São Paulo

DST/AIDS

04/05/2016 16:50:52

Gonorreia


Trata-se de uma doença sexualmente transmissível causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae, que se espalha pela corrente sanguínea e causa feridas na pele. Afeta principalmente a uretra, o canal entre a bexiga e o meio exterior.


Causas e consequências  


A gonorreia pode manifestar seus primeiros sinais 24h depois de uma relação sexual sem uso de proteção, tamanha a sua agressividade. Geralmente, ocorre o aparecimento de um líquido branco e pastoso, uma secreção que lembra o pus e que se vê na roupa íntima. Pode causar esterilidade, tanto em homens quanto em mulheres, dependendo do grau de sua evolução.


Tratamento


A partir do diagnóstico, feito com base na realização de exames específicos, o médico determina qual a melhor medicação par combater a gonorreia. Atualmente, o método mais prescrito pelos profissionais é a dose única de azitromicina, um antibiótico usado para tratar infecções.


Sífilis


A sífilis é uma doença sexualmente transmissível causada pela bactéria chamada Treponema pallidum, mas que também pode ser transmitida via vertical, de mãe para filho durante o período de gestação, parto ou amamentação.


Causas e consequências


No caso da transmissão de mãe para filho, a doença afeta o infectado durante toda a sua fase de crescimento. Pode causar danos ao coração e ao sistema nervoso central. Se não tratada por um profissional médico, dependendo do estágio da doença, a sífilis pode ser fatal.


Tratamento


São utilizados antibióticos, geralmente com penicilina G. Não se deve fazer uso da medicação sem orientação médica, que pode ser feita tanto pelo clínico quanto pelo dermatologista. O médico deve orientar sobre a duração do tratamento, que costuma levar algumas semanas, dependendo do grau de evolução da doença.


HPV

 


É o nome mais conhecido para o papilomavirus humano, grupo de vírus que compõem as doenças sexualmente transmissíveis (DST) que afeta homens e mulheres. O HPV também pode ser transmitido via vertical, ou seja, de mãe para filho durante o período de gestação, parto ou amamentação. A pessoa enferma apresenta verrugas na pele tanto na região oral (cordas vocais, boca, lábios) quanto na genital e uretra, em sua forma mais visível.


Causas e consequências

 
O HPV é uma doença transmitida, na maioria dos casos, por via sexual. No caso dos homens, a identificação é mais simples, em decorrência das características anatômicas dos órgãos sexuais masculinos. De todo modo, se não tratado, pode evoluir para um câncer de pênis.

Como na mulher a identificação é mais difícil, muitas vezes a paciente não procura um médico acreditando que possa ser apenas de um pequeno machucado e o HPV torna-se mais preocupante, uma vez que se não diagnosticado e tratado corretamente, pode evoluir para um câncer genital, de colo de útero, vagina e vulva.


Tratamento


É feito à base de medicamentos. Uma boa forma de prevenir as chances de a doença se instalar é evitar relações sexuais desprotegidas (sem preservativos) com indivíduos que possam estar contaminados. Somente um médico especialista poderá indicar a melhor forma de tratamento para quem contrai o HPV.


Hepatite C


É uma doença do fígado, causada por transmissão do vírus HCV, descoberto em 1989, que se manifesta de maneira silenciosa e, por isso, de difícil diagnóstico a tempo de garantir seu tratamento adequado e a cura. De modo geral, nas fases mais agudas, o doente apresenta cansaço, falta de apetite, náuseas, algumas dores nas articulações e perda de peso.


Causas e consequências


Correm o risco de adquirir hepatite C as pessoas que compartilham seringas e agulhas (uso de drogas injetáveis), que praticam sexo desprotegido (sem camisinha) e também estão sujeitas à contaminação as pessoas que necessitam fazer transfusões de sangue. A hepatite C ainda pode ser transmitida de mãe para filho ou pelo uso de instrumentos não esterilizados utilizados para manicure, pedicure, podologia, piercings e tatuagens.

A hepatite C é conhecida no mundo todo como a “epidemia oculta” porque sua proporção é endêmica, mas a maioria das pessoas desconhece sua existência. Pode provocar câncer de fígado, além de fibrose e, mais tarde, cirrose. Varizes esofágicas ou gástricas também podem ocorrer em alguns casos.


Tratamento


A evolução clínica é bastante lenta, pode levar de 20 a 30 anos, e seus sintomas são inespecíficos. Assim, para determinar o tratamento, o médico responsável pelo caso terá de avaliar em que fase da doença o paciente se encontra. De acordo com essa avaliação, o médico poderá decidir que medicação paliativa pode ser aplicada. A hepatite C é tida como a principal causa de transplantes de fígado.


Hepatite B


Trata-se de uma doença inflamatória e infecciosa que ataca o fígado, transmitida por vírus e altamente contagiosa. Em geral, a hepatite B permanece ativa por até seis meses. Se persistir depois desse período, torna-se crônica.


