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Existem vacinas para todas as fases de vida, saiba como é importante valorizar a vacinação em idosos.

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Neste vídeo-dica do Saúde Brasil, saiba mais sobre a osteoporose.

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Conscientização da importância da vacinação contra a pneumonia pneumocócica em pessoas acima de 50 anos.

Medicamento que diminui risco da AIDS poderá ser oferecido pelo governo

Ministério da Saúde financia estudos para viabilizar a distribuição até o final do ano

 

Durante a 21ª Conferência Internacional de AIDS na África do Sul, o Ministério da Saúde anunciou que pretende oferecer na rede pública o remédio que pode prevenir o HIV. A pílula, chamada de profilaxia pré-exposição (PrEP), deverá servir como acompanhamento das outras medidas de prevenção e será distribuída para o grupo de risco para infecção da AIDS.

 

O medicamento PrEP, também conhecido por Truvada, poderá ser incorporado ao SUS até o final do ano. A pílula consiste na combinação dos antirretrovirais tenofovir e emtricitabina, e seu uso deve ser feito diariamente. Estudado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), constatou-se que a PrEP diminui em até 92% as chances de adquirir o vírus. A expectativa do Ministério da Saúde é de atender 10 mil pessoas, pelo menos no primeiro ano de distribuição.

 

Desde julho de 2014, a OMS já recomendava que homens homossexuais acrescentassem a PrEP às formas de prevenção. A preocupação deve-se ao fato da epidemia da AIDS não ter sido controlada até hoje, reforçando cada vez mais as medidas de segurança que devem ser utilizadas.

 

Adele Benzaken, diretora do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, apresentou a proposta em sua declaração na conferência internacional. Um protocolo clínico do PrEP está sendo preparado pelo departamento e será encaminhado à Comissão de Incorporação de Tecnologia no SUS com prazo de até o fim do ano.

 

Além disso, ainda foram divulgadas pesquisas em andamento sobre os dados das doenças sexualmente transmissíveis em travestis e transexuais. No Brasil, a Faculdade de Medicina da USP e a Fundação Owsaldo Cruz (Fiocruz) estudam a pílula com financiamento do Ministério da Saúde para viabilizar a disponibilização do medicamento.

 

Por Saúde Brasil

Imagem: Divulgação

Pesquisador britânico prevê fim da epidemia de zika na América Latina em até três anos

“Imunidade de rebanho” acabaria com a doença antes da vacinação entrar circulação

 

O surto do vírus zika será reduzido substancialmente até o final de 2017, segundo estudos do Imperial College London. Os cientistas acreditam que a situação poderá acabar sozinha em até três anos e se posicionam contra as tentativas de combate ao mosquito Aedes aegypti, afirmando que as medidas utilizadas pelo governo brasileiro são uma forma de prolongar a epidemia no país.

 

Neil Ferguson, líder da pesquisa, explica o fenômeno que é conhecido como “imunidade de rebanho”. Com o tempo, os casos da doença tendem a diminuir, já que uma mesma pessoa não pode ser infectada duas vezes. O organismo desenvolve anticorpos, ganhando imunidade após a primeira infecção. Assim, a transmissão da doença torna-se mais difícil com um número cada vez mais baixo de pessoas infectadas, acabando com as chances de uma epidemia.

 

O estudo foi concluído a partir de dados da transmissão do zika na América Latina, em conjunto com informações da dengue e do chikungunya. Ferguson ainda prevê outro surto da mesma proporção em cerca de 10 anos, quando houver uma nova geração que nunca foi infectada.

 

Para os pesquisadores, até a vacina contra o vírus ser formulada, talvez não existam pacientes para testarem a eficiência da imunização. A afirmação pode ser considerada polêmica. Pedro Vasconcelos, virologista, defende que a vacina contra o zika será fundamental para eliminar a doença e que as medidas de prevenção não são efetivas por causa da falta de saneamento e baixo investimento em saúde e educação. Para o especialista, a teoria da “imunidade de rebanho” está correta, porém não consiste em erradicar de vez a doença, algo que poderia ser feito a partir do uso da vacina.

