São Paulo

Sua Saúde

Dobra o número de casos de HIV em pessoas acima de 50 anos na última década

Das doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), as provocadas pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) ainda são as que mais provocam internações na região de Ribeirão Preto/SP, representando mais de 87% do total. Entre 2008 e 2017, foram realizadas 6.324 internações por DSTs no Sistema Único de Saúde (SUS), sendo 5.531 por HIV.

Os dados são do Boletim Saúde do Ceper/Fundace, baseados nos indicadores do DATASUS (Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde do Brasil). Durante o período analisado, foram internados 3.858 homens (61%) e 2.466 mulheres com DSTs, sendo contabilizados 555 óbitos (65% do público masculino). Somente em 2017, das 37 mortes registradas por doenças sexualmente transmissíveis, 33 foram causadas por doenças relacionadas ao vírus do HIV.

Segundo o Ministério da Saúde, de 4% a 5% da população acima de 65 anos no Brasil são portadores do vírus HIV. O número de casos da doença entre pessoas acima dos 50 anos dobrou na última década, em razão da demora do vírus em se manifestar, de adultos sexualmente mais ativos e, principalmente, da falta de prevenção.

Ribeirão Preto e Serra Azul lideram o ranking das cidades na região com maior número de internações provocadas por doenças sexualmente transmissíveis. A cada 10 mil habitantes, cerca de 6 pessoas são internadas anualmente por DSTs. Outra cidade da região que chama a atenção é Cajuru, com média de 4,8 pessoas (a cada 10 mil habitantes) internadas por DST a cada ano.

Os números são considerados alarmantes por especialistas da área, já que as doenças sexualmente transmissíveis são preveníveis e ainda há muitos jovens, adultos e idosos, de todas as classes sociais e opção sexual, que ignoram o risco e acreditam que jamais serão vítimas de alguma DST.

As internações totalizaram para o SUS da região um valor de R$ 10.810.440,55 entre 2008 e 2017. Os gastos com a doença pelo vírus HIV representaram 96,2% desse valor (cerca de R$10.400.000,00). Os impactos vão além da carga no sistema de saúde e atingem diretamente o desempenho da economia, com afastamentos nos empregos para tratamentos temporários ou permanentes.

As DSTs não são transmitidas exclusivamente pela ação sexual. Há também o contágio por contato com sangue e materiais contaminados, compartilhamento de seringas e agulhas relacionadas com drogas injetáveis, além da transmissão parental, quando a mãe infectada sem tratamento transmite para o bebê durante a gravidez ou o parto.

É consenso na área da saúde de que a informação constante sobre prevenção, o acesso a preservativos, medidas como seringas descartáveis para as populações mais vulneráveis, e atendimento às pessoas reclusas em unidades prisionais são ações positivas que podem ser adotadas ou incentivadas por gestores da administração pública, com o apoio da sociedade civil, para evitar um impacto ainda maior não só para o paciente, o setor, mas a economia como um todo.

ALERTA! Retrocesso no Plano de Eliminação da Hepatite C

Um grupo de ONGs de hepatites, associadas da "ALIANÇA INDEPENDENTE DOS GRUPOS DE APOIO - AIGA - Aliança Brasileira pelos Direitos Humanos e o Controle Social nas Hepatites" denuncia que em reunião ocorrida na última quarta-feira, dia 11 de julho, realizada no Departamento IST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, na qual teria se anunciado mudança no protocolo de tratamento da Hepatite C, o que compromete totalmente a meta estabelecida no Plano de Eliminação da Hepatite C em 2030 estabelecido pelo governo brasileiro. Aliás, é comprometimento do governo brasileiro sua erradicação, frente aos movimentos nacionais e as organizações mundiais de combate a hepatite, conforme outrora anunciou o ex-ministro da saúde Ricardo Barros, representando o governo brasileiro, ao firmar o compromisso com a representação dos infectados em nível mundial, plano que é colocado como exemplo pela Organização Mundial da Saúde.

A leitura que a AIGA faz, ao que parece, com a chegada do novo ministro da saúde, o Excelentíssimo Senhor Dr. Gilberto Occhi, a estratégia tão comemorada e desenvolvida com a participação de todos os envolvidos na luta contra as hepatites, será destruída, retrocedendo aos patamares clínicos do ano de 2016.

ENTENDENDO O CASO

O Protocolo clínico aprovado em março do corrente ano pelo Comitê das Hepatites e, ainda, pela Comissão de Incorporação de Tecnologias em Saúde no SUS - CONITEC-, ocorreu em estreita observância aos princípios constitucionais garantidores da saúde pública, universalizada sob os auspícios da participação da comunidade na construção da política pública de saúde não terá mais valor. Pois a reunião alhures mencionada, um "Petit Comitê" teria decidido, a portas fechadas e naturalmente sem a participação do controle social, que os quatro novos medicamentos já aprovados pela Anvisa, entre os quais: Zepatier, Harvoni, Maviret e Epclusa, não mais serão incorporados ao Protocolo de Tratamento da Hepatite C.

