São Paulo

Sua Saúde

SBP solicita providências contra a insegurança em locais de atendimento médico

SBP pede às autoridades providências contra a violência e a insegurança em locais de atendimento médico

 

Os Ministérios da Saúde e da Segurança Pública, bem como a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), foram instados pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) a providenciar medidas que assegurem maior proteção aos profissionais que fazem atendimento em UBSs, serviços de urgência e emergência (prontos-socorros e UPAs) e hospitais. O apelo vem logo após a revelação de um ataque sofrido por uma pediatra, no seu local de trabalho, por parte dos pais de um paciente.

“É incompatível com a missão de médicos e das unidades de saúde, no atendimento dos brasileiros que buscam a prevenção de doenças ou tratamento para seus diagnósticos, o convívio com a violência sob qualquer forma”, disse a presidente da SBP, dra Luciana Rodrigues Silva, após lembrar que o fato recente está diretamente lembrar de dados de pesquisa recente realizada pelo Datafolha, a pedido da SBP, que revelou a dimensão do problema da violência que afeta os pediatras brasileiros.

 

LESÃO CORPORAL - A médica Lyse Soares, de 34 anos, registrou o crime na delegacia. Um casal – Natália Jesus da Silva e Paulo Ricardo Rodrigues – foi filmado por câmeras de segurança enquanto batiam na profissional em um dos corredores onde ela atuava. A Polícia Civil investiga o crime de lesão corporal.

Em entrevista à emissora de televisão, a pediatra Lyse disse que ainda está traumatizada e que ficou afastada do trabalho durante dois meses por causa do estresse pós-traumático e, agora, tenta retomar a rotina de trabalho. "Quando eu acordei, o pessoal da enfermagem estava me segurando no corredor, onde a agressão tinha acontecido. Eu não sabia de nada. Minha colega falou ‘sua boca está sangrando'. Foi aí que eu vi que não era só um puxão de cabelo", explicou a médica.

Segundo relatou dra Lyse, foi o próprio agressor que chamou a polícia, alegando que seria a vítima. “Quando o polícia chegou, ficou assustado e falou: 'quem foi a médica que agrediu os pais?'. Eu falei: 'ninguém agrediu os pais, eu que fui agredida'. Eu não consigo ainda voltar para a emergência. Eu saí do meu trabalho, fiquei totalmente perdida. Eu não esperava nunca ser vítima de uma agressão física. Fico muito magoada porque essas coisas são cada vez mais comuns na nossa realidade", completou.

No pedido encaminhado pela SBP às autoridades, a entidade afirma que casos como o da pediatra Lyse Soares, de 34 anos, são inaceitáveis. “Trata-se de exemplo grave do grau de vulnerabilidade ao qual os serviços de saúde estão expostos. Nada justifica a violência a qual ela foi submetida no exercício de sua função”, cita o ofício.

 

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PEDIDO DA SBP - A presidente da Sociedade, dra Luciana Rodrigues da Silva, alerta também para outra ameaça. No seu entendimento, é preciso manter a paz no espaço interno dos estabelecimentos de saúde, mas também garantir o reforço na segurança em áreas próximas aos locais onde são oferecidas consultas, exames, cirurgias e internações, protegendo pacientes, familiares e profissionais da saúde da ação de grupos criminosos.

De acordo com o estudo, realizado em outubro de 2017, dois em cada 10 pediatras afirmam que sofrem com frequência situações de violência no trabalho. Esse problema afeta diretamente o cotidiano de 26% dos pediatras que trabalham apenas no SUS e de 26% dos que se dividem entre a rede pública e consultórios de planos de saúde. Entre os profissionais que atuam apenas em consultórios particulares, o indicador é um pouco menor (12%).

O sentimento de exposição à violência é maior entre as mulheres (24%) e nas faixas etárias que vão de 26 a 34 e de 35 a 44 anos (30%em cada uma). Do ponto de vista da distribuição geográfica, a percepção é mais significativa nas regiões Norte (26%) e Sudeste (25%). Por outro lado, ela é menor no Sul do País (16%) e nos municípios do interior (19%), que é seis pontos percentuais abaixo do que se relatado nas regiões metropolitanas (24%).

 

AGRESSÃO VERBAL - Os dados revelam ainda que um quarto dos entrevistados sofreu agressão no trabalho nos últimos 12 meses. A agressão verbal é a mais comum. Isso se traduz na forma de insultos, xingamentos, ofensas ou intimidações. No entanto, há relatos de agressões físicas e psicológicas.

Dentre as mulheres, 26% informaram ter passado por esse tipo de situação no período apurado. Do ponto de vista da idade, os problemas foram vivenciados por 39% dos que têm idades de 26 a 34 anos. Logo depois, vem os que estão inseridos na faixa de 35 a 44 anos, dentre os quais 35% passaram por essa dificuldade.

Do ponto de vista de distribuição geográfica, as regiões onde houve maiores relatos de casos de agressão contra pediatras em ambiente de trabalho, nos últimos 12 meses, foram, respectivamente: Sudeste (25%), Norte (24%) e Nordeste (24%). As situações são mais frequentes nas regiões metropolitanas (25%). (Com informações de agências)

Grande São Paulo tem ‘Dia D’ de vacinação contra a gripe neste sábado

SP já vacinou 3 milhões de paulistas desde o início da campanha; na Grande SP, 1,3 milhão de pessoas já estão imunizadas

 

         A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo promove neste sábado, 12 de maio, o Dia D da campanha de vacinação contra gripe, que acontece em todo o território paulista e, inclusive, em postos da Grande São Paulo, que abrange o Alto Tietê, Grande ABC, e as regiões de Franco da Rocha e Osasco.

