São Paulo

Imunização

04/05/2016 17:09:45

Catapora


Causada pelo vírus varicella zoster e também conhecida como varicela, a catapora é uma doença infecciosa aguda, comum na infância, mas que também se manifesta em pessoas adultas não vacinadas.


Causas e consequências


A catapora se espalha por via aérea, espirro, tosse e pode ser transmitida antes mesmo das marquinhas redondas e avermelhadas, típicas da catapora, aparecerem no doente. Em casos mais severos, é possível haver dor no peito, dificuldade para respirar, vermelhidão não só nas manchas e coceira intensa.

Em geral, nas crianças, a catapora é inofensiva, mas existem casos de complicações neurológicas e comprometimento de fígado e rins. Já em adultos, os sintomas podem ser mais sérios, com risco inclusive de pneumonia intersticial e problemas renais.


Tratamento


A terapia é feita com antivirais (como o aciclovir) recomendados pelo médico. É importante não usar medicamentos como anti-inflamatórios e antitérmicos comuns se houver suspeita de catapora. Eles podem levar a uma complicação muito grave que é a Síndrome de Rey, causando inflamação no cérebro e acúmulo de gordura no fígado.


Meningite


A meningite é uma infecção causada por vírus, bactérias ou outros micro-organismos nas membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. Trata-se de uma doença considerada endêmica, com ocorrência de surtos e epidemias ocasionais, que podem acontecer o ano todo, mas que pode ser evitada com vacinas.


Causas e consequências


Geralmente, a meningite se propaga no inverno, favorecida pelas condições climáticas. A forma mais grave é a da meningite C ou bacteriana, também conhecida como meningocócica.

Repentina e de rápida evolução, esta doença pode levar à morte em um prazo de 24 a 48 horas a partir dos primeiros sintomas. Os mais comuns deles são rigidez na nuca, dor de cabeça intensa, febre, vômitos, fotofobia e intolerância a ruídos. No surgimento desses sintomas, a pessoa deve imediatamente procurar atendimento médico especializado.

Uma punção lombar feita pelo médico irá identificar se a pessoa está ou não com meningite. Os mesmos sintomas e procedimentos valem para as várias formas de meningite, inclusive a viral, menos agressiva, mas que também demanda atenção especial e repouso absoluto.

Se não tratada com rapidez e eficiência, a meningite pode também deixar sequelas, tais como surdez, dificuldade de aprendizado e comprometimento cerebral.


Tratamento


Em geral, é feito à base de antibióticos. O médico que identificar a doença poderá decidir que tipo de remédios devem ser prescritos. Anti-inflamatórios podem ser ministrados para aliviar os sintomas. As meningites causadas por fungos bem como pelo bacilo da tuberculose demandam tratamento longo, com antibióticos e até quimioterápicos via oral ou endovenosa.


Pertussis (Coqueluche)


Causada pela bactéria bordetella pertussis, a coqueluche é uma doença infecciosa que compromete o aparelho respiratório e ataca principalmente adolescentes e adultos jovens. Em bebês, que podem pegar a doença através das gotículas de saliva contaminada de pessoas doentes – os perdigotos, comuns em espirros e na tosse, é grande o índice de levar o portador à morte.


Causas e consequências


A doença é dividida em fases: a catarral, a fase aguda e a convalescença. Os primeiros sintomas da fase catarral são leves, muitas vezes confundidos com os de uma gripe - coriza, mal-estar, febre e tosse. A fase seguinte é a da tosse seca, contínua. Na fase aguda, surge a dificuldade de engolir, tosse seca e inspiração forçada e prolongada além de vômitos. As formas graves da doença podem causar desidratação, pneumonia, convulsões, lesão cerebral e morte.


Tratamento


O médico que diagnosticar a doença poderá decidir que tipo de remédios devem ser ministrados, de acordo com a gravidade da doença. Consiste basicamente no uso adequado de antibióticos.