Em seu lugar, deverá prevalecer a nova proposta impositiva nos exatos termos daquela de 2016, retrocedendo no tempo ao conceder apenas uma alternativa ao tratamento clínico já superado quando a combinação sofosbuvir / daclatasvir era a opção de tratamento.

Ressalta-se outro ponto de extrema gravidade e evidencia o risco eminente de perigo a ordem e a saúde pública, é que o sofosbuvir genérico proposto, ainda não passou por ensaios clínicos abertos com lote de fabricação industrial. O controle social, nesta oportunidade representado pela AIGA, não encontraria óbice na utilização de tal medicamento caso fossem comprovados seus resultados técnicos, antes de sua utilização em escala como pretende a nova política de saúde impositiva.

CONSIDERAÇÕES DAS AFILIADAS DA AIGA

Ante o retrocesso no Protocolo Clínico, prevemos ser inevitável o aumento da judicialização na saúde que prejudicará não somente os pacientes, mas também os estados federados. Isto porque os médicos não deixarão de prescrever uma droga com resultados comprovados, frente àquele sem comprovação.

O artigo decimo sexto do Código de Ética Médica prevê que nenhuma instituição, pública ou privada, limitará a escolha, pelo médico, dos meios cientificamente reconhecidos a serem praticados para o estabelecimento de diagnóstico e da execução do tratamento, salvo quando em benefício do paciente.

A escolha deste único regime, não dá alternativa aos médicos e pacientes e nem simplifica o tratamento, pois existem limitações nesta combinação, não possibilitando a expansão e interiorização do tratamento neste Brasil continental. Ainda nesse sentido, vemos como negativa a logística de aquisição e entrega por parte de dois fornecedores, sendo necessária uma coordenação específica para tal, o que gerará ainda mais custos ao erário.

Por se tratar de um tratamento de primeira geração, considerado ultrapassado, com o qual entre 7 e 8% dos tratados não conseguem a cura, eis que a indagação é natural a saber: como ficarão os 3.500 pacientes que a cada ano não responderão ao tratamento?

Diante da proposta impositiva e perante uma única opção de tratamento, não haverá alternativas de retratamento aos infectados que não responderem ao tratamento. O que impõe profundo sofrimento e dor aos usuários em sua grande maioria hipossuficientes, condenando-os a padecerem em silêncio e aguardando o mortal agravamento da doença, levando a cirrose, o câncer e consequentemente, a morte.

Por fim, convocamos todos os integrantes da atual "Comissão de Hepatites", formada pelas sociedades médicas, academia e sociedade civil, exigir a imediata realização de uma reunião extraordinária para discutir "democraticamente" a questão e encontrar a melhor solução para atender corretamente os infectados e defender o SUS, nos exatos termos impostos da Constituição da República Brasileira, como um direito fundamental de primeira geração, regionalizado, universalizado, que vise a redução dos riscos à doenças e de outros agravos e preveja o restabelecimento, proteção e recuperação do acamado pela hepatite C.

Em tempo, não podemos permitir que aqueles que deveriam estar a serviço da erradicação das hepatites proponham ações que perpetuem a epidemia que já tinha data para completa erradicação. Da parte dos usuários, espalhados pelos mais distintos estados da federação, haverá provocação das instâncias de fiscalização e do judiciário com intuito de imputar responsabilidades a quem gerará prejuízo à saúde pública e, por conseguinte, prejuízo ao erário com tais medidas comprovadamente ineficazes.

Carlos Varaldo
Presidente da ALIANÇA INDEPENDENTE DOS GRUPOS DE APOIO - AIGA
Aliança Brasileira pelos Direitos Humanos e o Controle Social nas Hepatites

Assinam em conjunto vinte associações de pacientes.

SOBRE A AIGA

A ALIANÇA INDEPENDENTE DOS GRUPOS DE APOIO - AIGA - Aliança Brasileira pelos Direitos Humanos e o Controle Social nas Hepatites - formada por vinte associações de infectados de todo Brasil tem como princípio capacitar, orientar e ajudar as ONGs e infectados a fazer valer seus direitos, divulgando os diversos mecanismos disponíveis para realizar o papel fundamental do Controle Social fazendo com que o estado cumpra o que está determinado na Constituição Federal.

O teor completo do ALERTA é encontrado em
WWW.HEPATO.COM 

SBP solicita providências contra a insegurança em locais de atendimento médico

SBP pede às autoridades providências contra a violência e a insegurança em locais de atendimento médico

 

Os Ministérios da Saúde e da Segurança Pública, bem como a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), foram instados pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) a providenciar medidas que assegurem maior proteção aos profissionais que fazem atendimento em UBSs, serviços de urgência e emergência (prontos-socorros e UPAs) e hospitais. O apelo vem logo após a revelação de um ataque sofrido por uma pediatra, no seu local de trabalho, por parte dos pais de um paciente.