Por todo o Estado de São Paulo, cerca de 36 mil profissionais estarão mobilizados para vacinar a população em mais de 6,5 mil postos fixos e volantes. Somente no interior e litoral paulista, serão cerca de 5,5 mil postos. Outros 580 estarão em funcionamento na Grande São Paulo, e mais 530 especificamente na capital. A ação contará com o apoio de mais de 2,3 mil veículos, entre carros, ônibus e barco.

Desde o início da campanha, em 23 de abril, até o momento, 3 milhões de paulistas já foram imunizados em SP. A expectativa é vacinar, até 1º de junho, 10,7 milhões de pessoas contra o vírus Influenza, o que corresponde à meta de 90% da população-alvo definida para a campanha. Na Grande São Paulo, foram imunizadas 1,3 milhão de pessoas, das 4,8 milhões previstas na meta.

O alerta especial é para que os pais ou responsáveis levem as crianças aos postos, pois, até o momento, apenas 112 mil crianças menores de cinco anos foram imunizadas na Grande São Paulo. Doses também já foram aplicadas em cerca de 930 mil idosos; mais de 45,1 mil doentes crônicos; 180,5 mil profissionais de saúde; cerca de 32 mil gestantes e 8 mil puérperas (mães que tiveram seus filhos nos últimos 45 dias), entre outros.

 

         “O ‘Dia D’ deste sábado é uma oportunidade para que as pessoas que têm rotinas mais intensas durante a semana possam comparecer aos postos e garantir sua proteção contra a gripe. A vacinação é gratuita e está disponível para todos os grupos do público-alvo”, afirma a diretora de Imunização da Secretaria, Helena Sato. “A vacina não provoca gripe em quem tomar a dose, já que é composta apenas de fragmentos do vírus que causam a devida proteção, mas são incapazes de causar a doença”, explica.

Segundo recomendação da OMS (Organização Mundial de Saúde), a vacina de 2018 irá prevenir a população alvo contra o vírus Influenza dos tipos A (H1N1), A  (H3N2) e B.

A vacina é produzida pelo Instituto Butantan, unidade vinculada à Secretaria, que neste ano disponibilizou 60 milhões de doses ao Ministério da Saúde para a realização da campanha em todo o Brasil.

 

 Etapas da campanha de 2018

  • Etapa 1: iniciada em  23 de abril, para trabalhadores de saúde, pessoas com idade de 60 anos e indígenas;
  • Etapa 2: iniciada em 2 de maio, para crianças com idade maior que 9 meses e menor que 5 anos, gestantes, puérperas com até 45 dias após o parto;
  • Etapa 3: a partir de 9 de maio, para pacientes diagnosticados com doenças crônicas, professores, e outros;
  • Dia D: dia 12 de maio, para todos os grupos do público-alvo.

 

Confira a população-alvo da campanha de vacinação, por região*:

Região

População-alvo

Grande São Paulo

5.408.306

Araçatuba

213.805

Araraquara

275.690

Marília

350.107

Barretos

125.373

Bauru

503.912

Campinas

1.136.860

Franca

181.034

Piracicaba

389.354

Presidente Prudente

222.270

Vale do Ribeira

81.336

Ribeirão Preto

399.774

Baixada Santista

534.693

São João da Boa Vista

234.490

Vale do Paraíba

701.932

São José do Rio Preto

517.523

Sorocaba

626.009

 * Meta é vacinar 90% da população-alvo em cada região

Imunização

Catapora


Causada pelo vírus varicella zoster e também conhecida como varicela, a catapora é uma doença infecciosa aguda, comum na infância, mas que também se manifesta em pessoas adultas não vacinadas.


Causas e consequências


A catapora se espalha por via aérea, espirro, tosse e pode ser transmitida antes mesmo das marquinhas redondas e avermelhadas, típicas da catapora, aparecerem no doente. Em casos mais severos, é possível haver dor no peito, dificuldade para respirar, vermelhidão não só nas manchas e coceira intensa.

Em geral, nas crianças, a catapora é inofensiva, mas existem casos de complicações neurológicas e comprometimento de fígado e rins. Já em adultos, os sintomas podem ser mais sérios, com risco inclusive de pneumonia intersticial e problemas renais.


Tratamento


A terapia é feita com antivirais (como o aciclovir) recomendados pelo médico. É importante não usar medicamentos como anti-inflamatórios e antitérmicos comuns se houver suspeita de catapora. Eles podem levar a uma complicação muito grave que é a Síndrome de Rey, causando inflamação no cérebro e acúmulo de gordura no fígado.


Meningite


A meningite é uma infecção causada por vírus, bactérias ou outros micro-organismos nas membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. Trata-se de uma doença considerada endêmica, com ocorrência de surtos e epidemias ocasionais, que podem acontecer o ano todo, mas que pode ser evitada com vacinas.


Causas e consequências


Geralmente, a meningite se propaga no inverno, favorecida pelas condições climáticas. A forma mais grave é a da meningite C ou bacteriana, também conhecida como meningocócica.

Repentina e de rápida evolução, esta doença pode levar à morte em um prazo de 24 a 48 horas a partir dos primeiros sintomas. Os mais comuns deles são rigidez na nuca, dor de cabeça intensa, febre, vômitos, fotofobia e intolerância a ruídos. No surgimento desses sintomas, a pessoa deve imediatamente procurar atendimento médico especializado.

Uma punção lombar feita pelo médico irá identificar se a pessoa está ou não com meningite. Os mesmos sintomas e procedimentos valem para as várias formas de meningite, inclusive a viral, menos agressiva, mas que também demanda atenção especial e repouso absoluto.

Se não tratada com rapidez e eficiência, a meningite pode também deixar sequelas, tais como surdez, dificuldade de aprendizado e comprometimento cerebral.