Gripe


É uma doença infecciosa aguda causada pelo vírus ARN da família Orthomyxoviridae, a mesma dos vírus Influenza. Frequentemente, a gripe é confundida com o resfriado, no entanto, há diferenças significativas. Grosso modo, a gripe chega de uma vez, enquanto o resfriado se instala aos poucos.


Causas e consequências


A forma mais habitual de contágio da gripe é o contato pessoa a pessoa. Ou seja, aquele que está com a gripe transmite o vírus da doença a pessoas próximas ao espirrar ou tossir. O vírus é transportado pelos perdigotos, pequenas gotículas que a pessoa dispara ao espirrar ou tossir. Por isso é bastante comum em países do primeiro mundo as pessoas gripadas usarem máscaras diante da boca e do nariz. Não se trata de um gesto pessoal, apenas, mas de cuidado com o próximo.

 


As consequências da gripe podem ser várias, dependendo da gravidade da doença. Em casos mais severos, a gripe pode levar à pneumonia e à morte, dependendo do grau de resistência do doente. Em 1918, por exemplo, a gripe espanhola foi responsável pela morte de mais de vinte milhões de pessoas ao redor do mundo


Tratamento  


A vacinação é o principal meio de prevenir a incidência da gripe. Uma vez com gripe, o doente deve tentar isolar-se do contato com pessoas não infectadas e também tomar alguns cuidados para aliviar os sintomas e o desconforto, como: ingerir muito líquido – principalmente água, limpar o nariz com soro fisiológico, para ajudar a eliminar as secreções e redobrar o cuidado com a alimentação (consumir alimentos saudáveis e não trocar comida por doce). Na dúvida, converse sempre com o seu médico.


Medicina do Viajante


É caracterizada como um conjunto de medidas preventivas para evitar que doenças comuns em um ambiente diverso possam causar transtornos para a pessoa que sai de sua cidade, seja por lazer ou a trabalho.


Causas e consequências


As autoridades locais costumam ter conhecimento sobre os problemas de saúde pública que um viajante pode enfrentar dependendo da região para onde vai. Por exemplo, casos de doenças internacionais, como a SARs, que entre os anos de 2002 e 2004 disseminou um problema respiratório em várias partes do planeta, a partir de uma localidade na China. Foram os viajantes, em contato com os agentes transmissores locais, os responsáveis pela transmissão da SARs ao voltarem para seus países de origem.

 


A febre amarela também ainda é muito comum em algumas localidades, por isso há países que exigem a vacinação contra a doença para permitir a entrada do viajante.


Tratamento


Depende de cada caso, uma vez que as doenças têm de ser investigadas uma a uma, de acordo com a região para onde o viajante foi.

No Brasil, a função de monitorar as doenças que aparecem dentro e fora do país cabe à Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa. Dependendo da cidade, existem núcleos específicos de medicina do viajante, onde médicos infectologistas e sanitaristas podem orientar o viajante sobre o tipo de prevenção e até mesmo que vacina tomar, para evitar problemas nas viagens.


Febre Amarela


A febre amarela é uma doença infecciosa aguda, de curta duração (cerca de 10 dias), com gravidade variável, causada pelo vírus da febre amarela, que ocorre na América do Sul e na África.

 


Há dois tipos de febre amarela:  a Silvestre, transmitida pelo mosquito Haemagogus, e a urbana transmitida por outro vetor, o mosquito Aedes Aegypti, que é o mesmo que transmite a dengue, chikungunya e zika vírus.

Felizmente, a forma urbana já foi erradicada no Brasil. O último caso de febre amarela desse tipo registrado no país foi em 1942, no Acre. Já a forma Silvestre tem acontecido dentro de um ciclo considerado natural pela Organização Mundial de Saúde, com episódios de aumento no número de casos de tempos em tempos.