 

Cresce o número de vírus agressivo da dengue no país

 

Um vírus mais violento responsável pela dengue está avançando no Brasil desde o início do ano. Desde 3 de janeiro até o dia 28 de maio, 6,4% dos casos da doença correspondiam ao sorotipo 2 do vírus, segundo dados do Ministério da Saúde. No ano anterior, apenas 0,7% faziam parte desta categoria.

 

A dengue transmitida pelo mosquito Aedes aegypti possui quatro tipos diferentes de vírus, e o mais comum deles é o sorotipo 1, presente em 90,1% dos registros. O sorotipo 2 é considerado o mais agressivo, sendo o vírus que apresenta os casos mais graves da doença. São Paulo registrou 13,6% do segundo tipo do vírus, e é um dos estados com a porcentagem acima da média nacional. O Pará apresentou a maior taxa no país, com 33,3% casos confirmados.

 

Segundo especialistas, o avanço do sorotipo 2 deve-se ao fato do tipo 1 da dengue já ter contaminado uma grande parte da população. Considerando ser impossível uma pessoa contrair duas vezes o mesmo vírus, o sistema imunológico desenvolve anticorpos para a primeira contaminação mas enfraquece ao tentar neutralizar o novo sorotipo. Portanto, cada vez mais indivíduos estarão vulneráveis à transmissão do vírus mais agressivo da dengue.

 

Por Saúde Brasil

Brasil apresenta avanço nos casos de AIDS e revela situação preocupante

Adultos apresentaram aumento de 18,91% nos casos de AIDS em 15 anos, o que poderia ser consequência da falta de informação

 

Em pesquisa da ONU divulgada na última terça-feira (12), dados revelaram que o número de infectados com o vírus da AIDS no Brasil teve um aumento de 2,3% entre 2010 e 2015. Atualmente, é o país com o maior número de casos na América Latina e representa um retrocesso, visto que no mundo houve uma baixa de 4,5% de novas infecções.

 

O relatório do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (Unaids) informou que o Brasil registrou 44 mil infecções em 2015, o equivalente a mais de 5 por hora, com uma taxa de 15 mil mortes por ano. Os números alertam para a desvalorização das medidas preventivas e campanhas de conscientização sobre a AIDS no país. Segundo especialistas, é preciso reforçar a prevenção e dar atenção para toda a população de risco. Houve diminuição nas doações para o combate à doença, e apenas 6% do orçamento do governo seria utilizado para a prevenção.

 

Para Michel Sidibé, diretor executivo do Unaids, o Brasil perdeu força nos últimos anos na liderança do combate à AIDS como consequência da falta de atenção do governo. Além disso, alerta para uma possível epidemia caso a doença continue apresentando aumento nos outros países, o que será impossível controlar. Hoje, existem mais de 36 milhões de pessoas portadoras do vírus no mundo todo e apenas 40% recebem tratamento. A meta da ONU para erradicar a doença era até 2030, mas na situação atual corre-se o risco de perder todos os avanços já conquistados.

 

O Ministério da Saúde, por outro lado, defendeu-se considerando que os dados revelam uma estabilidade nos registros da AIDS, com tendência à diminuição. Para Sidibé, investimento em pesquisa e inovação poderiam proporcionar novas formas de prevenção, diagnóstico rápido e tratamento. O quadro atual demonstra que ainda é necessária a melhor distribuição de informação sobre os riscos da doença e tolerância da população para reforçar as campanhas de combate à AIDS no Brasil e no mundo.

 

Por Saúde Brasil

Imagem: Divulgação

Corte de gastos do Governo atinge medicina nuclear

O principal produtor de radiofármacos no país pode prejudicar 6 mil pacientes por dia devido à crise econômica que afeta o governo brasileiro. O Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen) sofre com a falta de verba, que precisaria de pelo menos mais R$ 50 milhões para não fechar as portas até agosto e continuar fabricando a substância capaz de realizar diagnósticos na medicina nuclear.