Tratamento


Em geral, é feito à base de antibióticos. O médico que identificar a doença poderá decidir que tipo de remédios devem ser prescritos. Anti-inflamatórios podem ser ministrados para aliviar os sintomas. As meningites causadas por fungos bem como pelo bacilo da tuberculose demandam tratamento longo, com antibióticos e até quimioterápicos via oral ou endovenosa.


Pertussis (Coqueluche)


Causada pela bactéria bordetella pertussis, a coqueluche é uma doença infecciosa que compromete o aparelho respiratório e ataca principalmente adolescentes e adultos jovens. Em bebês, que podem pegar a doença através das gotículas de saliva contaminada de pessoas doentes – os perdigotos, comuns em espirros e na tosse, é grande o índice de levar o portador à morte.


Causas e consequências


A doença é dividida em fases: a catarral, a fase aguda e a convalescença. Os primeiros sintomas da fase catarral são leves, muitas vezes confundidos com os de uma gripe - coriza, mal-estar, febre e tosse. A fase seguinte é a da tosse seca, contínua. Na fase aguda, surge a dificuldade de engolir, tosse seca e inspiração forçada e prolongada além de vômitos. As formas graves da doença podem causar desidratação, pneumonia, convulsões, lesão cerebral e morte.


Tratamento


O médico que diagnosticar a doença poderá decidir que tipo de remédios devem ser ministrados, de acordo com a gravidade da doença. Consiste basicamente no uso adequado de antibióticos.


Gripe


É uma doença infecciosa aguda causada pelo vírus ARN da família Orthomyxoviridae, a mesma dos vírus Influenza. Frequentemente, a gripe é confundida com o resfriado, no entanto, há diferenças significativas. Grosso modo, a gripe chega de uma vez, enquanto o resfriado se instala aos poucos.


Causas e consequências


A forma mais habitual de contágio da gripe é o contato pessoa a pessoa. Ou seja, aquele que está com a gripe transmite o vírus da doença a pessoas próximas ao espirrar ou tossir. O vírus é transportado pelos perdigotos, pequenas gotículas que a pessoa dispara ao espirrar ou tossir. Por isso é bastante comum em países do primeiro mundo as pessoas gripadas usarem máscaras diante da boca e do nariz. Não se trata de um gesto pessoal, apenas, mas de cuidado com o próximo.

 


As consequências da gripe podem ser várias, dependendo da gravidade da doença. Em casos mais severos, a gripe pode levar à pneumonia e à morte, dependendo do grau de resistência do doente. Em 1918, por exemplo, a gripe espanhola foi responsável pela morte de mais de vinte milhões de pessoas ao redor do mundo


Tratamento  


A vacinação é o principal meio de prevenir a incidência da gripe. Uma vez com gripe, o doente deve tentar isolar-se do contato com pessoas não infectadas e também tomar alguns cuidados para aliviar os sintomas e o desconforto, como: ingerir muito líquido – principalmente água, limpar o nariz com soro fisiológico, para ajudar a eliminar as secreções e redobrar o cuidado com a alimentação (consumir alimentos saudáveis e não trocar comida por doce). Na dúvida, converse sempre com o seu médico.


Medicina do Viajante


É caracterizada como um conjunto de medidas preventivas para evitar que doenças comuns em um ambiente diverso possam causar transtornos para a pessoa que sai de sua cidade, seja por lazer ou a trabalho.


Causas e consequências


As autoridades locais costumam ter conhecimento sobre os problemas de saúde pública que um viajante pode enfrentar dependendo da região para onde vai. Por exemplo, casos de doenças internacionais, como a SARs, que entre os anos de 2002 e 2004 disseminou um problema respiratório em várias partes do planeta, a partir de uma localidade na China. Foram os viajantes, em contato com os agentes transmissores locais, os responsáveis pela transmissão da SARs ao voltarem para seus países de origem.

 


A febre amarela também ainda é muito comum em algumas localidades, por isso há países que exigem a vacinação contra a doença para permitir a entrada do viajante.


Tratamento


Depende de cada caso, uma vez que as doenças têm de ser investigadas uma a uma, de acordo com a região para onde o viajante foi.

No Brasil, a função de monitorar as doenças que aparecem dentro e fora do país cabe à Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa. Dependendo da cidade, existem núcleos específicos de medicina do viajante, onde médicos infectologistas e sanitaristas podem orientar o viajante sobre o tipo de prevenção e até mesmo que vacina tomar, para evitar problemas nas viagens.


Febre Amarela


A febre amarela é uma doença infecciosa aguda, de curta duração (cerca de 10 dias), com gravidade variável, causada pelo vírus da febre amarela, que ocorre na América do Sul e na África.

 


Há dois tipos de febre amarela:  a Silvestre, transmitida pelo mosquito Haemagogus, e a urbana transmitida por outro vetor, o mosquito Aedes Aegypti, que é o mesmo que transmite a dengue, chikungunya e zika vírus.

Felizmente, a forma urbana já foi erradicada no Brasil. O último caso de febre amarela desse tipo registrado no país foi em 1942, no Acre. Já a forma Silvestre tem acontecido dentro de um ciclo considerado natural pela Organização Mundial de Saúde, com episódios de aumento no número de casos de tempos em tempos.


Sintomas


Dentre as manifestações clínicas da Febre Amarela, podem ocorrer:

  • Febre
  • Dor de cabeça
  • Calafrios
  • Dores no corpo
  • Náuseas
  • Vômitos
  • Mal-estar geral importante



Nos casos graves, podem acontecer hemorragias ou sangramentos de gengivas, nariz, estômago e intestino.