“É incompatível com a missão de médicos e das unidades de saúde, no atendimento dos brasileiros que buscam a prevenção de doenças ou tratamento para seus diagnósticos, o convívio com a violência sob qualquer forma”, disse a presidente da SBP, dra Luciana Rodrigues Silva, após lembrar que o fato recente está diretamente lembrar de dados de pesquisa recente realizada pelo Datafolha, a pedido da SBP, que revelou a dimensão do problema da violência que afeta os pediatras brasileiros.

 

LESÃO CORPORAL - A médica Lyse Soares, de 34 anos, registrou o crime na delegacia. Um casal – Natália Jesus da Silva e Paulo Ricardo Rodrigues – foi filmado por câmeras de segurança enquanto batiam na profissional em um dos corredores onde ela atuava. A Polícia Civil investiga o crime de lesão corporal.

Em entrevista à emissora de televisão, a pediatra Lyse disse que ainda está traumatizada e que ficou afastada do trabalho durante dois meses por causa do estresse pós-traumático e, agora, tenta retomar a rotina de trabalho. "Quando eu acordei, o pessoal da enfermagem estava me segurando no corredor, onde a agressão tinha acontecido. Eu não sabia de nada. Minha colega falou ‘sua boca está sangrando'. Foi aí que eu vi que não era só um puxão de cabelo", explicou a médica.

Segundo relatou dra Lyse, foi o próprio agressor que chamou a polícia, alegando que seria a vítima. “Quando o polícia chegou, ficou assustado e falou: 'quem foi a médica que agrediu os pais?'. Eu falei: 'ninguém agrediu os pais, eu que fui agredida'. Eu não consigo ainda voltar para a emergência. Eu saí do meu trabalho, fiquei totalmente perdida. Eu não esperava nunca ser vítima de uma agressão física. Fico muito magoada porque essas coisas são cada vez mais comuns na nossa realidade", completou.

No pedido encaminhado pela SBP às autoridades, a entidade afirma que casos como o da pediatra Lyse Soares, de 34 anos, são inaceitáveis. “Trata-se de exemplo grave do grau de vulnerabilidade ao qual os serviços de saúde estão expostos. Nada justifica a violência a qual ela foi submetida no exercício de sua função”, cita o ofício.

 

CLIQUE AQUI E LEIA O OFÍCIO NA ÍNTEGRA 

 

PEDIDO DA SBP - A presidente da Sociedade, dra Luciana Rodrigues da Silva, alerta também para outra ameaça. No seu entendimento, é preciso manter a paz no espaço interno dos estabelecimentos de saúde, mas também garantir o reforço na segurança em áreas próximas aos locais onde são oferecidas consultas, exames, cirurgias e internações, protegendo pacientes, familiares e profissionais da saúde da ação de grupos criminosos.

De acordo com o estudo, realizado em outubro de 2017, dois em cada 10 pediatras afirmam que sofrem com frequência situações de violência no trabalho. Esse problema afeta diretamente o cotidiano de 26% dos pediatras que trabalham apenas no SUS e de 26% dos que se dividem entre a rede pública e consultórios de planos de saúde. Entre os profissionais que atuam apenas em consultórios particulares, o indicador é um pouco menor (12%).

O sentimento de exposição à violência é maior entre as mulheres (24%) e nas faixas etárias que vão de 26 a 34 e de 35 a 44 anos (30%em cada uma). Do ponto de vista da distribuição geográfica, a percepção é mais significativa nas regiões Norte (26%) e Sudeste (25%). Por outro lado, ela é menor no Sul do País (16%) e nos municípios do interior (19%), que é seis pontos percentuais abaixo do que se relatado nas regiões metropolitanas (24%).

 

AGRESSÃO VERBAL - Os dados revelam ainda que um quarto dos entrevistados sofreu agressão no trabalho nos últimos 12 meses. A agressão verbal é a mais comum. Isso se traduz na forma de insultos, xingamentos, ofensas ou intimidações. No entanto, há relatos de agressões físicas e psicológicas.

Dentre as mulheres, 26% informaram ter passado por esse tipo de situação no período apurado. Do ponto de vista da idade, os problemas foram vivenciados por 39% dos que têm idades de 26 a 34 anos. Logo depois, vem os que estão inseridos na faixa de 35 a 44 anos, dentre os quais 35% passaram por essa dificuldade.

Do ponto de vista de distribuição geográfica, as regiões onde houve maiores relatos de casos de agressão contra pediatras em ambiente de trabalho, nos últimos 12 meses, foram, respectivamente: Sudeste (25%), Norte (24%) e Nordeste (24%). As situações são mais frequentes nas regiões metropolitanas (25%). (Com informações de agências)

Grande São Paulo tem ‘Dia D’ de vacinação contra a gripe neste sábado

SP já vacinou 3 milhões de paulistas desde o início da campanha; na Grande SP, 1,3 milhão de pessoas já estão imunizadas

 

         A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo promove neste sábado, 12 de maio, o Dia D da campanha de vacinação contra gripe, que acontece em todo o território paulista e, inclusive, em postos da Grande São Paulo, que abrange o Alto Tietê, Grande ABC, e as regiões de Franco da Rocha e Osasco.