Causas e consequências


A pessoa adquire hepatite B através de contato com sangue, saliva ou sêmen infectados. Há casos de transmissão por leite materno e outros fluídos corporais, porém é mais decorrente de relações sexuais desprotegidas, compartilhamento de seringas e transfusão de sangue. Instrumentos para colocação de piercings e agulhas para tatuagens também podem causar a transmissão do vírus VHB.

Em cerca de 90% dos casos, os pacientes adequadamente tratados se curam, mas há episódios em que o paciente desenvolve cirrose hepática. Outra consequência da doença é o carcinoma hepatocelular, o câncer do fígado.


Tratamento


O tratamento é paliativo, pois em até 90% dos casos o próprio organismo elimina a doença. De todo modo, a escolha dos medicamentos está vinculada aos resultados de AgHbs, AgHbe/anti Hbe, DNA-VHB, ALT/AST. O médico especialista saberá avaliar que tipo de tratamento é o mais adequado em cada caso.


Aids


A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, AIDS, é uma doença causada pelo vírus do HIV, Vírus da Imunodeficiência Humana que destrói as células responsáveis pela defesa do organismo. Dessa forma, a pessoa fica vulnerável a outras infecções e doenças oportunistas, chamadas assim por surgirem nos momentos em que o sistema imunológico do indivíduo está enfraquecido.

 


A AIDS não tem cura, mas tem tratamento. Seguindo os cuidados necessários, é possível levar uma vida normal e com qualidade.
    


Incidência de Aids


Os grupos mais vulneráveis ao vírus do HIV, causador da AIDS, são:

  • Homossexuais masculinos
  • Heterossexuais com vida sexualmente ativa
  • Usuários de drogas
  • Adolescentes (nem sempre usam preservativos ou não sabem manusear)
  • Idosos (acima de 60/ 65 anos que mantém vida sexual ativa)

 



Formas de Transmissão


A transmissão do HIV acontece pela relação sexual sem proteção (oral, vaginal ou anal), pelo compartilhamento da mesma seringa ou agulha e pela mãe infectada que pode passar o vírus para o filho durante a gravidez, o parto e a amamentação.

Alguns mitos e equívocos envolvem a contaminação pelo HIV. O vírus não é transmitido por meio de:

  • Tosse, espirros ou pelo ar
  • Copos e talheres compartilhados com pessoas infectadas
  • Contato com vasos sanitários
  • Piscinas
  • Alimentos preparados por um portador do vírus
  • Beijo, aperto de mão ou abraço
  • Sexo com camisinha



Sintomas

 


Qualquer pessoa pode estar exposta ao vírus do HIV ou tê-lo em nosso organismo, sem saber. Os sintomas iniciais, que podem durar em média duas semanas, são semelhantes a várias outras doenças, dentre eles:

  • Febre persistente
  • Dor de cabeça.
  • Dor de garganta
  • Calafrios
  • Dor muscular
  • Manchas na pele
  • Gânglios ou ínguas (embaixo do braço, pescoço ou na virilha)



Diagnóstico Precoce


Quanto antes a doença for diagnosticada, maior será a chance de iniciar o tratamento no momento adequado e de manter a qualidade de vida.

Por isso, qualquer pessoa, independentemente da idade, que sinta a necessidade de verificar se é portador ou não do vírus, pode fazer o teste anti-HIV. Ele é gratuito, sigiloso e está disponível na rede pública de saúde.

Então, se você teve algum comportamento de risco, como relação sexual sem proteção, usou seringa ou agulha emprestada ou compartilhou alicate de unha ou lâmina de barbear com alguém que é soropositivo, faça o teste anti-HIV.

O mesmo vale para toda mulher que esteja grávida. Se o médico não pediu ainda, solicite a ele, é seu direito fazer o teste anti-HIV e também de outras doenças sexualmente transmissíveis.


Tratamento


A AIDS não tem cura, mas tem tratamento. Com os avanços na medicina e pesquisas que propiciam o desenvolvimento de medicamentos cada vez mais eficazes, além da experiência dos profissionais de saúde, o portador do vírus tem vivido por mais tempo e com mais qualidade.

O tratamento é baseado em medicamentos anti-retrovirais, que são oferecidos gratuitamente pelo Governo. Para ter acesso, basta procurar ajuda médica em um dos hospitais especializados em DST/AIDS. O atendimento é garantido pelo SUS.

É importante lembrar que a eficácia do tratamento dependerá da adesão do paciente. É difícil tomar por toda a vida e no mesmo horário de sempre, um coquetel de medicamentos sem falhar nunca, mas é necessário ter força de vontade e persistência para preservar a saúde e qualidade de vida.


Prevenção


Algumas medidas simples podem garantir a prevenção contra a AIDS:

  • Use preservativo nas relações sexuais
  • Não compartilhe seringas, nem outros objetos perfurantes ou cortantes
  • Faça o teste anti-HIV no pré-natal (se possível antes, no planejamento familiar, ou pelo menos logo que a mulher saiba que está grávida)
  • Não amamente seu filho (se a mãe for soropositiva)

 

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