Diagnóstico


O processo de diagnóstico da Febre Amarela requer atenção criteriosa por parte do médico, além de exames laboratoriais específicos. Essa avaliação detalhada é fundamental para diferenciar formas da febre amarela com outras doenças infecciosas graves.


Tratamento


Não há uma abordagem específica capaz de curar o paciente com febre amarela. Contudo, para evitar que o quadro evolua, o tratamento é feito basicamente com hidratação e com a indicação de medicamentos que não contenham ácido acetil salicílico.

Em fase de intoxicação, com sintomas mais intensos, o paciente deve ser tratado e acompanhado no hospital. A ciência também ainda não conseguiu determinar quais pacientes vão evoluir e que podem, inclusive, morrer em função das complicações da febre amarela, e quem poderá se recuperar da doença. O que se sabe é que há pacientes que conseguem sobreviver e ter novamente sua qualidade de vida.

É importante seguir a orientação médica e não tomar medicamento por conta própria.


Conheça as áreas de risco no Brasil


A recomendação atual do Ministério da Saúde é que viajantes nacionais e internacionais se vacinem contra a febre amarela aos que se dirigem as seguintes regiões do país:

  • Estados e municípios das Regiões Norte e Centro-Oeste
  • Para todos os municípios do Maranhão e Minas Gerais
  • Para os municípios localizados ao sul do Piauí
  • Oeste e sul da Bahia
  • Norte do Espírito Santo
  • Noroeste de São Paulo
  • Oeste dos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul



Mais informações podem ser obtidas acessando o site www.saude.gov.br ou pelo Disque Saúde: 0800 61 1997.

 


Como prevenir a Febre Amarela


A vacina é uma das formas mais eficazes contra a febre amarela. Ela é gratuita e está disponível nos postos de saúde e também nas salas de vacinação em portos, aeroportos e fronteiras.  

 


Não é recomendável apenas para pessoas que estão com baixa imunidade, para quem esteve doente ou dependa de avaliação médica. Nesses casos, é necessária orientação individualizada.


Recomendação aos viajantes


Quem for viajar para áreas de risco e não tiver contraindicação, deve tomar a vacina dez dias antes da viagem. Pessoas que já foram vacinadas há mais de dez anos, basta tomar uma dose de reforço e seguir viagem, não sendo necessário esperar os dez dias para garantir sua proteção.

Lembre-se de guardar o comprovante, pois poderá ser necessário apresentá-lo quando viajar para áreas de risco.


Certificado de vacinação


No Brasil não é exigido o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia para entrada no país. No entanto, vários países exigem o Certificado Internacional de Vacinação, diferente do comprovante comum.

 


Para efetuar a troca do cartão de vacinação, deve-se procurar um dos postos da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em qualquer um dos portos, aeroportos, passagens de fronteiras ou sedes da Coordenação no país.

Mais informações no site 
www.anvisa.gov.br/viajante ou para saber quais países solicitam vacinação obrigatória contra a febre amarela acesse http://www.anvisa.gov.br/hotsite/viajante/2015-ith-county-list.pdf


Cuidados para evitar a Febre Amarela Urbana

 


É necessário adotar medidas preventivas de combate ao mosquito Aedes Aegypti, transmissor da dengue, da febre amarela urbana, chikungunya e zika vírus, como:

  • Evitar acúmulo de água limpa parada
  • Não deixar garrafa vazia sem tampa em local que possa ser enchida com água de chuva
  • Colocar areia no prato de vasos para evitar acúmulo de água
  • Guardar pneus em local seco e seguro (ou, no mínimo, fazer furos no pneu e mantê-lo em pé)
  • Manter a caixa d’água limpa e completamente tampada
  • Não jogar lixo em terreno baldio

 

DST/AIDS

Gonorreia


Trata-se de uma doença sexualmente transmissível causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae, que se espalha pela corrente sanguínea e causa feridas na pele. Afeta principalmente a uretra, o canal entre a bexiga e o meio exterior.


Causas e consequências  


A gonorreia pode manifestar seus primeiros sinais 24h depois de uma relação sexual sem uso de proteção, tamanha a sua agressividade. Geralmente, ocorre o aparecimento de um líquido branco e pastoso, uma secreção que lembra o pus e que se vê na roupa íntima. Pode causar esterilidade, tanto em homens quanto em mulheres, dependendo do grau de sua evolução.


Tratamento


A partir do diagnóstico, feito com base na realização de exames específicos, o médico determina qual a melhor medicação par combater a gonorreia. Atualmente, o método mais prescrito pelos profissionais é a dose única de azitromicina, um antibiótico usado para tratar infecções.


Sífilis


A sífilis é uma doença sexualmente transmissível causada pela bactéria chamada Treponema pallidum, mas que também pode ser transmitida via vertical, de mãe para filho durante o período de gestação, parto ou amamentação.


Causas e consequências


No caso da transmissão de mãe para filho, a doença afeta o infectado durante toda a sua fase de crescimento. Pode causar danos ao coração e ao sistema nervoso central. Se não tratada por um profissional médico, dependendo do estágio da doença, a sífilis pode ser fatal.


Tratamento


São utilizados antibióticos, geralmente com penicilina G. Não se deve fazer uso da medicação sem orientação médica, que pode ser feita tanto pelo clínico quanto pelo dermatologista. O médico deve orientar sobre a duração do tratamento, que costuma levar algumas semanas, dependendo do grau de evolução da doença.


HPV

 


É o nome mais conhecido para o papilomavirus humano, grupo de vírus que compõem as doenças sexualmente transmissíveis (DST) que afeta homens e mulheres. O HPV também pode ser transmitido via vertical, ou seja, de mãe para filho durante o período de gestação, parto ou amamentação. A pessoa enferma apresenta verrugas na pele tanto na região oral (cordas vocais, boca, lábios) quanto na genital e uretra, em sua forma mais visível.