Por todo o Estado de São Paulo, cerca de 36 mil profissionais estarão mobilizados para vacinar a população em mais de 6,5 mil postos fixos e volantes. Somente no interior e litoral paulista, serão cerca de 5,5 mil postos. Outros 580 estarão em funcionamento na Grande São Paulo, e mais 530 especificamente na capital. A ação contará com o apoio de mais de 2,3 mil veículos, entre carros, ônibus e barco.

Desde o início da campanha, em 23 de abril, até o momento, 3 milhões de paulistas já foram imunizados em SP. A expectativa é vacinar, até 1º de junho, 10,7 milhões de pessoas contra o vírus Influenza, o que corresponde à meta de 90% da população-alvo definida para a campanha. Na Grande São Paulo, foram imunizadas 1,3 milhão de pessoas, das 4,8 milhões previstas na meta.

O alerta especial é para que os pais ou responsáveis levem as crianças aos postos, pois, até o momento, apenas 112 mil crianças menores de cinco anos foram imunizadas na Grande São Paulo. Doses também já foram aplicadas em cerca de 930 mil idosos; mais de 45,1 mil doentes crônicos; 180,5 mil profissionais de saúde; cerca de 32 mil gestantes e 8 mil puérperas (mães que tiveram seus filhos nos últimos 45 dias), entre outros.

 

         “O ‘Dia D’ deste sábado é uma oportunidade para que as pessoas que têm rotinas mais intensas durante a semana possam comparecer aos postos e garantir sua proteção contra a gripe. A vacinação é gratuita e está disponível para todos os grupos do público-alvo”, afirma a diretora de Imunização da Secretaria, Helena Sato. “A vacina não provoca gripe em quem tomar a dose, já que é composta apenas de fragmentos do vírus que causam a devida proteção, mas são incapazes de causar a doença”, explica.

Segundo recomendação da OMS (Organização Mundial de Saúde), a vacina de 2018 irá prevenir a população alvo contra o vírus Influenza dos tipos A (H1N1), A  (H3N2) e B.

A vacina é produzida pelo Instituto Butantan, unidade vinculada à Secretaria, que neste ano disponibilizou 60 milhões de doses ao Ministério da Saúde para a realização da campanha em todo o Brasil.

 

 Etapas da campanha de 2018

  • Etapa 1: iniciada em  23 de abril, para trabalhadores de saúde, pessoas com idade de 60 anos e indígenas;
  • Etapa 2: iniciada em 2 de maio, para crianças com idade maior que 9 meses e menor que 5 anos, gestantes, puérperas com até 45 dias após o parto;
  • Etapa 3: a partir de 9 de maio, para pacientes diagnosticados com doenças crônicas, professores, e outros;
  • Dia D: dia 12 de maio, para todos os grupos do público-alvo.

 

Confira a população-alvo da campanha de vacinação, por região*:

Região

População-alvo

Grande São Paulo

5.408.306

Araçatuba

213.805

Araraquara

275.690

Marília

350.107

Barretos

125.373

Bauru

503.912

Campinas

1.136.860

Franca

181.034

Piracicaba

389.354

Presidente Prudente

222.270

Vale do Ribeira

81.336

Ribeirão Preto

399.774

Baixada Santista

534.693

São João da Boa Vista

234.490

Vale do Paraíba

701.932

São José do Rio Preto

517.523

Sorocaba

626.009

 * Meta é vacinar 90% da população-alvo em cada região

Imunização

Catapora


Causada pelo vírus varicella zoster e também conhecida como varicela, a catapora é uma doença infecciosa aguda, comum na infância, mas que também se manifesta em pessoas adultas não vacinadas.


Causas e consequências


A catapora se espalha por via aérea, espirro, tosse e pode ser transmitida antes mesmo das marquinhas redondas e avermelhadas, típicas da catapora, aparecerem no doente. Em casos mais severos, é possível haver dor no peito, dificuldade para respirar, vermelhidão não só nas manchas e coceira intensa.

Em geral, nas crianças, a catapora é inofensiva, mas existem casos de complicações neurológicas e comprometimento de fígado e rins. Já em adultos, os sintomas podem ser mais sérios, com risco inclusive de pneumonia intersticial e problemas renais.


Tratamento


A terapia é feita com antivirais (como o aciclovir) recomendados pelo médico. É importante não usar medicamentos como anti-inflamatórios e antitérmicos comuns se houver suspeita de catapora. Eles podem levar a uma complicação muito grave que é a Síndrome de Rey, causando inflamação no cérebro e acúmulo de gordura no fígado.


Meningite


A meningite é uma infecção causada por vírus, bactérias ou outros micro-organismos nas membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. Trata-se de uma doença considerada endêmica, com ocorrência de surtos e epidemias ocasionais, que podem acontecer o ano todo, mas que pode ser evitada com vacinas.


Causas e consequências


Geralmente, a meningite se propaga no inverno, favorecida pelas condições climáticas. A forma mais grave é a da meningite C ou bacteriana, também conhecida como meningocócica.

