúde, a Campanha Nacional de Multivacinação pretende reduzir o número de não vacinados para as diferentes vacinas, aumentar a cobertura vacinal para crianças e adolescentes e melhorar a homogeneidade e oportunizar o acesso às vacinas do Calendário Nacional de Vacinação. O portal do ministério disponibilizou uma apresentação com todas as informações sobre a Campanha que pode ser acessada clicando aqui.

 

 

Confira mudanças no esquema de vacinação do ano de 2016:

POLIOMIELITE - O esquema vacinal contra a poliomielite passou a ser de três doses da vacina injetável – VIP (2, 4 e 6 meses) e mais duas doses de reforço com a vacina oral – VOP (gotinha). Até 2015, o esquema era de duas injetáveis (VIP) e três orais (VOP). A mudança está de acordo com a orientação da Organização Mundial de Saúde (OMS) e como parte do processo de erradicação mundial da pólio. Vale ressaltar que essa substituição não prejudica a proteção das crianças, que já ficam imunizadas com as três doses injetáveis.

HPV - O esquema vacinal passou de três para duas doses, com intervalo de seis meses entre elas. Os estudos recentes mostram que o esquema com duas doses apresenta uma resposta de anticorpos em meninas saudáveis de 9 a 14 anos não inferior quando comparada com a resposta imune de mulheres de 15 a 25 anos que receberam três doses. As mulheres vivendo com HIV entre 9 a 26 anos devem continuar recebendo o esquema de três doses.

MENINGOCÓCICA - O reforço, que anteriormente era administrado aos 15 meses, passou a ser administrado aos 12 meses, preferencialmente, podendo ser feito até os 4 anos. As primeiras doses da meningocócica continuam sendo realizadas aos 3 e 5 meses.

PNEUMOCÓCICA- Redução de uma dose na vacina pneumocócica 10 valente. Passou a ser administrada em duas doses, aos 2 e 4 meses, com um reforço preferencialmente aos 12 meses, que pode ser recebido até os 4 anos. Essa recomendação também foi tomada em virtude dos estudos mostrarem que o esquema de duas doses mais um reforço tem a mesma efetividade do esquema três doses mais um reforço.

PNI - Atualmente, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) distribui cerca de 300 milhões de imunobiológicos anualmente, dentre vacinas e soros, além de oferecer à população todas as vacinas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no Calendário Nacional de Vacinação. Nos últimos cinco anos, o orçamento do PNI cresceu mais de 140%, passando de R$ 1,2 bilhão, em 2010, para R$ 2,9 bilhões, em 2015.

 

 

Por Saúde Brasil

Imagem: Ministério da Saúde