 

Os radiofármacos são substâncias químicas utilizadas para exames e tratamentos, como o tecnécio-99, importante no diagnóstico do câncer e doenças do coração. O Ipen é responsável por 95% dos radiofármacos produzidos, fabricando 38 tipos de medicamentos que são distribuídos para 430 clínicas e hospitais de medicina nuclear no país. O Sistema Único de Saúde (SUS) beneficia-se de um terço de toda a produção do instituto e a estimativa é de 1,5 milhão de pacientes no total por ano. A falta de dinheiro para importar o material necessário na fabricação dos medicamentos implicaria na paralisação do Ipen e consequentemente dos tratamentos realizados diariamente.

 

A situação mostra-se alarmante pois sabe-se que grande parte da população depende do SUS e a falta de recursos, aumentando também o custo dos exames, afetaria diretamente os pacientes. Além disso, a doença cardiovascular, diagnosticada a partir dos radiofármacos, está entre a maior causa de morte no país. Não há alternativas para o instituto, a não ser continuar recebendo a verba necessária para a produção dos medicamentos. Os radiofármacos não poderiam ter substituídos e nem importados de outros países, pois perdem rapidamente seu efeito.

 

O Ipen é gerenciado e financiado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. Apesar da crise econômica, o ministério informou que não existem riscos de desabastecimento dos produtos pois uma solicitação de adequação orçamentária já havia sido feita. O instituto ainda continua recebendo a matéria prima normalmente e, segundo o ministério, terá as solicitações atendidas.

 

Por Saúde Brasil

Campanha de vacinação infantil tem data alterada e se ajusta à recomendação da OMS

Poliomielite não apresenta casos no Brasil desde 1990 graças ao programa de imunização brasileiro

 

A Campanha Nacional de Vacinação contra poliomielite, comumente conhecida por campanha da gotinha, sofre alteração em seu calendário e métodos de aplicação. Neste ano, a mobilização passará a acontecer em setembro, um mês depois de quando o procedimento normalmente era feito. Além disso, a tendência é diminuir gradualmente a dose oral da vacina, com o objetivo de utilizar futuramente somente a vacina injetável. No dia da campanha, apenas quem não tiver a vacinação em dia irá receber a complementação da dose no posto.

 

O procedimento da vacinação da poliomielite é feito em 5 doses e tem como foco todas as crianças entre 6 meses e 5 anos de idade incompletos. A aplicação é feita aos 2, 4, 6 e 15 meses de idade e a última dose aos 4 anos. A campanha deste ano pretende ainda conscientizar para a atualização da vacinação em crianças de 9 a 14 anos. A alteração feita pelo Ministério da Saúde veio por indicação da Organização Mundial da Saúde (OMS), que visa a proteção da sociedade e, segundo infectologistas, não apresenta efeitos negativos.

 

O adiamento em um mês, de agosto para setembro, foi explicado pelo Ministério da Saúde como uma maneira de evitar problemas pela coincidência da data com a chegada dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos no Rio de Janeiro. Para os especialistas, essa mudança não causará nenhum dano às crianças que já tomaram outras doses da vacina. A diferença ainda é muito curta e, visto que não são registrados casos da doença há muito tempo, não existe nenhum risco de contaminação pelo adiamento.

 

A outra mudança refere-se à eventual erradicação da vacina oral na prevenção. Seguindo recomendação da OMS, a substituição pela vacina injetável significa mais garantia de proteção contra a poliomielite. A dose injetável era aplicada nas duas primeiras doses, e a partir de agora é indicada também na terceira. As doses restantes são feitas com a vacina oral como um reforço da proteção. A gotinha, apesar de ter sido responsável por acabar com a doença há 20 anos, apresenta riscos raros de causar paralisia, justamente o que pretende combater. Isso acontece porque a vacina é feita com o vírus atenuado e não com o vírus morto. A chance de ocorrer efeito adverso é muito baixa, mas, de qualquer maneira, existe o planejamento de deixar de produzir e utilizar a dose oral até 2020.

 

Verifique regularmente se sua carteira de vacinação está em dia e não deixe de se informar sobre as campanhas de imunização do governo.

 

Por Saúde Brasil

Imagem: Portal Brasil