Repentina e de rápida evolução, esta doença pode levar à morte em um prazo de 24 a 48 horas a partir dos primeiros sintomas. Os mais comuns deles são rigidez na nuca, dor de cabeça intensa, febre, vômitos, fotofobia e intolerância a ruídos. No surgimento desses sintomas, a pessoa deve imediatamente procurar atendimento médico especializado.

Uma punção lombar feita pelo médico irá identificar se a pessoa está ou não com meningite. Os mesmos sintomas e procedimentos valem para as várias formas de meningite, inclusive a viral, menos agressiva, mas que também demanda atenção especial e repouso absoluto.

Se não tratada com rapidez e eficiência, a meningite pode também deixar sequelas, tais como surdez, dificuldade de aprendizado e comprometimento cerebral.


Tratamento


Em geral, é feito à base de antibióticos. O médico que identificar a doença poderá decidir que tipo de remédios devem ser prescritos. Anti-inflamatórios podem ser ministrados para aliviar os sintomas. As meningites causadas por fungos bem como pelo bacilo da tuberculose demandam tratamento longo, com antibióticos e até quimioterápicos via oral ou endovenosa.


Pertussis (Coqueluche)


Causada pela bactéria bordetella pertussis, a coqueluche é uma doença infecciosa que compromete o aparelho respiratório e ataca principalmente adolescentes e adultos jovens. Em bebês, que podem pegar a doença através das gotículas de saliva contaminada de pessoas doentes – os perdigotos, comuns em espirros e na tosse, é grande o índice de levar o portador à morte.


Causas e consequências


A doença é dividida em fases: a catarral, a fase aguda e a convalescença. Os primeiros sintomas da fase catarral são leves, muitas vezes confundidos com os de uma gripe - coriza, mal-estar, febre e tosse. A fase seguinte é a da tosse seca, contínua. Na fase aguda, surge a dificuldade de engolir, tosse seca e inspiração forçada e prolongada além de vômitos. As formas graves da doença podem causar desidratação, pneumonia, convulsões, lesão cerebral e morte.


Tratamento


O médico que diagnosticar a doença poderá decidir que tipo de remédios devem ser ministrados, de acordo com a gravidade da doença. Consiste basicamente no uso adequado de antibióticos.


Gripe


É uma doença infecciosa aguda causada pelo vírus ARN da família Orthomyxoviridae, a mesma dos vírus Influenza. Frequentemente, a gripe é confundida com o resfriado, no entanto, há diferenças significativas. Grosso modo, a gripe chega de uma vez, enquanto o resfriado se instala aos poucos.


Causas e consequências


A forma mais habitual de contágio da gripe é o contato pessoa a pessoa. Ou seja, aquele que está com a gripe transmite o vírus da doença a pessoas próximas ao espirrar ou tossir. O vírus é transportado pelos perdigotos, pequenas gotículas que a pessoa dispara ao espirrar ou tossir. Por isso é bastante comum em países do primeiro mundo as pessoas gripadas usarem máscaras diante da boca e do nariz. Não se trata de um gesto pessoal, apenas, mas de cuidado com o próximo.

 


As consequências da gripe podem ser várias, dependendo da gravidade da doença. Em casos mais severos, a gripe pode levar à pneumonia e à morte, dependendo do grau de resistência do doente. Em 1918, por exemplo, a gripe espanhola foi responsável pela morte de mais de vinte milhões de pessoas ao redor do mundo


Tratamento  


A vacinação é o principal meio de prevenir a incidência da gripe. Uma vez com gripe, o doente deve tentar isolar-se do contato com pessoas não infectadas e também tomar alguns cuidados para aliviar os sintomas e o desconforto, como: ingerir muito líquido – principalmente água, limpar o nariz com soro fisiológico, para ajudar a eliminar as secreções e redobrar o cuidado com a alimentação (consumir alimentos saudáveis e não trocar comida por doce). Na dúvida, converse sempre com o seu médico.


Medicina do Viajante


É caracterizada como um conjunto de medidas preventivas para evitar que doenças comuns em um ambiente diverso possam causar transtornos para a pessoa que sai de sua cidade, seja por lazer ou a trabalho.


Causas e consequências


As autoridades locais costumam ter conhecimento sobre os problemas de saúde pública que um viajante pode enfrentar dependendo da região para onde vai. Por exemplo, casos de doenças internacionais, como a SARs, que entre os anos de 2002 e 2004 disseminou um problema respiratório em várias partes do planeta, a partir de uma localidade na China. Foram os viajantes, em contato com os agentes transmissores locais, os responsáveis pela transmissão da SARs ao voltarem para seus países de origem.

 


A febre amarela também ainda é muito comum em algumas localidades, por isso há países que exigem a vacinação contra a doença para permitir a entrada do viajante.


Tratamento


Depende de cada caso, uma vez que as doenças têm de ser investigadas uma a uma, de acordo com a região para onde o viajante foi.