Causas e consequências

 
O HPV é uma doença transmitida, na maioria dos casos, por via sexual. No caso dos homens, a identificação é mais simples, em decorrência das características anatômicas dos órgãos sexuais masculinos. De todo modo, se não tratado, pode evoluir para um câncer de pênis.

Como na mulher a identificação é mais difícil, muitas vezes a paciente não procura um médico acreditando que possa ser apenas de um pequeno machucado e o HPV torna-se mais preocupante, uma vez que se não diagnosticado e tratado corretamente, pode evoluir para um câncer genital, de colo de útero, vagina e vulva.


Tratamento


É feito à base de medicamentos. Uma boa forma de prevenir as chances de a doença se instalar é evitar relações sexuais desprotegidas (sem preservativos) com indivíduos que possam estar contaminados. Somente um médico especialista poderá indicar a melhor forma de tratamento para quem contrai o HPV.


Hepatite C


É uma doença do fígado, causada por transmissão do vírus HCV, descoberto em 1989, que se manifesta de maneira silenciosa e, por isso, de difícil diagnóstico a tempo de garantir seu tratamento adequado e a cura. De modo geral, nas fases mais agudas, o doente apresenta cansaço, falta de apetite, náuseas, algumas dores nas articulações e perda de peso.


Causas e consequências


Correm o risco de adquirir hepatite C as pessoas que compartilham seringas e agulhas (uso de drogas injetáveis), que praticam sexo desprotegido (sem camisinha) e também estão sujeitas à contaminação as pessoas que necessitam fazer transfusões de sangue. A hepatite C ainda pode ser transmitida de mãe para filho ou pelo uso de instrumentos não esterilizados utilizados para manicure, pedicure, podologia, piercings e tatuagens.

A hepatite C é conhecida no mundo todo como a “epidemia oculta” porque sua proporção é endêmica, mas a maioria das pessoas desconhece sua existência. Pode provocar câncer de fígado, além de fibrose e, mais tarde, cirrose. Varizes esofágicas ou gástricas também podem ocorrer em alguns casos.


Tratamento


A evolução clínica é bastante lenta, pode levar de 20 a 30 anos, e seus sintomas são inespecíficos. Assim, para determinar o tratamento, o médico responsável pelo caso terá de avaliar em que fase da doença o paciente se encontra. De acordo com essa avaliação, o médico poderá decidir que medicação paliativa pode ser aplicada. A hepatite C é tida como a principal causa de transplantes de fígado.


Hepatite B


Trata-se de uma doença inflamatória e infecciosa que ataca o fígado, transmitida por vírus e altamente contagiosa. Em geral, a hepatite B permanece ativa por até seis meses. Se persistir depois desse período, torna-se crônica.


Causas e consequências


A pessoa adquire hepatite B através de contato com sangue, saliva ou sêmen infectados. Há casos de transmissão por leite materno e outros fluídos corporais, porém é mais decorrente de relações sexuais desprotegidas, compartilhamento de seringas e transfusão de sangue. Instrumentos para colocação de piercings e agulhas para tatuagens também podem causar a transmissão do vírus VHB.

Em cerca de 90% dos casos, os pacientes adequadamente tratados se curam, mas há episódios em que o paciente desenvolve cirrose hepática. Outra consequência da doença é o carcinoma hepatocelular, o câncer do fígado.


Tratamento


O tratamento é paliativo, pois em até 90% dos casos o próprio organismo elimina a doença. De todo modo, a escolha dos medicamentos está vinculada aos resultados de AgHbs, AgHbe/anti Hbe, DNA-VHB, ALT/AST. O médico especialista saberá avaliar que tipo de tratamento é o mais adequado em cada caso.


Aids


A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, AIDS, é uma doença causada pelo vírus do HIV, Vírus da Imunodeficiência Humana que destrói as células responsáveis pela defesa do organismo. Dessa forma, a pessoa fica vulnerável a outras infecções e doenças oportunistas, chamadas assim por surgirem nos momentos em que o sistema imunológico do indivíduo está enfraquecido.

 


A AIDS não tem cura, mas tem tratamento. Seguindo os cuidados necessários, é possível levar uma vida normal e com qualidade.
    


Incidência de Aids


Os grupos mais vulneráveis ao vírus do HIV, causador da AIDS, são:

  • Homossexuais masculinos
  • Heterossexuais com vida sexualmente ativa
  • Usuários de drogas
  • Adolescentes (nem sempre usam preservativos ou não sabem manusear)
  • Idosos (acima de 60/ 65 anos que mantém vida sexual ativa)

 



Formas de Transmissão


A transmissão do HIV acontece pela relação sexual sem proteção (oral, vaginal ou anal), pelo compartilhamento da mesma seringa ou agulha e pela mãe infectada que pode passar o vírus para o filho durante a gravidez, o parto e a amamentação.

Alguns mitos e equívocos envolvem a contaminação pelo HIV. O vírus não é transmitido por meio de:

  • Tosse, espirros ou pelo ar
  • Copos e talheres compartilhados com pessoas infectadas
  • Contato com vasos sanitários
  • Piscinas
  • Alimentos preparados por um portador do vírus
  • Beijo, aperto de mão ou abraço
  • Sexo com camisinha



Sintomas

 


Qualquer pessoa pode estar exposta ao vírus do HIV ou tê-lo em nosso organismo, sem saber. Os sintomas iniciais, que podem durar em média duas semanas, são semelhantes a várias outras doenças, dentre eles:

  • Febre persistente
  • Dor de cabeça.
  • Dor de garganta
  • Calafrios
  • Dor muscular
  • Manchas na pele
  • Gânglios ou ínguas (embaixo do braço, pescoço ou na virilha)



Diagnóstico Precoce


Quanto antes a doença for diagnosticada, maior será a chance de iniciar o tratamento no momento adequado e de manter a qualidade de vida.