Sintomas


Dentre as manifestações clínicas da Febre Amarela, podem ocorrer:

  • Febre
  • Dor de cabeça
  • Calafrios
  • Dores no corpo
  • Náuseas
  • Vômitos
  • Mal-estar geral importante



Nos casos graves, podem acontecer hemorragias ou sangramentos de gengivas, nariz, estômago e intestino.


Diagnóstico


O processo de diagnóstico da Febre Amarela requer atenção criteriosa por parte do médico, além de exames laboratoriais específicos. Essa avaliação detalhada é fundamental para diferenciar formas da febre amarela com outras doenças infecciosas graves.


Tratamento


Não há uma abordagem específica capaz de curar o paciente com febre amarela. Contudo, para evitar que o quadro evolua, o tratamento é feito basicamente com hidratação e com a indicação de medicamentos que não contenham ácido acetil salicílico.

Em fase de intoxicação, com sintomas mais intensos, o paciente deve ser tratado e acompanhado no hospital. A ciência também ainda não conseguiu determinar quais pacientes vão evoluir e que podem, inclusive, morrer em função das complicações da febre amarela, e quem poderá se recuperar da doença. O que se sabe é que há pacientes que conseguem sobreviver e ter novamente sua qualidade de vida.

É importante seguir a orientação médica e não tomar medicamento por conta própria.


Conheça as áreas de risco no Brasil


A recomendação atual do Ministério da Saúde é que viajantes nacionais e internacionais se vacinem contra a febre amarela aos que se dirigem as seguintes regiões do país:

  • Estados e municípios das Regiões Norte e Centro-Oeste
  • Para todos os municípios do Maranhão e Minas Gerais
  • Para os municípios localizados ao sul do Piauí
  • Oeste e sul da Bahia
  • Norte do Espírito Santo
  • Noroeste de São Paulo
  • Oeste dos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul



Mais informações podem ser obtidas acessando o site www.saude.gov.br ou pelo Disque Saúde: 0800 61 1997.

 


Como prevenir a Febre Amarela


A vacina é uma das formas mais eficazes contra a febre amarela. Ela é gratuita e está disponível nos postos de saúde e também nas salas de vacinação em portos, aeroportos e fronteiras.  

 


Não é recomendável apenas para pessoas que estão com baixa imunidade, para quem esteve doente ou dependa de avaliação médica. Nesses casos, é necessária orientação individualizada.


Recomendação aos viajantes


Quem for viajar para áreas de risco e não tiver contraindicação, deve tomar a vacina dez dias antes da viagem. Pessoas que já foram vacinadas há mais de dez anos, basta tomar uma dose de reforço e seguir viagem, não sendo necessário esperar os dez dias para garantir sua proteção.

Lembre-se de guardar o comprovante, pois poderá ser necessário apresentá-lo quando viajar para áreas de risco.


Certificado de vacinação


No Brasil não é exigido o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia para entrada no país. No entanto, vários países exigem o Certificado Internacional de Vacinação, diferente do comprovante comum.

 


Para efetuar a troca do cartão de vacinação, deve-se procurar um dos postos da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em qualquer um dos portos, aeroportos, passagens de fronteiras ou sedes da Coordenação no país.

Mais informações no site www.anvisa.gov.br/viajante ou para saber quais países solicitam vacinação obrigatória contra a febre amarela acesse http://www.anvisa.gov.br/hotsite/viajante/2015-ith-county-list.pdf


Cuidados para evitar a Febre Amarela Urbana

 


É necessário adotar medidas preventivas de combate ao mosquito Aedes Aegypti, transmissor da dengue, da febre amarela urbana, chikungunya e zika vírus, como:

  • Evitar acúmulo de água limpa parada
  • Não deixar garrafa vazia sem tampa em local que possa ser enchida com água de chuva
  • Colocar areia no prato de vasos para evitar acúmulo de água
  • Guardar pneus em local seco e seguro (ou, no mínimo, fazer furos no pneu e mantê-lo em pé)
  • Manter a caixa d’água limpa e completamente tampada
  • Não jogar lixo em terreno baldio

 

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