No Brasil, a função de monitorar as doenças que aparecem dentro e fora do país cabe à Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa. Dependendo da cidade, existem núcleos específicos de medicina do viajante, onde médicos infectologistas e sanitaristas podem orientar o viajante sobre o tipo de prevenção e até mesmo que vacina tomar, para evitar problemas nas viagens.


Febre Amarela


A febre amarela é uma doença infecciosa aguda, de curta duração (cerca de 10 dias), com gravidade variável, causada pelo vírus da febre amarela, que ocorre na América do Sul e na África.

 


Há dois tipos de febre amarela:  a Silvestre, transmitida pelo mosquito Haemagogus, e a urbana transmitida por outro vetor, o mosquito Aedes Aegypti, que é o mesmo que transmite a dengue, chikungunya e zika vírus.

Felizmente, a forma urbana já foi erradicada no Brasil. O último caso de febre amarela desse tipo registrado no país foi em 1942, no Acre. Já a forma Silvestre tem acontecido dentro de um ciclo considerado natural pela Organização Mundial de Saúde, com episódios de aumento no número de casos de tempos em tempos.


Sintomas


Dentre as manifestações clínicas da Febre Amarela, podem ocorrer:

  • Febre
  • Dor de cabeça
  • Calafrios
  • Dores no corpo
  • Náuseas
  • Vômitos
  • Mal-estar geral importante



Nos casos graves, podem acontecer hemorragias ou sangramentos de gengivas, nariz, estômago e intestino.


Diagnóstico


O processo de diagnóstico da Febre Amarela requer atenção criteriosa por parte do médico, além de exames laboratoriais específicos. Essa avaliação detalhada é fundamental para diferenciar formas da febre amarela com outras doenças infecciosas graves.


Tratamento


Não há uma abordagem específica capaz de curar o paciente com febre amarela. Contudo, para evitar que o quadro evolua, o tratamento é feito basicamente com hidratação e com a indicação de medicamentos que não contenham ácido acetil salicílico.

Em fase de intoxicação, com sintomas mais intensos, o paciente deve ser tratado e acompanhado no hospital. A ciência também ainda não conseguiu determinar quais pacientes vão evoluir e que podem, inclusive, morrer em função das complicações da febre amarela, e quem poderá se recuperar da doença. O que se sabe é que há pacientes que conseguem sobreviver e ter novamente sua qualidade de vida.

É importante seguir a orientação médica e não tomar medicamento por conta própria.


Conheça as áreas de risco no Brasil


A recomendação atual do Ministério da Saúde é que viajantes nacionais e internacionais se vacinem contra a febre amarela aos que se dirigem as seguintes regiões do país:

  • Estados e municípios das Regiões Norte e Centro-Oeste
  • Para todos os municípios do Maranhão e Minas Gerais
  • Para os municípios localizados ao sul do Piauí
  • Oeste e sul da Bahia
  • Norte do Espírito Santo
  • Noroeste de São Paulo
  • Oeste dos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul



Mais informações podem ser obtidas acessando o site www.saude.gov.br ou pelo Disque Saúde: 0800 61 1997.

 


Como prevenir a Febre Amarela


A vacina é uma das formas mais eficazes contra a febre amarela. Ela é gratuita e está disponível nos postos de saúde e também nas salas de vacinação em portos, aeroportos e fronteiras.  

 


Não é recomendável apenas para pessoas que estão com baixa imunidade, para quem esteve doente ou dependa de avaliação médica. Nesses casos, é necessária orientação individualizada.


Recomendação aos viajantes


Quem for viajar para áreas de risco e não tiver contraindicação, deve tomar a vacina dez dias antes da viagem. Pessoas que já foram vacinadas há mais de dez anos, basta tomar uma dose de reforço e seguir viagem, não sendo necessário esperar os dez dias para garantir sua proteção.

Lembre-se de guardar o comprovante, pois poderá ser necessário apresentá-lo quando viajar para áreas de risco.


Certificado de vacinação


No Brasil não é exigido o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia para entrada no país. No entanto, vários países exigem o Certificado Internacional de Vacinação, diferente do comprovante comum.

 


Para efetuar a troca do cartão de vacinação, deve-se procurar um dos postos da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em qualquer um dos portos, aeroportos, passagens de fronteiras ou sedes da Coordenação no país.

Mais informações no site 
www.anvisa.gov.br/viajante ou para saber quais países solicitam vacinação obrigatória contra a febre amarela acesse http://www.anvisa.gov.br/hotsite/viajante/2015-ith-county-list.pdf


Cuidados para evitar a Febre Amarela Urbana

 


É necessário adotar medidas preventivas de combate ao mosquito Aedes Aegypti, transmissor da dengue, da febre amarela urbana, chikungunya e zika vírus, como:

  • Evitar acúmulo de água limpa parada
  • Não deixar garrafa vazia sem tampa em local que possa ser enchida com água de chuva
  • Colocar areia no prato de vasos para evitar acúmulo de água
  • Guardar pneus em local seco e seguro (ou, no mínimo, fazer furos no pneu e mantê-lo em pé)
  • Manter a caixa d’água limpa e completamente tampada
  • Não jogar lixo em terreno baldio

 

DST/AIDS

Gonorreia


Trata-se de uma doença sexualmente transmissível causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae, que se espalha pela corrente sanguínea e causa feridas na pele. Afeta principalmente a uretra, o canal entre a bexiga e o meio exterior.