Por isso, qualquer pessoa, independentemente da idade, que sinta a necessidade de verificar se é portador ou não do vírus, pode fazer o teste anti-HIV. Ele é gratuito, sigiloso e está disponível na rede pública de saúde.

Então, se você teve algum comportamento de risco, como relação sexual sem proteção, usou seringa ou agulha emprestada ou compartilhou alicate de unha ou lâmina de barbear com alguém que é soropositivo, faça o teste anti-HIV.

O mesmo vale para toda mulher que esteja grávida. Se o médico não pediu ainda, solicite a ele, é seu direito fazer o teste anti-HIV e também de outras doenças sexualmente transmissíveis.


Tratamento


A AIDS não tem cura, mas tem tratamento. Com os avanços na medicina e pesquisas que propiciam o desenvolvimento de medicamentos cada vez mais eficazes, além da experiência dos profissionais de saúde, o portador do vírus tem vivido por mais tempo e com mais qualidade.

O tratamento é baseado em medicamentos anti-retrovirais, que são oferecidos gratuitamente pelo Governo. Para ter acesso, basta procurar ajuda médica em um dos hospitais especializados em DST/AIDS. O atendimento é garantido pelo SUS.

É importante lembrar que a eficácia do tratamento dependerá da adesão do paciente. É difícil tomar por toda a vida e no mesmo horário de sempre, um coquetel de medicamentos sem falhar nunca, mas é necessário ter força de vontade e persistência para preservar a saúde e qualidade de vida.


Prevenção


Algumas medidas simples podem garantir a prevenção contra a AIDS:

  • Use preservativo nas relações sexuais
  • Não compartilhe seringas, nem outros objetos perfurantes ou cortantes
  • Faça o teste anti-HIV no pré-natal (se possível antes, no planejamento familiar, ou pelo menos logo que a mulher saiba que está grávida)
  • Não amamente seu filho (se a mãe for soropositiva)

 

Doenças Metabólicas

Diabetes Tipo 1


É uma doença autoimune em que se manifesta o aumento de glicemia, o açúcar no sangue. Essa falha é causada pela ação adulterada da insulina, ela interfere na metabolização da glicose, que deve fornecer energia ao organismo que acaba fabricando anticorpos que destroem as células do pâncreas responsáveis pela produção da insulina. O Diabetes tipo 1 acomete principalmente crianças e adolescentes, que são dependentes da insulina a partir do diagnóstico da doença.


Causas e consequências


O Diabetes Tipo 1 ocorre quando o pâncreas para de produzir insulina. Quando essa substância é ausente ou ela não cumpre o efeito adequado, ocorre a chamada resistência à ação da insulina, que resulta no crescimento da glicose no sangue.  

Ocorre um desequilíbrio generalizado nas funções do organismo e o doente costuma sentir muita sede, urina além do normal, também emagrece muito, mesmo comendo além do que costumava comer antes, e pode desenvolver problemas no coração e nos rins.


Tratamento


Aplicações de insulina e dieta restrita com baixos níveis de carboidratos associada à atividade física regular, sempre com orientação médica adequada.


Diabetes Tipo 2

 


É uma doença em que se manifesta o aumento de glicemia (o açúcar no sangue), sobretudo em pessoas com problemas de obesidade. Há uma deficiência na secreção de insulina, fundamental para metabolizar a glicose, que é a fonte de energia do organismo. É a forma mais comum da diabetes e acomete mais adultos, a partir dos 40 anos, de forma silenciosa, sem sintomas evidentes.

Causas e consequências  


É uma doença típica da civilização moderna ocidental, onde as pessoas comem mais e de forma desequilibrada e também praticam menos exercícios, o que acarreta em obesidade, principal causa do Diabetes tipo 2. A insulina não consegue cumprir seu papel de transportar a glicose do sangue para dentro da célula para que sirva de energia.

Podem surgir problemas de visão, com possibilidade de lesão da retina, a chamada retinopatia diabética, e risco de catarata. Há possibilidade de ocorrência de insuficiência renal (e necessidade de diálise), doenças cardiovasculares, acidente vascular cerebral (AVC), dificuldade de cicatrização. Também é a causa de gangrena nos membros, principalmente inferiores (pé diabético), que têm de ser amputados.


Tratamento


Inicialmente, recomenda-se a prática de exercícios físicos regulares e alteração da dieta alimentar. Deve-se reduzir o consumo de massas e doces, incluindo administração moderada de frutas que contenham grau elevado de açúcar. O médico responsável pelo diagnóstico também poderá prescrever o uso de medicamentos específicos


Hipotireoidismo


O hipotireoidismo é uma das doenças endocrinológicas mais predominantes que afeta a tireoide, uma das maiores glândulas do corpo humano. A tireoide é responsável pela produção dos hormônios T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina), que atuam em todos os sistemas do nosso organismo. Pesa entre 15 e 25 gramas (no adulto) e localiza-se na parte anterior do pescoço, logo abaixo da região do Pomo de Adão (conhecida como ‘gogó’).

 


Qualquer pessoa está sujeita a ter uma alteração nesta glândula que quando não está funcionando adequadamente pode resultar em duas ocorrências:


Hipertireoidismo – quando há liberação de hormônios em excesso.
Hipotireoidismo – quando há quantidade insuficiente de hormônios, ou seja, há produção menor que o normal.