Causas e consequências  


A gonorreia pode manifestar seus primeiros sinais 24h depois de uma relação sexual sem uso de proteção, tamanha a sua agressividade. Geralmente, ocorre o aparecimento de um líquido branco e pastoso, uma secreção que lembra o pus e que se vê na roupa íntima. Pode causar esterilidade, tanto em homens quanto em mulheres, dependendo do grau de sua evolução.


Tratamento


A partir do diagnóstico, feito com base na realização de exames específicos, o médico determina qual a melhor medicação par combater a gonorreia. Atualmente, o método mais prescrito pelos profissionais é a dose única de azitromicina, um antibiótico usado para tratar infecções.


Sífilis


A sífilis é uma doença sexualmente transmissível causada pela bactéria chamada Treponema pallidum, mas que também pode ser transmitida via vertical, de mãe para filho durante o período de gestação, parto ou amamentação.


Causas e consequências


No caso da transmissão de mãe para filho, a doença afeta o infectado durante toda a sua fase de crescimento. Pode causar danos ao coração e ao sistema nervoso central. Se não tratada por um profissional médico, dependendo do estágio da doença, a sífilis pode ser fatal.


Tratamento


São utilizados antibióticos, geralmente com penicilina G. Não se deve fazer uso da medicação sem orientação médica, que pode ser feita tanto pelo clínico quanto pelo dermatologista. O médico deve orientar sobre a duração do tratamento, que costuma levar algumas semanas, dependendo do grau de evolução da doença.


HPV

 


É o nome mais conhecido para o papilomavirus humano, grupo de vírus que compõem as doenças sexualmente transmissíveis (DST) que afeta homens e mulheres. O HPV também pode ser transmitido via vertical, ou seja, de mãe para filho durante o período de gestação, parto ou amamentação. A pessoa enferma apresenta verrugas na pele tanto na região oral (cordas vocais, boca, lábios) quanto na genital e uretra, em sua forma mais visível.


Causas e consequências

 
O HPV é uma doença transmitida, na maioria dos casos, por via sexual. No caso dos homens, a identificação é mais simples, em decorrência das características anatômicas dos órgãos sexuais masculinos. De todo modo, se não tratado, pode evoluir para um câncer de pênis.

Como na mulher a identificação é mais difícil, muitas vezes a paciente não procura um médico acreditando que possa ser apenas de um pequeno machucado e o HPV torna-se mais preocupante, uma vez que se não diagnosticado e tratado corretamente, pode evoluir para um câncer genital, de colo de útero, vagina e vulva.


Tratamento


É feito à base de medicamentos. Uma boa forma de prevenir as chances de a doença se instalar é evitar relações sexuais desprotegidas (sem preservativos) com indivíduos que possam estar contaminados. Somente um médico especialista poderá indicar a melhor forma de tratamento para quem contrai o HPV.


Hepatite C


É uma doença do fígado, causada por transmissão do vírus HCV, descoberto em 1989, que se manifesta de maneira silenciosa e, por isso, de difícil diagnóstico a tempo de garantir seu tratamento adequado e a cura. De modo geral, nas fases mais agudas, o doente apresenta cansaço, falta de apetite, náuseas, algumas dores nas articulações e perda de peso.


Causas e consequências


Correm o risco de adquirir hepatite C as pessoas que compartilham seringas e agulhas (uso de drogas injetáveis), que praticam sexo desprotegido (sem camisinha) e também estão sujeitas à contaminação as pessoas que necessitam fazer transfusões de sangue. A hepatite C ainda pode ser transmitida de mãe para filho ou pelo uso de instrumentos não esterilizados utilizados para manicure, pedicure, podologia, piercings e tatuagens.

A hepatite C é conhecida no mundo todo como a “epidemia oculta” porque sua proporção é endêmica, mas a maioria das pessoas desconhece sua existência. Pode provocar câncer de fígado, além de fibrose e, mais tarde, cirrose. Varizes esofágicas ou gástricas também podem ocorrer em alguns casos.


Tratamento


A evolução clínica é bastante lenta, pode levar de 20 a 30 anos, e seus sintomas são inespecíficos. Assim, para determinar o tratamento, o médico responsável pelo caso terá de avaliar em que fase da doença o paciente se encontra. De acordo com essa avaliação, o médico poderá decidir que medicação paliativa pode ser aplicada. A hepatite C é tida como a principal causa de transplantes de fígado.


Hepatite B


Trata-se de uma doença inflamatória e infecciosa que ataca o fígado, transmitida por vírus e altamente contagiosa. Em geral, a hepatite B permanece ativa por até seis meses. Se persistir depois desse período, torna-se crônica.


Causas e consequências


A pessoa adquire hepatite B através de contato com sangue, saliva ou sêmen infectados. Há casos de transmissão por leite materno e outros fluídos corporais, porém é mais decorrente de relações sexuais desprotegidas, compartilhamento de seringas e transfusão de sangue. Instrumentos para colocação de piercings e agulhas para tatuagens também podem causar a transmissão do vírus VHB.

Em cerca de 90% dos casos, os pacientes adequadamente tratados se curam, mas há episódios em que o paciente desenvolve cirrose hepática. Outra consequência da doença é o carcinoma hepatocelular, o câncer do fígado.


Tratamento


O tratamento é paliativo, pois em até 90% dos casos o próprio organismo elimina a doença. De todo modo, a escolha dos medicamentos está vinculada aos resultados de AgHbs, AgHbe/anti Hbe, DNA-VHB, ALT/AST. O médico especialista saberá avaliar que tipo de tratamento é o mais adequado em cada caso.


Aids


A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, AIDS, é uma doença causada pelo vírus do HIV, Vírus da Imunodeficiência Humana que destrói as células responsáveis pela defesa do organismo. Dessa forma, a pessoa fica vulnerável a outras infecções e doenças oportunistas, chamadas assim por surgirem nos momentos em que o sistema imunológico do indivíduo está enfraquecido.

 


A AIDS não tem cura, mas tem tratamento. Seguindo os cuidados necessários, é possível levar uma vida normal e com qualidade.
    


Incidência de Aids


Os grupos mais vulneráveis ao vírus do HIV, causador da AIDS, são:

  • Homossexuais masculinos
  • Heterossexuais com vida sexualmente ativa
  • Usuários de drogas
  • Adolescentes (nem sempre usam preservativos ou não sabem manusear)
  • Idosos (acima de 60/ 65 anos que mantém vida sexual ativa)

 



Formas de Transmissão


A transmissão do HIV acontece pela relação sexual sem proteção (oral, vaginal ou anal), pelo compartilhamento da mesma seringa ou agulha e pela mãe infectada que pode passar o vírus para o filho durante a gravidez, o parto e a amamentação.

Alguns mitos e equívocos envolvem a contaminação pelo HIV. O vírus não é transmitido por meio de:

  • Tosse, espirros ou pelo ar
  • Copos e talheres compartilhados com pessoas infectadas
  • Contato com vasos sanitários
  • Piscinas
  • Alimentos preparados por um portador do vírus
  • Beijo, aperto de mão ou abraço
  • Sexo com camisinha



Sintomas

 


Qualquer pessoa pode estar exposta ao vírus do HIV ou tê-lo em nosso organismo, sem saber. Os sintomas iniciais, que podem durar em média duas semanas, são semelhantes a várias outras doenças, dentre eles:

  • Febre persistente
  • Dor de cabeça.
  • Dor de garganta
  • Calafrios
  • Dor muscular
  • Manchas na pele
  • Gânglios ou ínguas (embaixo do braço, pescoço ou na virilha)



Diagnóstico Precoce


Quanto antes a doença for diagnosticada, maior será a chance de iniciar o tratamento no momento adequado e de manter a qualidade de vida.

Por isso, qualquer pessoa, independentemente da idade, que sinta a necessidade de verificar se é portador ou não do vírus, pode fazer o teste anti-HIV. Ele é gratuito, sigiloso e está disponível na rede pública de saúde.

Então, se você teve algum comportamento de risco, como relação sexual sem proteção, usou seringa ou agulha emprestada ou compartilhou alicate de unha ou lâmina de barbear com alguém que é soropositivo, faça o teste anti-HIV.

O mesmo vale para toda mulher que esteja grávida. Se o médico não pediu ainda, solicite a ele, é seu direito fazer o teste anti-HIV e também de outras doenças sexualmente transmissíveis.


Tratamento


A AIDS não tem cura, mas tem tratamento. Com os avanços na medicina e pesquisas que propiciam o desenvolvimento de medicamentos cada vez mais eficazes, além da experiência dos profissionais de saúde, o portador do vírus tem vivido por mais tempo e com mais qualidade.

O tratamento é baseado em medicamentos anti-retrovirais, que são oferecidos gratuitamente pelo Governo. Para ter acesso, basta procurar ajuda médica em um dos hospitais especializados em DST/AIDS. O atendimento é garantido pelo SUS.

É importante lembrar que a eficácia do tratamento dependerá da adesão do paciente. É difícil tomar por toda a vida e no mesmo horário de sempre, um coquetel de medicamentos sem falhar nunca, mas é necessário ter força de vontade e persistência para preservar a saúde e qualidade de vida.


Prevenção


Algumas medidas simples podem garantir a prevenção contra a AIDS:

  • Use preservativo nas relações sexuais
  • Não compartilhe seringas, nem outros objetos perfurantes ou cortantes
  • Faça o teste anti-HIV no pré-natal (se possível antes, no planejamento familiar, ou pelo menos logo que a mulher saiba que está grávida)
  • Não amamente seu filho (se a mãe for soropositiva)