Sintomas


Os sintomas ocorrem em função da diminuição dos processos metabólicos. Portanto há manifestações consideradas genéricas, ou seja, muito gerais, pois pode decorrer de qualquer parte do organismo.

Na fase inicial, alguns dos primeiros sintomas que podem servir de alerta são:

  • Alterações de humor
  • Alterações no sono
  • Redução de memória
  • Alteração na frequência cardíaca
  • Diminuição do ritmo intestinal



Com o passar do tempo, se não diagnosticada, a doença causa mais prejuízos em vários órgãos e sistemas do nosso organismo, como a diminuição da função cardíaca ou alterações de ordem reprodutiva (ovulação inadequada).
Acima de 60 anos, todo paciente, além de rastrear o hipotireoidismo, quando já acometido pela doença, deve redobrar a atenção e ficar atento aos seguintes sinais:

  • Pele muito ressecada, mais suscetível a ferimentos
  • Hematomas
  • Unhas fracas e quebradiças
  • Queda de cabelo se intensifica



Se o paciente não for diagnosticado e tratado, os sintomas vão piorando. O organismo do paciente passa a trabalhar como se estivesse em câmera lenta e pode desenvolver várias complicações como anemia, insuficiência cardíaca, hipotermia e depressão.


Diagnóstico


O hipotireoidismo não pode ser prevenido, pois é uma doença autoimune. O que pode se fazer é o diagnóstico precoce. A detecção é baseada no exame de sangue para avaliar a dosagem do TSH e, em alguns casos, também em exame de imagem (ultrassonografia) da glândula.

 


É preciso estar muito atento, pois o hipotireoidismo pode ser confundido com outras doenças. Isso acontece, principalmente, nas mulheres na época da menopausa. Nessa fase, é comum o hipotireoidismo ser associado, por exemplo, à depressão, a sintomas da menopausa e do climatério.

No caso de mulheres grávidas, é fundamental que os cuidados comecem ainda na gestação. Nesse período, as gestantes devem ser muito bem acompanhadas pelo médico. Durante a gestação, o feto necessita do hormônio tireoidiano materno para o desenvolvimento adequado do sistema nervoso central. A tireoide do bebê só irá se desenvolver no final da gestação.


Tratamento


Felizmente, a medicina já garante um tratamento eficaz para o hipotireoidismo. Tomando medicação, de acordo com a orientação médica, todos os dias e em horário recomendado, os sintomas vão diminuindo de forma lenta e gradual.

A dose da medicação deve ser muito adequada a cada caso. Se for a menos, a doença evolui e prejudica o desempenho do indivíduo no dia a dia. Se tomada em excesso pode também prejudicar o organismo e aumentar o risco de um infarto ou de um AVC.


O ideal é que não suspenda, nem troque de medicamento ou de marca de remédio por conta própria. Por isso, a relação entre médico e paciente também deve ser de muita transparência. Afinal, o tratamento é por longo tempo. Em geral, por toda a vida.

 

Cuidados


Alimentos, por exemplo, diminuem a absorção do remédio e podem atrapalhar o tratamento. Por isso, o medicamento deve ser tomado cerca de uma hora antes do café da manhã.

Uma boa dica, para não esquecer de tomar o remédio, é deixá-lo na cabeceira da cama e tomá-lo ao acordar, ainda em jejum. Assim, ele irá agir pelo resto do dia, conforme as necessidades do organismo.

Outro cuidado importante: o comprimido deve ser tomado todo dia, mas caso se esqueça de tomá-lo antes do café da manhã, espere por pelo menos duas horas e, então, tome o remédio. Nunca próximo às refeições.
Recomenda-se também alguns outros cuidados:

  • Alimentação saudável
  • Não fumar
  • Adotar opções de lazer
  • Evitar estresse e situações ambientais que possam enfraquecer o organismo



Se você suspeita que tenha os sintomas do hipotireoidismo ou identificou qualquer tipo de caroço ou irregularidade na sua tireoide, procure um médico e peça um exame de TSH.


Quanto antes detectada a doença, melhor para o paciente. A partir daí será viável iniciar um tratamento adequado.

Doenças Genéticas

Doença de Gaucher


É uma deficiência na enzima beta-glicosidase que tem a função de fazer a digestão de lipídios (gorduras) dentro das células, mais especificamente do glicocerebrosídeo, substância gordurosa que quando não é digerida faz com que a célula inche.  


Causas e consequências


A Doença de Gaucher é hereditária autossômica, porque a falha genética aparece num dos pares de cromossomos autossômicos, e recessiva porque surge da herança de duas cópias defeituosas do gene, uma da genitora e outra do genitor.

Os sinais e sintomas variam. O doente geralmente apresenta cansaço, dor óssea crônica, anemia, inchaço do abdômen decorrente do aumento do fígado e do baço são observados com frequência na doença de Gaucher e também diminuição do número de plaquetas.


Tratamento


Primeiramente, é primordial determinar os valores da atividade enzimática. Nos pacientes com Doença de Gaucher, o nível de atividade da enzima fica 30% abaixo do normal e a terapia é indicada de acordo com a gravidade e taxa de progressão da doença, podendo incluir reposição enzimática e redução de substrato.


Doença de Fabry


Na Doença de Fabry, a deficiência da enzima alfa-galactosidase (α-Gal A) leva o organismo a acumular uma substância adiposa (globotriaosilceramida, também conhecida como Gb3) principalmente nas paredes dos vasos sanguíneos. Se não tratada, a doença ao evoluir pode afetar quase todos os órgãos: cérebro, coração, rins, pele, olhos, sistema nervoso e sistema gastrointestinal.


Causas e consequências


É uma das chamadas doenças genéticas que tem origem no próprio organismo do paciente, muitas vezes por carga hereditária. Embora a criança já nasça com a Doença de Fabry, os sinais e sintomas costumam demorar a aparecer. Nos homens podem surgir entre 3 e 10 anos e nas mulheres, entre 6 e 15 anos.

 


São comuns manchas vermelhas como se fossem pequenas pintas conhecidas como angioqueratomas e que aparecem na região da virilha, coxas, pernas, nádegas e região do umbigo. Não há risco de perda da visão, mas a córnea fica opaca. Pode haver perda auditiva, diminuição da função dos rins com possível evolução para insuficiência renal, tontura, vertigem, dor de cabeça, nas mãos e nos pés que depois se espalham pelo corpo e AVCs. Na pessoa que sofre de um derrame antes dos 55 anos deve ser investigada a possibilidade de ser portadora da Doença de Fabry.


Tratamento


A dificuldade está em confirmar o diagnóstico antes de optar pelo tratamento adequado. Nos homens, a confirmação diagnóstica se dá por meio de um exame de sangue que mede a atividade da enzima α-Gal A. O diagnóstico na mulher é mais difícil, pois as manifestações clínicas podem ser mais leves e tardias, e o estudo enzimático pode ser normal, devendo ser realizado o estudo do gene GLA para a confirmação do diagnóstico. Em todos os casos, convém consultar um médico de sua confiança.


Doença de Pompe


A Doença de Pompe decorre de um problema nas células que formam os músculos. Para que nossos músculos possam funcionar, e assim conseguirmos andar, pular e correr, estas células precisam da energia que é obtida através do glicogênio, uma espécie de “açúcar” proveniente dos alimentos e gerado por um processo metabólico. Este glicogênio é armazenado nas células em uma estrutura chamada lisossomo.

 


Para que as células do tecido muscular possam utilizar esta substância, ela precisa ser disponibilizada pela da ação de uma enzima chamada alfa-glicosidase ácida. Nos portadores da Doença de Pompe, essa enzima está reduzida ou mesmo em falta. Assim, o glicogênio em vez de ser utilizado como fonte de energia, passa a ser acumulado nos lisossomos, levando à destruição das células do tecido muscular.


Causas e consequências


As alterações genéticas podem ser frequentemente herdadas ou ocorrer como resultado de mutações aleatórias, como na maioria dos casos. A dificuldade para firmar o pescoço, o aumento da língua, atraso no desenvolvimento motor e dificuldade para deglutir são algumas das consequências mais comuns da Doença de Pompe, que acabam por afetar a vida do paciente como um todo.


Tratamento


O paciente deve realizar uma Terapia de Reposição Enzimática (TRE), que consiste na infusão quinzenal de um medicamento que contém uma ‘cópia’ da enzima faltante.  Quanto antes iniciado o tratamento, menor o impacto na qualidade de vida do paciente. Lembrando que somente um médico poderá concluir qual é diagnóstico correto.


Mucopolissacaridoses (MPS)


Mucopolissacaridoses são um grupo de doenças genéticas, classificadas dentro de um grupo de erros inatos do metabolismo e que provocam um mal funcionamento de determinadas enzimas essenciais para várias das reações químicas dentro do nosso organismo.


Causas


Mucopolissacaridoses são doenças hereditárias e que nascem com o indivíduo, ou seja, o pai e a mãe transmitem a doença ao filho.

 


A constituição genética de cada indivíduo é determinada por cerca de 15 mil pares de genes que recebe por parte do pai e outros 15 mil por parte da mãe. Os genes estão localizados nos cromossomos. Essa carga genética determina todas as características de uma pessoa – cor dos olhos, de cabelos, de pele, estatura, inclusive o metabolismo, ou seja, como nosso organismo funciona por dentro.


Cada enzima do organismo é produzida a partir da informação contida em um ou mais pares de genes que herdamos do pai e da mãe. O problema é que cada um de nós carrega, em média, cerca de 10 genes com defeito. Por isso, é fundamental saber que não existem culpados. Não deve haver sentimento de culpa por parte dos pais ou da família, pois não há como identificar antecipadamente quais são genes defeituosos.


Sintomas e manifestações


As células do nosso corpo são renováveis. O tempo todo elas morrem e são recicladas no lisossomo, que funciona como uma usina de reciclagem. Dentro dele, há a quebra de grandes moléculas em pequenas, para serem utilizadas e reutilizadas. Uma tarefa complexa.


Nas mucopolissacaridoses, o principal problema está na digestão ou na degradação das chamadas grandes moléculas porque ocorre a deficiência ou falta de enzimas que digerem substâncias chamadas glicosaminoglicanos ou GAGS (antes conhecidas como mucopolissacárides). Quando os GAGS não são digeridos, devido à deficiência de alguma enzima, uma parte fica depositada no lisossomo e outra é eliminada na urina.


O acúmulo dessas substâncias faz com que as células fiquem grandes, aumentando o tamanho de órgãos como o fígado, o baço, e tecidos como a pele, que têm muitos lisossomos.


As manifestações clínicas das MPS variam de acordo com a enzima que está deficiente. A doença pode afetar a curva do crescimento, muda os traços faciais, altera o esqueleto, a musculatura, pode causar macrocefalia (cabeça grande), além de infecções respiratórias de repetição, dificuldades visuais e auditivas, problemas graves de coluna e, se não tratada, pode levar à morte.


Tratamento


Uma das abordagens de tratamento é a terapia de reposição enzimática. Porém, o diagnóstico ainda é muito tardio, o que compromete a qualidade de vida do paciente. Por isso, é fundamental detectar o quanto antes a doença e iniciar o tratamento global para buscar controlar a evolução da doença.


O recomendado é procurar centros de atendimento a doenças genéticas.